O que é pior: a mentira ou a descúria?
Reinaldo Azevedo é aquele colunista que manipula seus leitores em textos de lógica torta. Se fosse matemático provavelmente tentaria convencer o mundo de que dois mais dois são cinco.
Ontem à noite, horário de Tóquio – ou seja, doze horas à frente do horário do Brasil-, deixei um comentário em seu blog sobre um post que me pareceu apelativo a respeito da possibilidade de pessoas transexuais trabalharem como professores em escolas públicas.
Devo reconhecer que, em meu comentário, fui injusto com ele e com seus leitores. Aos leitores, peço desculpas, porque não quis insultar ninguém, embora o tenha feito. Mea Culpa. Soei arrogante e lamento por isso. Ao Reinaldo Azevedo, porém, não peço desculpas, não. A ele, só tenho a agradecer. Sim, agradecer, porque, em sua resposta ao meu comentário, me deu oportunidade para comprovar que ele, como jornalista, ou é incompetente ou é mal intencionado.
Digo isso porque ele, Reinaldo Azevedo, por incompetência ou má-fé, mentiu a seus milhares de leitores sem qualquer cuidado. Afirmou em sua manchete que sou funcionário da Ministra Maria do Rosário, a quem sequer conheço pessoalmente. Menciona o fato de eu ser diplomata como se isso tivesse qualquer relevância para a crítica que lhe dirigi. Fala em código de conduta do servidor público, quando a crítica que lhe fiz foi como cidadão. Até em dinheiro público e “demissão sumária” (linguajar democrático, não?) ele fala.
Enviei carta de resposta ao blog do Reinaldo Azevedo para que seus leitores saibam que ele, na melhor das hipóteses é um jornalista que não verifica as informações que veicula. Cerca de sete horas depois do envio, ela ainda não foi publicada. Vamos ver se o será. Espero que sim.
Abaixo, a transcrição de minha carta de resposta. Mais abaixo ainda, o comentário dele – que inclui o meu original, que desencadeou a discussão. Aos leitores do Reinaldo Azevedo, uma vez mais minhas desculpas. Se me permitirem, gostaria de, além das desculpas, oferecer-lhes um pequeno conselho: prestem atenção no que ele escreve, porque, às vezes, o que ele afirma não é verdade.
A minha carta:
Reinaldo Azevedo,
Sua resposta ao meu comentário deixa clara sua má-fé e sua irresponsabilidade profissional.
Diferentemente do que você informa, não trabalho para a Ministra Maria do Rosário. Nem nunca trabalhei. Não tenho nem nunca tive qualquer ligação com o Partido dos Trabalhadores. Sou diplomata de carreira e sirvo ao Estado brasileiro. Governos não me dizem respeito. Trabalhei sob todos os Presidentes do Brasil desde 1988 e continuarei trabalhando sob quem os suceda.
Trabalhei, sim, na Secretaria de Direitos Humanos há 12 anos atrás, sob o Governo FHC. Saí da Secretaria de Direitos Humanos em 2001. Isso faz 12 anos. No entanto, no título de seu comentário, você afirma que eu sou “funcionário de Maria do Rosário”. Isso é mentira. Nunca estive com a Ministra Maria do Rosário. Sequer a conheço pessoalmente.
Você mentiu para os seus leitores, Reinaldo Azevedo. Seria fácil ter evitado a mentira. O fato de que eu não sou -nem nunca fui- funcionário da Ministra Maria do Rosário é rapidamente verificável. Bastava dar um google no meu nome. Você tem o direito a criticar o governo. Mas não tem o direito de desinformar quem o lê. Nem de usar o meu nome e minhas ideias para fazê-lo.
Por que foi que você mentiu, Reinaldo Azevedo, por descuido ou por má-fé? Em qualquer das duas hipóteses, você cometeu falta grave para um jornalista que tem responsabilidade sobre o que escreve. Opiniar, ainda que por vias tortas, é seu direito. Desinformar é outra coisa. Viola sua responsabilidade profissional. Você publicou uma mentira. Deveria ter vergonha. Deve uma desculpa a seus leitores.
