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	<title>Caneta &#38; Cola</title>
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		<title>DEU A LOUCA NA GRAMÁTICA</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 13:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[NO REINO DA PONTUAÇÃO No calmo reino da pontuação repentino rebenta o confronto: pobres pontos-e-vírgulas são acossados por hífen e ponto. Neste instante forma-se um bando, pontos-e-vírgulas enfrentando Só quem escapa (e quando não?) são os pontos de interrogação. Os pontos-e-vírgulas, que se queixam, pelas chaves capturar se deixam. Cada um deles é aprisionado, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NO REINO DA PONTUAÇÃO</p>
<p>No calmo reino da pontuação<br />
repentino rebenta o confronto:</p>
<p>pobres pontos-e-vírgulas são<br />
acossados por hífen e ponto.</p>
<p>Neste instante forma-se um bando,<br />
pontos-e-vírgulas enfrentando</p>
<p>Só quem escapa (e quando não?)<br />
são os pontos de interrogação.</p>
<p>Os pontos-e-vírgulas, que se queixam,<br />
pelas chaves capturar se deixam.</p>
<p>Cada um deles é aprisionado,<br />
um parêntese de cada lado.</p>
<p>O sinal de menos chegou &#8211; zás!<br />
entre os vivos já não estão mais.</p>
<p>Interrogações pranteiam quando<br />
os mortos veem, ao lar retornando.</p>
<p>Mas &#8211; al! &#8211; novas lutas surgirão:<br />
fere à vírgula o travessão &#8211; </p>
<p>impiedoso lhe corta a cabeça<br />
e assim faz com que ela faleça</p>
<p>e como os que morrem na guerra<br />
sua cabeça tomba na terra.</p>
<p>Ao cemitério, quietos demais,<br />
levam-se uns e outros sinais.</p>
<p>Alguns travessões vão em cortejo;<br />
poucos, em pesaroso rastejo.</p>
<p>A exclamação põe-se a rezar,<br />
dois pontos a ajuda de pronto.</p>
<p>As vírgulas, retornando ao lar,<br />
marcham: traço, ponto, traço, ponto&#8230;</p>
<p>(do poeta Christian Morgenstern, publicado em alemão em 1905, e editado agora no Brasil pela Berlendis &amp; Vertecchia) </p>
]]></content:encoded>
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		<title>NÃO FOI SÓ KAFKA QUE ACORDOU BARATA NEM CLARICE QUE ACEITOU UMA DELAS</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 22:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[barta. bujowski.kafka.lispector]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;a barata rastejou sobre os ladrilhos enquanto eu estava mijando e ao virar minha cabeça ela enfiou o traseiro numa fenda. pequei o inseticida e disparei o aerossol e disparei e disparei e finalmente a barata saiu e me lançou um olhar muito nojento. então desabou dentro da banheira e fiquei assistindo à sua morte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;a barata rastejou<br />
sobre os ladrilhos<br />
enquanto eu estava mijando e<br />
ao virar minha cabeça<br />
ela enfiou o traseiro<br />
numa fenda.<br />
pequei o inseticida e disparei o aerossol<br />
e disparei e disparei<br />
e finalmente a barata saiu<br />
e me lançou um olhar muito nojento.<br />
então desabou dentro<br />
da banheira e fiquei assistindo à<br />
sua morte<br />
com um prazer sutil<br />
pois eu pagava o aluguel<br />
e ela não.<br />
recolhi-a com<br />
um tipo de papel higiênico<br />
azul-esverdeado e joguei-a<br />
na descarga, era tudo o que se<br />
tinha a fazer, exceto que<br />
nas redondezas de Hollywood e<br />
Western temos que seguir<br />
fazendo isso.<br />
dizem que algum dia essa<br />
tribo herdará<br />
a terra<br />
mas faremos com que<br />
esperem mais<br />
alguns meses.</p>
<p>(poema &#8216;barata&#8217; de Charles Bukowski, extraído da págins 102 do livro &#8216;O amor é um cão dos diabos&#8217;; traduzido por Pedro Gonzaga &#8211; L&amp;PM Pocket)</p>
<p>Este estafeta como acredita, muitos viveram a mesma situação. Mais prosaica que Clarice e Kafka.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>SUGESTÃO PARA IR EMBORA</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 19:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[robert walser.literatura em língua alemã]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Como são breves as despedidas. Quer-se dizer alguma coisa, mas, bem na hora, se esquece o apropriado a dizer e não se diz nada, ou se diz alguma idiotice. Despedir-se é horroroso, para quem parte e para quem fica.&#8221; (do livro JAKOB VON GUNTEN , de Robert Walser, traduzido por Sergio Tellaroli. pág., 120 &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Como são breves as despedidas. Quer-se dizer alguma coisa, mas, bem na hora, se esquece o apropriado a dizer e não se diz nada, ou se diz alguma idiotice. Despedir-se é horroroso, para quem parte e para quem fica.&#8221;</p>
