Savana Glacial
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teatro
Savana Glacial
Jô Bilac
Em Cachorro!, peça que destacou Jô Bilac como promessa dramatúrgica, o carioca Bilac inspirou-se em Nelson Rodrigues para compor um triângulo amoroso. Desde então, revisita o melodrama rodriguiano, atualizando-o de diversas maneiras, através de um teatro que se comunica fortemente com o público e é tão banal quanto sofisticado.
Por Gabriela Mellão

Comentário do Autor
Savana Glacial tem a estrutura fragmentada como a mente da persongem Meg, mulher que sofre de perda de memória recente e vive isolada do mundo em seu pequeno apartamento junto ao seu marido, o escritor Michel. Tudo se complica quando a misteriosa vizinha Agatha invade a privacidade do casal, criando um jogo de verdades e mentiras, ficção e realidade. Um quebra cabeça se inicia, cinematograficamente, deixando para o público o enigma dessas relações obscuras.

Perfil do autor
Jô Bilac é carioca, passou parte da infância na Europa, mantendo uma relação enamorada com a língua portuguesa. Em 2006, aos 22 anos, estreiou sua primeira peça teatral profissional Bruxarias Urbanas. Seguindo em 2007 com Cachorro! (indicação ao Prêmio Shell RJ de direção para Vinicius Arneiro), Desesperadas com Cristina Pereira, 2 p/ viagem com Miguel Thiré e Mateus Solano. Em 2008, Limpe todo sangue antes que manche o carpete com Bruno Ferrari e Graziella Schimitt. Em 2009, Rebú (indicado ao APCA 2010 como autor). Em 2010, Savana Glacial (indicado ao Prêmio Shell RJ como autor). Sua próxima estreia será neste mês com O Matador de Santas, direção de Guilherme Leme, com Ângela Vieira.

Nenhum Comentário para “Savana Glacial”

  1. anônimo disse:

    O enredo de “Savana Glacial” é bom, porem para quem entende de dramaturgia a peça deixa muito a desejar.

    Erros de direção tornam a apresentação teatral chata, demorada, sem interação com a platéia e o tema não atinge a alma do público, de forma a não ser cômico nem comovente, é simplesmente um drama banal.

    O título ” Savana Glacial”, que deveria representar o grande deserto, ecassez e frieza de sentimentos dentro da personagem Meg, na apresentação realizada no Sesc Belenzinho, para a platéia só era possível entender o glacial, pois o ar condicionado deixou a platéia mais concentrada no frio que estava sentindo do que na própria peça.

    Os atores transformaram a peça em uma grande monotonia, a não ser no momento em que as emoções de Meg são expressas, e as encenações se tornam uma grande feira de barraco, onde não é possível compreender o que se diz.

    A expressão corporal da atriz que representa Agatha é repetitiva, e em alguns momentos vaga, pois não representa ou não transparece nenhum significado.

    Em uma hora e dez minutos, somente no momento em que os personagens Meg e o escritor Michael estão em um impasse na hora do sexo, a platéia sentiu um ar de realidade. Nesse momento os atores conseguiram encontrar a essência de seus personagens e em um show de expressão corporal representaram uma mulher mal amada e submissa sendo obrigada a fazer sexo com o marido sem nenhuma vontade, como se estivesse sendo estuprada moralmente.

    Felizmente existe um fechamento para a história de Meg, mas neste momento a platéia só não vê a hora de ir embora.

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