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	<title>XV Edição CinePE</title>
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	<description>Nina Rahe cobrindo o evento do CinePE</description>
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		<title>a despedida</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 03:19:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A noite de encerramento e premiações do CinePE começou com protestos. Minto, na verdade. Começou com algumas homenagens. Mas o que marcou mesmo o início foi o momento em que Leo Falcão, o primeiro premiado (melhor direção por Palavra Plástica na Mostra Pernambuco), subiu ao palco. Não foi sozinho. Com ele estavam mais uns dez realizadores pernambucanos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A noite de encerramento e premiações do CinePE começou com protestos. Minto, na verdade. Começou com algumas homenagens. Mas o que marcou mesmo o início foi o momento em que Leo Falcão, o primeiro premiado (melhor direção por <em>Palavra Plástica </em>na Mostra Pernambuco), subiu ao palco. Não foi sozinho. Com ele estavam mais uns dez realizadores pernambucanos, que abriram uma faixa: “Menos glamour, mais cinema”. Antes de agradecer, Falcão abriu um papel e leu: “Na verdade, esse ato não tem um porta-voz. O combinado entre todos nós era que o primeiro a subir nesse palco hoje seria acompanhado pelos demais. Nós lamentamos o que vem acontecendo no CinePE e defendemos que haja menos palanque político e homenagens atrasando o horário dos filmes; que a Mostra Pernambuco seja integrada de verdade à programação do Festival no Teatro Guararapes; que os curtas tenham sua projeção respeitada, sem qualquer interrupção durante os créditos para a leitura de avisos; que a programação respeite a integridade e a unidade da Mostra de Curtas e não faça repartições da projeção de curtas, de forma aleatória ou para segurar publico”. Todos foram aplaudidos, timidamente aplaudidos. E a mesma timidez permaneceu até o fim do evento.</p>
<p>Nos longas, basicamente, <em>Família Vende Tudo </em>(Alain Fresnot) e <em>Estamos Juntos</em> (Toni Venturi) dividiram a maioria dos prêmios. O segundo conquistou os mais importantes, como melhor direção e filme. Os curta-metragistas que subiram no bolo de três andares (decoração comemorativa dos 15 anos de Festival) foram mais diversificados, embora alguns tenham estado ali mais de uma vez, para receber o Calunga em diferentes categorias.</p>
<p>Confesso que passei o início, meio e fim da noite tentando identificar Leonardo Cata Preta, diretor do curta <em>O Céu no Andar de Baixo</em>. Teria sido mais fácil se ele tivesse sido contemplado, mas não aconteceu. Mesmo assim, a animação continua sendo uma das minhas preferidas.</p>
<p>A lista completa de vencedores está no site oficial: http://www.cine-pe.com.br/2011/v2/index.php.</p>
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		<title>A maior diretora do mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 03:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após a exibição do longa JMB, o Famigerado, ontem, no caminho de volta para o hotel, os comentários eram quase todos iguais. Um jornalista insistia que deveria haver competição de médias, uma tentativa de que cineastas como Luci Alcântara não fossem obrigados a reduzir um tema a poucos minutos (para concorrer com os curtas) ou então a esticá-lo, para integrar a mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após a exibição do longa <em>JMB, o Famigerado,</em> ontem, no caminho de volta para o hotel, os comentários eram quase todos iguais. Um jornalista insistia que deveria haver competição de médias, uma tentativa de que cineastas como Luci Alcântara não fossem obrigados a reduzir um tema a poucos minutos (para concorrer com os curtas) ou então a esticá-lo, para integrar a mostra de longas. Outros reclamavam do excesso de depoimentos e mais alguns de que tinham até mesmo criado antipatia pelo personagem principal, Jomard Muniz de Britto.<br />