Faço meu ativismo político por meio de artigos na imprensa a título pessoal. Minha carreira diplomática nada tem a ver com isso. Antes de ser servidor público, sou cidadão. É nessa qualidade que escrevo e que o critico. Você propõe princípio de reciprocidade entre nós: que eu não leia o que você escreve e vice-versa. Eu proponho a mesma coisa, só que de maneira inversa: eu continuarei a procurar lógica no que você escreve. Talvez um dia destes encontre. Faça o mesmo com o que eu escrevo. Servirá, ao menos, para saber que eu não sou funcionário da Secretaria de Direitos Humanos.
Alexande Vidal Porto
PS: Diante da “barriga” que você deu, espero, ao menos, que você faça uma correção aos seus leitores.
O comentário de Reinaldo Azevedo ao qual respondi acima – (os grifos são de R.A.):
“Funcionário da Maria do Rosário resolve me agredir. Eu respondo. Ou: O caso do kit gay e dos travestis em sala de aula”
Alexandre Vidal Porto é um diplomata atualmente lotado, é assim que se diz?, na Secretaria Nacional de Direitos Humanos. É aquela pasta de Maria do Rosário. Maria do Rosário é aquela ministra que considera descabido debater direitos humanos em Cuba. A sua frase, que entra para o lixo da história, é esta:
“A marca de Cuba não é a violação de direitos humanos, e sim ter sofrido uma violação histórica, o embargo americano”.
Vidal Porto é, portanto, um funcionário público, que exerce um cargo de governo — o que, entendo, lhe impõe algumas restrições ditadas pelo decoro quando participa do debate público. Também é militante gay — mas contra “a caricatura”. Sei. E isso, claro!, é um direito seu. Pois bem. Esse senhor me envia o seguinte comentário:
“Quanto mais leio o que você escreve, mais apelativo e oportunista o acho. Seus raciocínios são distorcidos e simplórios. Como não quero crer que você seja burro, acho que se trata mesmo de má-fé, que você utiliza para manipular a cambada de — estes sim — ignorantes que o elogiam em comentário as tolices virulentas que você escreve.”
Volto
Alexandre, Alexandre, quae te dementia cepit?, para repetir aquele pastor que resolveu se engraçar com um efebo… Comigo, não, violão!
Nesse tipo de coisa, rapaz, é preciso ter a vara mais longa na hora de cutucar. Pois eu acho que você, apesar da pose de pensador alternativo, é burro e de má-fé. Logo, o meu juízo a seu respeito é pior do que o seu a meu. Entendeu?
Vamos ver por que ele está bravo comigo. Reproduzi no clipping, anteontem, trecho de reportagem da Folha que trata do encontro do petista Fernando Haddad, candidato à Prefeitura de São Paulo, com a militância gay do PT. A reportagem informa:
“o grupo propõe uma campanha de incentivo a professores transgêneros nas salas de aula, além da adoção do kit gay (…)”
Dei o seguinte título para o post:
“Haddad se encontra hoje com militância gay do PT: ela quer ‘kit gay’ nas escolas e travestis dando aula”
Vidal Porto resolveu saltar das tamancas. Ele poderia dizer o que há de errado com o título, mas não diz. O texto, por óbvio e como se informa, não é meu. Mas, suponho, ele acha que eu deveria aderir à mesma linguagem militante a que ele aderiu e chamar “travesti” de “transgênero”. Não vou! A palavra não foi incluída na mais recente edição do “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”.
Ele ficou irritado porque puxei para o título o que é a essência da notícia. Desde que Haddad se fez candidato, tenta driblar esse tema. Autorizou o kit gay quando ministro, começou a distribuí-lo e agora nega a responsabilidade. A dita “comunidade gay”, da qual Vidal faz parte, nunca se conformou com isso. O que este senhor não suporta é a clareza.
