Bom, vamos tentar algo novo aqui.
A ideia é fazer, de vez em quando, um post indicando links que valem a leitura e livros que valem, no mínimo, uma folheada na livraria.
A justificativa: movimentar um pouco mais o blog, e quem sabe assim voltar a publicar textos com maior frequência. Assunto sobre o qual, aliás, pretendo escrever em breve.
Dito isso, vamos, primeiro, aos Links:
- Entrevista com Sergio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, publicada no Estadão.
- “A imprensa que estupra“, artigo brilhante da jornalista Eliane Brum, publicado no site da revista Época, sobre uma reportagem que vem repercutindo muito no Brasil. Para você que não conhece o caso, faço minhas as palavras de Eliane, em um breve resumo do que ocorreu:
Na reportagem, a jornalista [Mirella Cunha, do programa “Brasil Urgente”, da Band da Bahia] o chama de “estuprador”. Pergunta se a marca que ele tem no rosto é resultado de um tiro. Ele responde que foi espancado. A repórter não estranha que um homem detido, sob responsabilidade do Estado, tenha marcas de tortura. O suspeito diz que fará todos os exames necessários para que seja provado que ele não estuprou a mulher. Ele não sabe o nome do exame, não sabe o que é “corpo de delito” e pronuncia uma palavra inexistente. Ela debocha e repete a pergunta para expô-lo ao ridículo. Ele então pronuncia uma palavra semelhante à “próstata”. A jornalista o faz repetir várias vezes o nome do exame para que ela e os telespectadores possam rir. Depois, pergunta se ele gosta de fazer exame de próstata. No estúdio, o apresentador Uziel Bueno diz: “Tá chorando? Você não fez o exame de próstata. Senão, meu irmão, você ia chorar. É metido a estuprador, é? É metido a estuprador? É o seguinte. Nas horas vagas eu sou urologista…”.
O texto é longo, está dividido em três partes, mas merece ser lido do início até o fim sem pular uma linha sequer.
- Excelente comentário do jornalista Bob Fernandes, editor-chefe do Terra Magazine, sobre o fato (?) de o ex-presidente Lula ter pressionado o ministro do STF Gilmar Mendes para adiar o julgamento do mensalão.
- “Um século de mineiros bem praticantes“, texto meu sobre o livro “O desatino da rapaziada”, do escritor e jornalista Humberto Werneck, publicado no Suplemento Pernambuco.
Agora, vamos aos Livros:
- “A última madrugada“, de J.P. Cuenca (editora Leya); reunião de crônicas do escritor e jornalista João Paulo Cuenca, “A última madrugada” começa mui bem, com o texto “Menino de nove anos descobre a metafísica”. Só isso já basta para sentar em uma boa livraria e dar uma folheada no livro, cuja edição caprichada, e bem bonita, é outro bom motivo para levá-lo para casa.
- “A sociedade dos filhos órfãos“, de Sergio Sinay (ed. Best Seller, tradução de Luís Carlos Cabral); neste livro publicado originalmente em 2007, na Argentina, Sergio Sinay defende que “os filhos órfãos desta sociedade estão sendo criados pela televisão-lixo, pelos fabricantes de junk food, pelos produtores de uma tecnologia vazia e inútil que os incapacitará para muitas funções da vida cotidiana. Estão sendo criados por artefatos informáticos e cibernéticos que banalizam suas mentes, sua capacidade de aprendizado e suas habilidades para a comunicação humana real“. Particularmente, há anos que compartilho da visão de Sinay. E finalmente vejo em livro alguém escrevendo sobre o assunto. Hoje o que mais se vê são crianças e jovens mimados, com uma imaturidade que impressiona. A frase “Jovens, envelheçam depressa!”, de Nelson Rodrigues, que antes era um alento, se torna cada dia mais assustadora.


Assim vc acaba comigo… rsrsrsrsrs
Bjs…
que nada hehe