Parecia que as opiniões ficariam restritas aos bastidores, mas quando cheguei à coletiva de hoje de manhã, Luci se defendia com descontração e sotaque arretado. &#8221;Nao penso em fazer uma versão compacta. Tem que acabar com essa história de documentários serem mais curtos. Não vou cortar nenhuma cena&#8221;.<br />
No longa, Luci opta por não creditar as pessoas que aparecem. &#8220;Quem não é conhecido suficiente, azar&#8221;, diz de forma engraçada. A opção é válida, principalmente no que diz respeito ao protagonista, que dispensa apresentações e que envolve a todos em suas aparições performáticas. Só se enfraquece pelo excesso de depoimentos, que acabam por definir e restringir o personagem.<br />
O ponto forte é a relação que se estabelece entre cineasta e documentado. No início, por exemplo, ouvimos a voz em off de Jomar, dizendo que a maior cineasta do mundo queria fazer um filme a seu respeito e ele topou, mas que nunca seria aprovado.  Entra então a informação de que o projeto foi aprovado por um edital. Luci, sem aparecer, está presente a todo momento através das ironias de Jomar sobre ser transformado em  objeto e deixar de ser sujeito. A diretora vira vocativo, sendo chamada e citada frequentemente. Questionam Luci sobre o fato de não aparecer. &#8220;É uma opção minha. No meu primeiro filme, que era sobre a palavra, aparecia só minha mão. E no próximo eu vou aparecer&#8221;. <br />
- Aparece nuaaa! &#8211; sugere Bigode em voz alta do meio da platéia, propiciando um dos mais engraçados e descontraídos momentos do debate.<br />
E Luci continua, falando que já se desnudou nesse projeto. O próximo irá se chamar <em>O Melhor Documentário do Mundo</em>, e será sobre a megalomania em Pernambuco, com participação de várias celebridades regionais. &#8220;Vou tentar fazer em 90 minutos, tá certo?&#8221;, ela ri. E todos esperam que ela consiga!</p>
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		<title>Dos encontros e esclarecimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 04:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. Ouvi um sotaque do sul na sala de imprensa, o que não é muito comum por aqui. Era o Rodrigo John (do curta Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo e do post Pouco é muito! e da manhã), dessa vez bem disposto e simpático. Fui perguntar sobre o casal de amigos, único público do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Ouvi um sotaque do sul na sala de imprensa, o que não é muito comum por aqui. Era o Rodrigo John (do curta <em>Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo </em>e do post<em> Pouco é muito!</em> e<em> da manhã)</em>, dessa vez bem disposto e simpático. Fui perguntar sobre o casal de amigos, único público do curta até determinado momento, e que discordava completamente da história. &#8220;Qual era a interpretação de cada um?&#8221;. Um achava que o cachorro tinha matado a cadela e outro que o filme era mais metafórico. Pela conversa de hoje, parece que o primeiro acabou convencendo Rodrigo e a animação teve algumas modificações. Em um dos momentos, por exemplo, o cachorro via partes do corpo da cadela boiando na banheira e depois jantava com o que sobrou dela, com seus pedaços todos costurados. &#8220;Era uma DR tardia&#8221;, ele explica. No corte atual, essas cenas já não aparecem. &#8220;Não faz diferença se o cachorro matou ou não. O que importante é que ela não existe mais na vida dele&#8221;. Mesmo assim, fiquei curiosa para ver o corte antigo. A cena do jantar devia ser muito boa. </p>
<p>2. Ainda não conhecia Luiz Carlos Lacerda, o famoso Bigode (do filme <em>Casa 9</em> e do post <em>da noite</em>). Hoje fui apresentada, também na sala de imprensa. Perguntei por qual motivo não vemos mais da Casa 9 em seu filme e ele me disse que a casa hoje está totalmente descaracterizada e que os proprietários colocaram móveis dessas lojas populares (o termo é meu, não dele) e o único lugar que tinha um pouco de relação com a casa antiga era a sala, que aparece rapidamente, com foco mais nas pessoas do que nos espaços. – &#8220;Eu queria me sentir dentro da casa 9&#8243;, eu digo. – &#8220;E você não se sentiu através das histórias?&#8221;, ele responde.<br />