Mas volto a seu comentário malcriado. “Quanto mais leio o que você escreve…” Então me lê? É uma obsessão? Fá-lo por algum prazer mórbido? Procure o texto de um outro já que a obra deste escriba não o satisfaz, ora essa! Como naquele bolero de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, cantarolo pra você, Vidal:
Que queres tu de mim<
Que fazes junto a mim
Se tudo está perdido amor
Que mais me podes dar
Se nada tens a dar
Que a marca de uma nova dor
Eu nunca o li, por exemplo. A gente pode manter uma relação que, no Itamaraty, chamariam de “reciprocidade”. Que tal, hein? Você faz comigo o que eu faço com você. Huuummm? Eu não o leio, você não me lê?
Meus raciocínios são “distorcidos e simplórios”? É mesmo? E os seus são os de um militante, que acredita que os que não comungam de suas teses ou não pensaram o suficiente ou são movidos a má-fé — o que é um juízo tipicamente totalitário.
Quanto a chamar os leitores deste blog de “cambada”… Eles terão com você a elegância que você não teve com eles.
Deixe que lhe diga algumas coisas, rapaz: eu e meus leitores, pouco importa o que pensemos (e cada um pensa por si mesmo), não o fazemos patrocinados pelo dinheiro público. Faltam-lhe, para ser um servidor do estado, moderação, isenção, equilíbrio e vergonha na cara. Eu sou um dos milhões de brasileiros que pagam o seu salário, seu bobalhão! Dobre a sua língua! Na sua função, é uma obrigação respeitar o ponto de vista de todos os brasileiros, guardados os parâmetros da legalidade. Numa república verdadeiramente democrática, esse seu comentário deveria lhe render demissão sumária.
Mas não na Repúbica dos Companheiros, que abriga a boçalidade militante, a sua inclusive.
De fato, não sou burro. Mas você é. Por que não usa a sua fúria contra a sua chefe, essa grande defensora de Cuba, aquele país que perseguiu e persegue os homossexuais, como você? Esqueça este Reinaldo e vá ler outro, o Arenas.
Eu vou lhe dizer por que você não o faz: porque é covarde; porque não tem coragem de ir à luta; porque prefere ser um militante de uma causa abrigado no conforto que lhe confere o estado.
Sei bem qual é a sua. Você tem uma agenda. E prefere que ela vá sendo aplicada à socapa, na base de eufemismos. O fato é que um grupo do partido ao qual você presta vassalagem quer o kit gay nas escolas — com todos os seus absurdos, dos morais aos pedagógicos, passando pelos matemáticos — e travestis(sim!) dando aula. É a palavra que está disponível no “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”. Ou, em breve, assistiremos a uma edição extra, revisada por Vidal Porto?
Não posso obrigá-lo a não me ler, é claro! Mas fica aqui o convite, com sugestão de trilha sonora. E convido-o também a ler o Código de Conduta dos servidores públicos. Aprenda a ser mais decoroso com o dinheiro público, rapaz! E melhor fará se me tirar do seu radar.
Até porque nem me assusto nem me intimido com militância organizada. Na verdade, isso até me anima.
Comentários — Atenção, minha querida “cambada”. Nada de chutar os países baixos de Vidal Porto. Vamos incentivá-lo a procurar páginas na Internet que satisfaçam seus anseios.

Jornalista desinformado e desrespeitoso é osso, né?
Você nem precisaria responder, Alexandre. O texto dele, pra quem o lê, já mostra de que tipo de jornalista estamos falando. Além de tudo, ainda é preconceituoso. Ou seja, esse aí não se salva nem como profissional, nem como cidadão.
Ao contrário de você, Alexandre, que é um exemplo pra muita gente, e muito respeitado por sua inteligência e coragem!
Um abraço.
Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo pela atitude sensata e enérgica em relação ao que foi postado pelo jornalista Reinaldo Azevedo. Particularmente, eu sempre acompanho os posts dele, mas acho que às vezes ele se excede sim. A imprensa deve ter liberdade de expressão, mas não pode agir com irresponsabilidade em suas colocações, pois todas as profissões possuem a deontologia como base ética.