<p>(do livro JAKOB VON GUNTEN , de Robert Walser, traduzido por Sergio Tellaroli. pág., 120 &#8211; companhia das letras.)</p>
<p>Um dos mais importantes lançamentos do ano no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>NÃO HÁ IDADE PARA AMAR, MAS HÁ TEMPO PARA EDITAR ROSÁRIO FUSCO</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 03:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Não há uma prática cronológica do amor: ama-se igualmente em todas as idades. Uma criança ama, odeia, goza e sofre como o adulto: a emoção é um estado, só as situações variam. Amor não chega quando se deseja, nem vai quando se quer&#8230; nem o atraímos nem o repelimos: vem e vai como vem, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não há uma prática cronológica do amor: ama-se igualmente em todas as idades. Uma criança ama, odeia, goza e sofre como o adulto: a emoção é um estado, só as situações variam. Amor não chega quando se deseja, nem vai quando se quer&#8230; nem o atraímos nem o repelimos: vem e vai como vem, e traz o fim nos seus começos (&#8230;).&#8221;</p>
<p>(extraído da página 265 do romance &#8216;Dia do Juízo&#8217;, de Rosário Fusco.  Primeira edição pela José Olympio Editora em 1961)</p>
<p>Nota; Rosáro Fusco é dos mais importantes e originais escritores brasileiros do século passado. Mas sua obra de muitos anos para cá não mereceu a atenção dos editores. Como diz o poeta Ferreira Gullar em conversa com este estafeta recentemente: &#8220;A arte é para poucos. E a cultura não é um valor para milhões&#8221;. Está certo o poeta.</p>
<p>Este post é uma homenagem a François.</p>
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		<title>O POETA NÃO ESTÁ NEM AÍ PARA MORRER</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 02:52:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Faltam dez minutos para sair da Barata Ribeiro lá pelo número 500 e chegar à Duvivier encontrar o poeta. Pego um táxi. É sábado, um sábado azul e ameno do Rio. Chego oito minutos depois do horário combinado. O poeta abre a porta de vidro no segundo andar do apartamento, cumprimenta-me com aquelas mãos nodosas. Entro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faltam dez minutos para sair da Barata Ribeiro lá pelo número 500 e chegar à Duvivier encontrar o poeta. Pego um táxi. É sábado, um sábado azul e ameno do Rio. Chego oito minutos depois do horário combinado. O poeta abre a porta de vidro no segundo andar do apartamento, cumprimenta-me com aquelas mãos nodosas. Entro. Pergunto-lhe sobre sua saúde e se está escrevendo poemas. &#8220;Nada. Talvez eu não escreva nada. Demorei 11 anos do penúltimo livro ao atual. Não é assim.&#8221; Não é, mas eu gostaria que fosse. &#8220;Senta aí&#8221;. Sento na cadeira de madeira da grande mesa de oito lugares, madeira maciça, pesada. O poeta gosta das coisas duras. Ele é duro. Duro só na aparência, duro nas opiniões, mas ri das minhas bobagens. O poeta senta-se do outro lado da mesa à minha frente, com os cotovelos apoiados na mesa e as mãos cruzadas, que não param no entanto de estabanar-se latinamente. Jogamos conversa fora. Não quero sair dali. Peguei o poeta num dia bom, bom de conversa, desfia frases, é pura veemência. Lembra que há pouco, com a morte de um imortal da ABL, um imortal que morre, sempre morrem os imortais da ABL, e diz que foi sondado para meter-se no fardão, com espada e direito a dicurso. &#8220;E eu vou lá entrar na casa do Machado de Assis? Tiraram os ossos do Machado, o maior de todos, que estava com sua Carolina, e meteram-lhe no panteão dos tais imortais. O presidente da casa (ABL) na ocasião proferiu: &#8216;Agora ele está junto de nós!&#8217;.&#8221; O poeta ri, mas é riso triste. Quem são eles? pergunta em outras palavras, para achar que ele, o Machado, está finalmente com eles? Quem são eles perto dele?&#8221; Concordo. Não vista o fardão, poeta. Embora seja o maior, não porque a maturidade e a velhice e a escassez o fizeram assim. Sérgio Buarque há muito tempo disse que ele era o maior. Entra não, poeta. Ele não vai entrar. Ele não merece.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Corra, Gunten, corra!</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 16:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[robert walser.literatura.pressa]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Todos têm pressa porque a todo momento acreditam que é bonito ir atrás de alguma coisa e consegui-la&#8221; (do livro Jakob von Gunten, de Robert Walser, pág., 42. Companhia das Letras, tradução de Sergio Tellaroli)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Todos têm pressa porque a todo momento acreditam que é bonito ir atrás de alguma coisa e consegui-la&#8221;</p>