Acho que me relaciono melhor com espaços do que com pessoas. Queria um tempo na casa 9, com a casa 9. Indiretamente, o filme cumpriu seu papel.</p>
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		<title>Não se pode perder nem um minuto</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 04:19:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Distraio-me conversando e quando entro na sala de projeção, já está tudo escuro. Desço correndo as escadas e demoro a encontrar um lugar de fácil acesso. Sento do lado de um casal de namorados e não resisto&#8230;interrompo o abraço: – &#8220;Desculpa, mas eu perdi muito?&#8221; – &#8220;Não, quase nada, está em uns cinco minutos&#8221;. De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Distraio-me conversando e quando entro na sala de projeção, já está tudo escuro. Desço correndo as escadas e demoro a encontrar um lugar de fácil acesso. Sento do lado de um casal de namorados e não resisto&#8230;interrompo o abraço:<br />
– &#8220;Desculpa, mas eu perdi muito?&#8221;<br />
– &#8220;Não, quase nada, está em uns cinco minutos&#8221;.<br />
De volta pra tela. Uma mulher com uma vara de pescar; ela encontra uma caixa de fotografias antigas; entre fotos, a de um homem; e logo um final bastante enigmático. Claro que resumi. Não quero estragar a surpresa de ninguém que venha assistir ao curta de nome <em>Náufragos</em>, embora eu, particularmente, não tenha entendido nada. O pior é que parecia bom. E por isso não consigo deixar em paz o casal ao lado:<br />
– “Foi mal de novo”, digo constrangida, “Você pode me contar o que aconteceu no começo?”<br />
– “É, o começo foi bem importante”.<br />
Ah, sim, agora não são só uns cinco minutos, quase nada. Malditos cinco minutos!!!<br />
– “Ela estava com o marido no quarto e daí ele tenta puxar algo debaixo da cama e é sugado. Daí ouvimos uns barulhos e ele desaparece”, ele faz um resumo admirado.<br />
Agora faz todo sentido.</p>
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		<title>da noite</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 04:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Amanhã eu não perco o filme do bigode&#8221;, &#8220;Quero ver o filme do bigode&#8221;, &#8220;Estou ansiosa para o filme do bigode&#8221;. Algumas frases que ouvi desde a abertura do Festival. O filme, Casa 9, e o bigode, Luiz Carlos Lacerda. Para os mais íntimos, bigode. Na conversa entre filmes, uma jurada diz que ouviu que Clarice [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Amanhã eu não perco o filme do bigode&#8221;, &#8220;Quero ver o filme do bigode&#8221;, &#8220;Estou ansiosa para o filme do bigode&#8221;. Algumas frases que ouvi desde a abertura do Festival. O filme, <em>Casa 9,</em> e o bigode, Luiz Carlos Lacerda. Para os mais íntimos, bigode.<br />
Na conversa entre filmes, uma jurada diz que ouviu que Clarice Lispector escreveu livros na Casa 9 e que o espaço também era frequentado por Glauber Rocha. O filme já me ganhou, não preciso dizer mais nada além da frase que ecoa nos corredores: &#8220;estou ansiosa pelo filme do bigode&#8221;.<br />
O problema é que não há Casa 9 no <em>Casa 9</em> do Bigode. No início, uma moradora vizinha aparece na frente da vila de casas geminadas, da qual faz parte a famosa 9. Ela diz que algumas casas se tornam tão ou mais importantes que seus habitantes. Cita Saramago e &#8220;a casa&#8221; de Lanzarote, como ficou conhecida ou como indicava a placa na frente do portão do escritor. E daí em diante seguem os incríveis personagens, entre eles Jards Macalé, Lenine, e o próprio bigode. Contam histórias de Gilberto Gil, Sônia Braga, Gal, Garrincha, Nelson Pereira dos Santos, Fábio Barreto. Todos têm uma passagem por ali. <br />