Mesmo que você fosse de quaisquer setores do Itamaraty ou outro órgão, não caberia por si só, um ataque a função pública ao qual exerce. IDÉIAS DEVEM SER COMBATIDAS COM ARGUMENTAÇÕES OU CONTRA-ARGUMENTAÇÕES.
Fica registrada minha solidariedade à sua carta neste ataque desnecessário por parte do jornalista Reinaldo Azevedo, que me decepciona, pois eu sempre apreciei tudo o que ele escreve, apesar de achar que ele se excede. Mas se exceder faz parte do debate, o que não aceito é a ofensa descabida e sem fundamento. Se permitires, gostaria de colocar sua carta em meu blog também, que fica neste endereço: http://www.glaucianecarvalho.com.br, pois assim mais pessoas poderão ter acesso à sua carta. Só colocarei com sua autorização.
Glauciane Carvalho
Alexandre, não se deixe abalar pelo que este jornalista malicioso diz.
Apesar de não gostar de gente como ele, que quer ter “direito de ser preconceituoso”, que manipula a notícias maliciosamente para boicotar aqueles que trabalham por um mundo mais justo, não posso deixar de lhe dizer que você escorregou em seu comentário. Nós sabemos que você tem razão no que diz, mas também sabemos que o mundo não funciona bem assim, e infelizmente é necessário ser cuidadoso quando se lida com gente que já tem a malícia e falácia inerentes a sua personalidade.
Vamos continuar lutando por direitos iguais e leis que nos garantam isso, afinal de contas temos um batalhão de homofóbicos para desbancar, mas vamos fazer isso “com jeitinho”, para não criar motivos para que falem mal de nenhum homossexual.
E continue militando, precisamos de pessoas como você!
Caro Alexandre, ótimo texto o seu, como sempre. Acredito, porém, que trocar mensagens com este senhor Reinaldo Azevedo só lhe dá mais força junto a uma plebe intelectual que não distingue alhos de bugalhos. Leio a coluna dele de vez em quando, e também os comentários, apenas para saber quão tão baixo pode ir um ser humano, imbuído de certa inteligência, na rudeza e e na manipulação pura e simples. Reinaldo Azevedo, simplesmente, não merece isso tudo.
Olá. Ofendido pelo expressão “cambada” resolvi ver quem você é. Bem, aceito o pedido de desculpa, mas vejo que você se acha muito grande e de cabeça privilegiada e que fez somente um pedido para botar um ponto final e ficar bem posicionado. A realidade me parece outra. Um jovem que resolve entrar no Itamaraty logo cedo para deixar feliz a família e enfim tb se dar bem. Viajar, poder conhecer o mundo, ter tempo pra escrever etc e ainda ganhar um bom dinheiro. Esta realidade é para poucos.
Neste mundão de bites lemos de tudo, e pode ter certeza que a maioria não fica somente com uma fonte ou preso nos pensamentos de um único crítico. Lemos vários, e dentre os vários o Reinaldo Azevedo se destaca.
Caro Emílio,
Gostaria que você lesse meu comentário abaixo e me desse sua opinião sobre o fato de o Sr. Reinaldo Azevedo suprimir comentários que divirjam da opinião dele, mesmo que não contenham ofensas ou palavrões, e publicar todos os comentários que concordem com sua opinião, mesmo que contenham insultos e impropérios, não apenas contra o Sr. Vidal Porto, mas contra sua categoria profissional, o governo, os militantes, etc.
Não seria esse um comportamento totalitário, o que ele tanto critica em sues posts? Como escrevi em meu comentário (que você não poderá ler, pois não passou na censura do Sr. Reinaldo Azevedo): “Que medo, Sr. Reinaldo! Ainda bem que o Sr. controla só um blog. Se controlasse um país, provavelmente eu estaria presa.”
Gisela
Caro senhor,
faco parte da cambada de ignorantes que le o Reinaldo Azevedo. De fato, ele cometeu um erro ao identifica-lo. Nisso voce tem razao. Mas ele nao cometeu um erro ao comentar o encontro do Haddad com os ativistas do movimento que lhe eh caro.