<p>(do livro Jakob von Gunten, de Robert Walser, pág., 42. Companhia das Letras, tradução de Sergio Tellaroli)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A INSPIRAÇÃO É UMA VIGARISTA</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 08:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[cyro dos anjos.edla van steen.literatura brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[Você está sempre escrevendo, ou só quando se senta à mesa com essa intenção? &#8220;Salvo no caso do &#8216;Abdias&#8217;, não costumo sentar-me à mesa, pacientemente, à espera do socorro das musas. Mesmo porque estas são umas vigaristas, impingem muito produto ordinário ao pobre do escritor. E não dão nada de graça. Meretrizes de luxo, arrancam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você está sempre escrevendo, ou só quando se senta à mesa com essa intenção?</p>
<p>&#8220;Salvo no caso do &#8216;Abdias&#8217;, não costumo sentar-me à mesa, pacientemente, à espera do socorro das musas. Mesmo porque estas são umas vigaristas, impingem muito produto ordinário ao pobre do escritor. E não dão nada de graça. Meretrizes de luxo, arrancam o couro e o cabelo do desventurado que se envolve com elas. Só pego da pena quando tenho, realmente, algo a dizer.</p>
<p>(resposta de Cyro dos Anjos a Edla van Steen, no segundo volume de &#8216;Viver &amp; Escrever&#8217;. L&amp;PM &#8211; 1982) </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sai Vargas Llosa, entra Silviano Santiago</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 14:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[princeton.vargas llosa.silviano santiago]]></category>

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		<description><![CDATA[O escritor e ensaísta Silviano Santiago acaba de assinar contrato com a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Ele lecionará durante um semestre, como Visiting Full, no ano letivo de 2011/2012. As aulas começam em setembro. Serão dois cursos. Um de graduação: Tradição Literária Lusitana, Africana e Brasileira; outro de pós-graduação: A Visada Cosmopolita nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor e ensaísta Silviano Santiago acaba de assinar contrato com a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Ele lecionará durante um semestre, como Visiting Full, no ano letivo de 2011/2012. As aulas começam em setembro. Serão dois cursos. Um de graduação: Tradição Literária Lusitana, Africana e Brasileira; outro de pós-graduação: A Visada Cosmopolita nas Artes (literatura, cinema e artes plásticas) e no Ensaísmo Brasileiro &#8211; de Machado e Nabuco à Desconstrução da Antropofagia em Adriana Varejão. Há uma década afastado das salas de aulas, onde ajudou a formar alguns dos nomes mais importantes da atual crítica literária brasileira, Silviano volta a lecionar em uma das mais importantes universidades do mundo. Na cátedra em que ele vai trabalhar, já passaram nomes como o do escritor argentino Ricardo Piglia. Silviano irá suceder o prêmio Nobel 2010 Mario Vargas Llosa na cadeira em Princeton.</p>
<p>(informação de João Pombo Barile)</p>
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		<title>UMA TARDE JOGANDO WAR</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 22:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[vargas.llosa.huizinga.war.jogos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Em seu célebre Homo Ludens, Johan Huizinga defende que o jogo é a coluna vertebral da civilização e que a sociedade evoluiu até a modernidade ludicamente, construindo suas instituições, sistemas, práticas e credos, a partir dessas formas elementares de cerimônia e de ritual que são os jogos infantis&#8221; (Mario Vargas Llosa, Sabres e Utopias, págs. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Em seu célebre Homo Ludens, Johan Huizinga defende que o jogo é a coluna vertebral da civilização e que a sociedade evoluiu até a modernidade ludicamente, construindo suas instituições, sistemas, práticas e credos, a partir dessas formas elementares de cerimônia e de ritual que são os jogos infantis&#8221;</p>
<p>(Mario Vargas Llosa, Sabres e Utopias, págs. 376 e 377; Objetiva)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>DE ITALO CALVINO</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 15:04:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Nigri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Às vezes a gente se imagina incompleto e é apenas jovem.&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Às vezes a gente se imagina incompleto e é apenas jovem.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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