Catalã é a terceira mulher a conquistar a honraria
Considerada uma das melhores escritoras espanholas pós-Guerra Civil (1936-39), a catalã Ana Maria Matute é a terceira mulher – depois da poetisa cubana Dulce Maria Loynaz (1992) e da ensaÃsta andaluz MarÃa Zambrano (1988) – a faturar a principal honraria literária da lÃngua espanhola, o Prêmio Miguel de Cervantes. As obras da escritora, nascida na Barcelona de 1925, tratam dos aspectos polÃticos, sociais e morais da Espanha depois da guerra que dividiu o paÃs.
Matute é considerada uma escritora essencialmente realista e sua obra é permeada por um pessimismo que dá a seus leitores uma sensação mais clara da realidade. Alguns de seus livros são povoados de criaturas mágicas como unicórnios e duendes, mas foi a sociedade espanhola pós 1939 sua principal matéria prima. São de Matute alguns dos principais clássicos da literatura espanhola como Los Abel (1948), Los Soldados Lloram na Noite (1963) e Olvidado Rey Gudú (1996), o seu livro preferido.
O Prêmio Cervantes, que vem acompanhado de um cheque de 125 mil euros, era a única honraria espanhola de literatura que faltava à escritora que já levou o Premio Fastenrath (1962), o Prêmio Lazarillo de literatura infantil (1965) e o Prêmio Nacional de las Letras Españolas (2007).
