Scorpions: 45 anos de clássicos e mais de 120 milhões de discos vendidos
Tá, essa é sexta tentativa de começar esse texto de uma forma concisa, objetiva e respondendo à s informações necessárias para um bom lide – corão dos jornalistas e pseudo-jornalistas. Falhei pela sexta vez, mas não importa, realmente, porque o assunto deste post é muito maior do que minha habilidade (ou a falta dela) de escrever. Ah, eu provavelmente deveria ter começado com: primeiro show de metal… oficial.
Na noite do último sábado, dia 18 de setembro de 2010, saà de casa sem saber o que me esperava. Afinal, o que se pode esperar de show que pertence a turnê de aposentadoria de uma das maiores bandas de heavy metal/ hard rock da história? Pois é, foram 1 hora e 40 minutos de show que, aos meus ouvidos, tiveram duas durações diferentes e nenhuma das duas totalmente verdadeiras. A primeira, que senti logo antes do final da apresentação, foi que apenas haviam se passado 40 minutos, e a segunda, que estou levando comigo agora, é que ainda não acabou.
Para facilitar o meu e o seu raciocÃnio, caro leitor, vou elencar os pontos positivos e negativos dessa minha experiência:
Positivos
1) Repertório: Intercalando os álbuns mais conhecidos com canções novas, os Scorpions, literalmente, deram ao público o que ele queria. Sem necessidade de pedidos especiais.
Set List:
1. Sting In The Tail (Sting in the Tail, 2010)
2. Make It Real (Animal Magnetism, 1980)
3. Bad Boys Running Wild (Love at First Sting, 1984)
4. The Zoo (Animal Magnetism, 1980)
5. Coast To Coast (Lovedrive, 1979)
6. Loving You Sunday Morning (Lovedrive, 1979)
7. The Best Is Yet To Come (Sting in the Tail, 2010)
8. Holiday (Lovedrive, 1979)
9. Wind Of Change (Crazy World, 1990)
10. Raised on Rock (Sting in the Tail, 2010)
11. Tease Me Please Me (Crazy World, 1990)
12. Dynamite (Blackout, 1982)
13. Kottak Attack – James Kottak Solo
14. Blackout (Blackout, 1982)
15. Six String Sting – Matthias Jabs solo
16. Big City Nights (Love at First Sting, 1984)
17. Still Loving You (Love at First Sting, 1984)
18. Rock You Like A Hurricane (Love at First Sting, 1984)
2) Dinamismo: Não existe idade limite ou certa para um show de qualidade. Os dinossauros-metálicos do Scorpions provaram isso mais uma vez. Aos 62 anos, o vocalista Klaus Maine e o guitarrista Rudolf Schenker mostraram excepcional disposição ao interagirem com a plateia e ao correrem de um lado para outro do palco – esta categoria, Maine fazia com menos intensidade.
Os solistas James Kottak (bateria), de 47 anos, e Matthias Jabs (guitarra), de 54 anos, também mostraram do que são capazes. Em seu solo, de aproximadamente 10 minutos, Kottak subiu na bateria, pediu à plateia que levantassem os copos – e decepcionou-se com a escassez deles –, convidou o público para um brinde e fez o vira, banhando o próprio corpo com cerveja.
O grupo ainda se comunicava bastante, entre si e com o público, o que nos proporcionava momentos de lembranças únicas. Entre elas, quando alguém – suponho que tenha sido uma jovem – atirou ao palco um sutiã, que foi carinhosamente guardado no bolso do baixista Paweł Mąciwoda, de 43 anos. – Quem disse que é só o Wando que ganha lembrancinhas desse tipo?
3) Frio e Chuvisco: Sim. Eles foram positivos – não para saúde do público, é claro , mas - porque de algum forma ser aquecido pelo som e show do Scorpions foi muito melhor do que banho e chocolate quente.
Negativos:
1) Durou só 1 hora e 40 minutos.
 
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¹ Explicação do tÃtulo em equação simples: 3 d (três dias desde o show) + 1 b (uma baqueta de James Kottak) = 0 (zero voz de que vos escreve).