

Quinta, 24 de julho de 2008 | Assunto do dia
POR MARIANA SHIRAI
A cada estação, uma cantora diferente aparece no mercado fonográfico para que a crítica a chame de "nova promessa". Agora é a vez de Esperanza Spalding. Com nome sugestivo, a norte-americana tem feito barulho não só por ser um talento nato - aprendeu a tocar contrabaixo aos 15 e três anos depois já dava aula na conceituada escola de música de Berklee - mas também por apresentar algumas características que não se esperaria de uma jovem artista.
Esperanza não faz o estilo romântico nem abusa da sexualidadeóbvia para se promover. Com seu cabelo black-power, as armas da bela de 23 anos são a voz, as composições próprias, seu baixo, que já acompanhou nomes como Pat Metheny e Joe Lovano, e o esforço de entregar ao público um jazz pouco convencional.
A primeira faixa de seu segundo álbum "Esperanza", lançado há pouco, deixa qualquer brasileiro um pouco surpreso. Uma batucada suave envolve os versos de "Ponta de Areia", composição de Milton Nascimento.
Um pouquinho de Esperanza ao vivo:
A quase ausência de sotaque mostra que a cantora estudou bem a canção, assim como a maneira dos intérpretes daqui de usar a voz, mais evidenciada ainda em outras músicas, como "I know You Know", "I Adore You" e "Samba em Prelúdio", composição de Baden Powell e Vinicius de Moraes.
No CD, que passeia por sonoridades que remetem a gêneros como o bolero, o suingue, o soul e a MPB, Esperanza não teme soar pop em baladas como "Precious". Ela também canta, além do inglês e do português,
Dez anos depois ela já entrava no mundo profissional da música, se apresentando em clubes da cidade como baixista ou vocalista em bandas de jazz e um grupo de música fusion. Os brasileiros terão a chance de conhecer Esperanza ao vivo em outubro, quando a instrumentista mostra seu talento por aqui, no Tim Festival.
Esperanza
Universal
R$ 30 em média
Ouça trechos das canções "Ponta de Areia" e "Precious", por Esperanza Spalding