Arteria

Homem macaco

Não dá para saber nem se o grafiteiro britânico Bansky existe de verdade. Há quem defenda a tese de que ele é a face de um coletivo. Essa dúvida talvez se esclareça amanhã, no tapete vermelho do Oscar. Bansky concorre à estatueta dourada pelo documentário Exit Through The Gift Shop. E pode se render ao rígido protocolo da cerimônia e… surgir em Los Angeles, pela primeira vez, em um comportado smoking, para alegria total dos organizadores da festa.

Mas isso não faz nada a cara dele. Por isso tanto tem-se especulado se Bansky seria barrado caso surgisse na porta do teatro fantasiado de macaco. No documentário, seu rosto não aparece em um único take. De capuz, ou com a máscara do bicho na frente, a voz alterada, o artista desfia uma bem-humorada crítica ao mercado da arte, ao consumismo e à mídia.

O título de seu filme já dá uma boa dica do conteúdo. Refere-se à saída dos museus. Hoje, invariavelmente, elas são através de uma lojinha, onde se vende lápis, camiseta, chinelo com o logo das instituições.

Eu não aguento de ansiedade para a estréia do filme no Brasil. E, claro, para a noite deste domingo. Só uma coisa é certa: Bansky está em Los Angeles. Isso porque vários grafites seus surgiram recentemente na cidade.

Imagem de Amostra do You Tube
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