As informações de bastidores não eram inventadas. Clarice frequentou o local. Pouco, segundo depoimento do próprio diretor. Apareceu ali raras vezes para ajudar no roteiro de <em>O Ovo e a Galinha</em>, curta dirigido por ele e baseado no conto homônimo da escritora. Um dia, ela descobriu o telefone de Seu Fonseca, o vizinho, e chegou a telefonar atrás de bigode com alguma ideia louca que, se me lembro bem, era algo como um ovo em cima dos edifícios respingando nas pessoas abaixo.<br />
O filme prende e duvido que alguém tenha saído da exibição sem vontade de morar ou frequentar a tal Casa 9. Mas o que parece, nesse caso, é que as pessoas são mais importantes que o lugar e me pergunto se não seria Macalé o grande protagonista do filme, apontado pela maioria como o responsável por agrupar tantos artistas.<br />
Alguém diz que as portas da vila ficavam todas abertas, outro que o local era todo tempo movimentado, lembram do barulho, da bagunça&#8230; embora no documentário as portas estejam sempre fechadas e os entrevistados não sejam convidados para entrar, a menos que falem nas suas próprias e outras casas. E quando, por fim e no fim, a porta se abre, só vemos rapidamente os três novos moradores, um músico e duas produtoras de cinema. E a porta se fecha outra vez.</p>
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		<title>da tarde</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 03:53:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Arranjei uma brecha durante a tarde. No Recife antigo, entro no que achava ser a Capela Dourada. Não há nenhum dourado, mas coroas e mais coroas. Estranho fazer turismo enquanto velam corpos. Ainda assim, continuo. Um homem me para discretamente e sussura: &#8220;Capela dourada? É ao lado&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arranjei uma brecha durante a tarde. No Recife antigo, entro no que achava ser a Capela Dourada. Não há nenhum dourado, mas coroas e mais coroas. Estranho fazer turismo enquanto velam corpos. Ainda assim, continuo. Um homem me para discretamente e sussura: &#8220;Capela dourada? É ao lado&#8221;.</p>
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		<title>da manhã</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 03:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas coisas atrasam no CinePE. O debate com os realizadores dos filmes exibidos na noite anterior, marcado para às 10, começa às 11. Eu espero. Espero na companhia de O Legado de Eszter, do Sándor Márai. Espero porque quero ouvir o que o Rodrigo John, diretor de um dos curtas, tem a dizer sobre seu processo. Às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas coisas atrasam no CinePE. O debate com os realizadores dos filmes exibidos na noite anterior, marcado para às 10, começa às 11. Eu espero. Espero na companhia de <em>O Legado de Eszter</em>, do Sándor Márai. Espero porque quero ouvir o que o Rodrigo John, diretor de um dos curtas, tem a dizer sobre seu processo. Às 11h, em ponto, tudo começa. Quatro pessoas representam quatro curtas dos cinco exibidos ontem. Nada de Rodrigo John, que estava indisposto. Faltou.<br />
Perguntam a Danyella Proença, do curta <em>Braxília</em>, sobre o filme e a absorção da poesia de Nicolas Behr, ao mesmo tempo tema e protagonista. Ela responde com entusiasmo, dizendo que o incômodo que tinha o poeta na década de 50, ela sentia em 2000. A relação de Nicolas com espaço foi também &#8211; e bem &#8211; trabalhada. A opção foi transformar o tema em linguagem, o que não é incomum em documentários, mas tem mérito quando funciona. E posso dizer que o curta realmente funciona. Bonito ver o entusiasmo dos jovens diretores, fascinados com o cinema e com fazer cinema. Acho que me entusiasmo com o entusiasmo.</p>
<p>Mais sobre Nicolas Behr e sua Braxília:<br />
<a href="http://www.nicolasbehr.com.br/pagbraxilia.htm">http://www.nicolasbehr.com.br/pagbraxilia.htm</a></p>
<p>Mais sobre Danyella Proença e sua Braxília:<br />
<a href="http://www.braxilia.blogspot.com/">http://www.braxilia.blogspot.com/</a></p>