Voce tem direito a sua opiniao e, surpresa, tenho direito a minha. O que eu vi do apelidado kit gay nao era uma pregacao de tolerancia, mas a apologia de um determinado tipo de vida. Nao parecia algo que deveria ser mostrado em aulas direcionadas para criancas. As ongs nacionais e estrangeiras que confecionaram o material poderiam se dar ao trabalho de mostrar onde no mundo esse tipo de material eh usado. Tenho curiosidade, pois duvido que o seja em qualquer lugar.
As escolhas que fazemos sao nossas. Eu escolho nao ser tutelado por ongs estrangeiras e nacionais que nao foram eleitas e querem dominar o aparelho estatal. Repeito as diferencas nao eh isso.
Um membro da cambada ignorante, mas um representante de mim mesmo apenas. Cada um eh ignorante a maneira.
p.s.=> meu teclado foi desconfigurado e nao tem acentuacao.
caro senhor,
se me permite um segundo post. Na minha ignorancia, gostaria de entender porque voce se considera tao civilizado ao agredir um monte de gente por nao concordarem com o que voce pensa e entao enviar uma segunda carta onde nao toca no assunto da agressao.
Para finalizar e se sentir educado, no seu proprio blog, para os seus parcos leitores, coloca uma desculpa. Me parece que o que voce pensa esta nas duas primeiras mensagens. Esse ultimo pedido de dsculpas parece apenas protocolara para que a sua propria patota o considere educado, culto e do bem.
Porque o meu raciocinio de manada esta equivocado eh algo que eu gostaria de saber.
Caro Bruno,
Sou leitora deste blog e, embora discorde totalmente dos termos utilizados pelo Sr. Vidal Porto, não discordo da posição de fundo. Mas respeito suas opiniões, como espero que o Sr. respeite as minhas.
Espero que você reconheça, contudo, que, pelo menos, o Sr. Vidal Porto publicou o seu comentário discordando dele, em respeito à liberdade de expressão, tão importante em uma democracia.
Não é o caso, infelizmente, do Sr. Reinaldo Azevedo. Tentei, por duas vezes, postar um comentário no blog dele, nos termos mais educados possíveis, mas meu comentário foi suprimido, e meu email, bloqueado.
Parece-me então, que o Sr. Reinaldo Azavedo critica apenas de boca os países que ele chama de totalitários, mas no blog dele, suprime opiniões divergentes com o mesmo afã…Democracia, só da porta para fora…
Gisela
Cara Gisela,
considero o respeito a diferentes opinioes eh a essencia da democracia e nao classifico como cambada de ignorantes quem discorda de mim. Como disse no meu post acima, fica muito claro que o recuo do senhor Vidal Porto a essa ofensa eh apenas protocolar e destinado ao amigos dele e nao aos ofendidos por ele.
Como voce comunga das ideias de fundo do senhor Vidal Porto talvez tenha a informacao que ele nao se deu ao trabalho de responder e possa me dizer onde no mundo existe um kit gay com as mensagens que foram propostas para o nosso sistema educacional.
Bruno
O Reinaldo de Azevedo escreve mais ou menos bem – se comparar vários textos dele logo se percebe que ele usa vários topoi que dão um tom arrojado para uma escrita mediana. Esse estilo com pitadas de agressividade conquista facilmente leitores medianos também, e quando falo isso não me refiro a todos os leitores do Sr. Azevedo, conheço pessoas inteligentíssimas que acompanham o blog dele. Eu faço referência aos seguidores fanáticos que acreditam e dão amém para tudo o que o cara escreve.
Uma análise breve dos textos dele logo evidencia o quanto ele distorce palavras, coloca na boca das pessoas coisas que elas não disseram, manipula discursos, descontextualiza. Enfim, ele é um desonesto e o senhor Vidal foi o recente alvo do Azevedo.
Vidal Porto, não esquenta a cabeça! O Azevedo vive disso, ele deve dar rodopios na cadeira quando pessoas notórias e decentes caem na armadilha dele!
Em tempo, eu leio o blog do Reinaldo de Azevedo. É minha dose de humor diária!