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		<title>quando o diretor favorito resolve filmar o livro favorito</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 15:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Camila Pitanga foi homenageada na noite de ontem no Festival. Durante a rápida coletiva, ela falou sobre seu próximo filme: Eu Receberia As Piores Notícias de seus Lindos Lábios, que tem direção de Beto Brant (um dos diretores favoritos, talvez o favorito) e Renato Ciasca, e é a adaptação do livro homônimo (meu livro de cabeceira) do Marçal Aquino. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camila Pitanga foi homenageada na noite de ontem no Festival. Durante a rápida coletiva, ela falou sobre seu próximo filme: <em>Eu Receberia As Piores Notícias de seus Lindos Lábios</em>, que tem direção de Beto Brant (um dos diretores favoritos, talvez o favorito) e Renato Ciasca, e é a adaptação do livro homônimo (meu livro de cabeceira) do Marçal Aquino. Durante a pesquisa para viver a protagonista, a Lavínia, ela acabou montando uma videoteca com filmes que tivessem relação com a personagem. Entre os títulos, <em>Ondas do Destino</em> (Lars Von Trier), <em>Eu te Amo</em> (Arnaldo Jabor) e <em>A Paixão de Joana D’Arc</em> (Carl Theodor Dreyer). Como a maioria dos filmes era denso, ela passou por uma espécie de “processo de cura”, como nomeou, e o Gustavo Machado, que vive o Cauby na história, ajudou a selecionar filmes mais leves e alegres – importantes também para as fases em que Lavínia estava bem.</p>
<p>Fiquei pensando qual seria a minha videoteca da Lavínia.  Acho que seria capaz de ler e reler essa história infinitas vezes &#8211; e chorar todas elas. Com certeza, no topo da lista estaria Betty Blue (Jean-Jacques Beinex). A Betty tem um quê de Lavínia, e  me assusta a identificação com as duas. Também entrariam <em>Amor em Dobro</em> (Michael Polish), <em>Amor à Flor da Pele</em> (Wong Kar Wai), <em>Os Amantes do Círculo Polar</em> (Julio Medem) e <em>A Deusa de 1967</em> (Clara Law). Talvez <em>O Fabuloso Destino de Amélie Poulain</em> (Jean-Pierre Jeunet) – não consigo pensar em nada menos óbvio – fosse o processo de cura. Mas é difícil pensar em cura&#8230;</p>
<p>Para quem ainda não leu o livro, escrevo de memória o primeiro parágrafo. É daqueles livros que prendem na primeira linha.</p>
<p><em>Não adianta explicar. Você não vai entender. Às vezes, como num sonho, eu vejo o dia da minha morte. E embora a mulher não apareça, sei que é por causa dela que estão me matando. Mas não me deixa infeliz o desfecho da nossa história, terá valido a pena.</em></p>
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		<title>Pouco é muito!</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 15:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Às vezes a seleção de curtas me entusiasma mais que a de longas. Alguns curtas bons foram exibidos nesses dois dias de festival. Assisti ontem à animação Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo, de Rodrigo John. Curta de humor refinado, o que não muito se nota pela engraçada sinopse: Ele é um cachorro. Sua ex, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes a seleção de curtas me entusiasma mais que a de longas. Alguns curtas bons foram exibidos nesses dois dias de festival. Assisti ontem à animação <em>Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo,</em> de Rodrigo John. Curta de humor refinado, o que não muito se nota pela engraçada sinopse: Ele é um cachorro. Sua ex, uma cadela. Sua vida, osso duro de roer. Agradou bastante. Acabo de saber que ele foi escolhido como melhor curta pelo júri popular no CineEsquemaNovo, festival de cinema de Porto Alegre.</p>
<p>Uma pequena entrevista com o diretor no site do CineEsquemaNovo: <a href="http://cineesquemanovo.wordpress.com/2011/04/15/entrevista-rodrigo-john-rs-realizador-do-filme-ceu-inferno-e-outras-partes-do-corpo/">http://cineesquemanovo.wordpress.com/2011/04/15/entrevista-rodrigo-john-rs-realizador-do-filme-ceu-inferno-e-outras-partes-do-corpo/</a></p>
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		<title>Wagner, Pelé e a senhora de cabelos brancos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 14:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ninarahe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é lenda que o CinePE é o festival  com o maior número de público por sessão. O auditório está quase lotado e a fila ainda dá voltas lá fora. Mas quando entro na sala de projeção, não me admira tanto o público. Minha atenção se volta para uma senhora de cabelos brancos, sentada na nona [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Não é lenda que o CinePE é o festival  com o maior número de público por sessão. O auditório está quase lotado e a fila ainda dá voltas lá fora. Mas quando entro na sala de projeção, não me admira tanto o público. Minha atenção se volta para uma senhora de cabelos brancos, sentada na nona fila, encoberta por seis meninas e suas câmeras e seus cadernos de anotação. Deixam entrever apenas os cabelos brancos, muito bem arranjados.</p>
<p>O Festival comemora 15 anos e o palco vermelho estranhamento almofadado tem dois microfones posicionados em cima de um bolo de três andares. No telão, um vídeo de bexigas atrás de bexigas.<br />
- Tem mais de 3 mil pessoas aqui, com certeza &#8211; espanta-se um cinegrafista. <br />
A senhora de cabelos brancos ainda dá entrevistas. As meninas fazem mais e mais perguntas. E antes de começar a abertura, ela se muda para a primeira fileira, bem no centro do palco, e um homem de terno se apressa para cumprimentá-la. Sobem ao palco os organizadores do festival: Sandra de vestido rosa debutante e Bertini com sua gravata vermelha.</p>
<p>Uma amiga jornalista que cobre celebridades senta ao meu lado:<br />
- Wagner teve problemas no aeroporto e não vem mais.<br />
- Não? Nem amanhã?<br />
- Não. A mãe dele irá receber a homenagem.<br />
Provavelmente a senhora de cabelos brancos, concluo, e julgo as meninas como integrantes de algum fã clube. Por segundos invejo a agilidade delas e a rapidez com que identificaram a mãe do ator.</p>
<p>Surge uma comitiva com quatro, seis, oito pessoas do canto esquerdo do palco. Só vejo cabeças encobertas por holofotes. O público se levanta, aplaude. Será o Pelé? Ele sim, veio receber a homenagem. Como ator, &#8220;o rei&#8221; já contabiliza 11 títulos. Um dos jurados, sentado atrás de mim, se manifesta apontando a loira ao seu lado: &#8211; &#8220;Pelé, aqui está a Xuxa&#8221;. Os dois riem.<br />
A amiga jornalista se levanta para tentar uma entrevista rápida. Permaneço sentada. Prefiro o Pelé do cineasta Evaldo Mocarzel (<em>Cine Pelé</em>), que será exibido logo mais nas telas. Não atrai multidões desesperadas e nem é preciso brigar por lugar para vê-lo.<br />
As luzes se apagam, esqueço da senhora. Os organizadores começam seus discursos e citam Wagner. O público assovia, aplaude, grita, tudo antes de ouvir a notícia de que o ator não virá. Há constrangimentos, explicações, desculpas&#8230;e chamam Alderiva, mãe de Wagner, uma mulher de vestido azul e cabelos pretos, aparentemente vinte anos mais jovens que a outra senhora.</p>
<p>Logo vem Pelé, primeiro na tela, exibindo sua faceta de músico e ator; depois ao vivo, fazendo discurso emocionado. O documentário aguça a curiosidade, ilumina Pelé, incrivelmente carismático, e se divide em temas que, infelizmente, não se aprofundam. O diretor justifica que não é entendedor de futebol e pediu ajuda a um sobrinho, se não me engano o parentesco, para fazer perguntas do tema. Vemos Pelé cantor, compositor, ator, jogador, comentando episódios dispersos de cada uma de suas fases.<br />
Fora o futebol (que é paixão nacional, mas não minha), fico curiosa para saber mais sobre cada um dos tópicos e me resta a sensação de que preferiria saber apenas muito de um do que um pouco de tudo. Termino a noite sozinha com minhas curiosidades. Afinal, quem era a senhora de cabelos brancos?</p>
<p style="text-align: left;">p.s.: post atrasado sobre o dia da abertura, 30 de abril</p>
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