Muito bem colocado, Verônica !
Muito bem colocado, sem comentário, você já disse tudo!
Pode até ser inteligente, o que falta é educação e compostura. Lamentável, principalmente se considerarmos o quadro que integra.
Glauciane Carvalho
Não houve ataque do Rei ao cargo que o senhor Alexandre exerce. O Rei cobrou compostura ao servidor público, diplomata.
O Rei escreve como poucos…e bate como ninguém.
Marcia
Também bato palmas para o comentário de Verônica!
Eu, contudo, não tenho estômago para o humor de Reinaldo Azevedo. Da primeira vez que li um texto em seu blog, o qual, coincidentemente, tratava de assunto ligado à educação deste país (sobre o Manifesto em Defesa da Educação Pública), bastou checar nos sites oficiais os dados que ele usava para ver que muitos estavam distorcidos.
Desde então, para mim seu nome é sinônimo de manipulação.
Menino, não se misture com esta gentalha….
Mais uma pessoa que se acha boa e do bem e gosta de ofender os outros por nao concordarem com ela….
Deus me livre da intolerancia dos tolerantes
Oi Alexandre,
Estava viajando e somente ontem tomei conhecimento desta polêmica, bem como do teu artigo que sairá na Folha.
A polêmica foi boa para me fazer assistir um dos tais videos do tal kit de material didático que aborda o universo do adolescentes homossexuais. Assisti e, realmente como fundamento pedagógico de defesa dos Direitos Humanos, me parece oportuno. E nem acho que o vídeo em si provoque qualquer tipo de apologia ao homossexualismo como Azevedo chega a insinuar. Portanto, nas garatujas argumentativas do Azevedo, não consigo encontrar cabimento no ataque deste a você.
Aliás, deixei de ler a Veja há anos. Reinaldo Azevedo, sei quem é por acaso – obviamente é um produto da grande midia. Escreve bem, mas como todos sabemos é um jornalista tendencioso e desonesto. Cria falácias políticas e morais para viver, e vive delas. O caso de tua defesa à idéia do kit é ilustrativo. O Azevedo não discute a idéia em si ou o direito de se vaicular o vídeo – menos ainda o direito de união civil – , apenas ataca-o como uma política de um Estado laico (aliás, repare só, ele escreve Estado com letra minúscula!). Não apenas ataca-o, pratica o que anos atrás chamava-se de jornalismo marrom, com o patrulhamento ideológico e o ataque ad hominem. Tanto é que foi tentar procurar seu nome na internet para desvendar de onde você vinha. Que dizer de uma pessoa assim…
Para terminar, te conheço e sei que você sempre é uma pessoa educada, bem-humorada e generosa. Portanto, não acho que você tenha sido arrogante, ou imponderado, na tua resposta, não.
Um grande abraço, C
Nota. Gostei muito dos posts sobre o fotógrafo Mizuaki Wakahara e sobre o Fuentes!
Ninguém aqui nesse espaço se deu ao trabalho de educar as massas ignorantes e esclarecer porque o tal kit gay não é uma jabuticaba. Assisti na internet aos vídeos e tenho posição diferente da manifestada acima. Assim é a democracia.
Não tenho informação de outro lugar no mundo onde material semelhante foi aprovado para ser distribuído e ensinado em sala de aula para crianças e adolescentes. Alguma alma caridosa poderia fornecer tal dado ?
Até que emfim posso comprovar que não sou eu o unico obnubilado que não consigo enxergar as virtudes éticas, literárias e profissionais desse “Bispo Pre-conciliar” do Reinaldo, tava já solicitando turno para o divã!
Eu lí (com muito esforço, reconheço) o artigo dele onde humildemente agradeçe aos seus leitores o seu saber devido principalmente a todos eles.
Enviei meu comentário dissidente do dele que naturalmente não apareceu e somente publicaram miríadas de elogios ao seu apostolado feitos pelos seus esclarecidos seguidores. Sinto-me agora mais aliviado ao comprovar que não sou o único marciano carente de bom senso e capacidade!!