

Terça, 14 de outubro de 2008 | Assunto do dia
Por Elisa Tozzi
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Assista à entrevista de Tom Jobim no Roda Viva
Ouça Samba de Uma Nota Só na voz de Sylvinha Telles
Assista a Tom Jobim e João Gilberto interpretando Desafinado
Leia capítulo do especial BRAVO! 50 Anos de Bossa Nova
Mesmo no ano das incansáveis comemorações ao cinqüentenário da Bossa Nova o nome de Newton Mendonça, um dos mais importantes componentes do grupo que revolucionou a música brasileira, permanece obscuro. Músico e compositor, o carioca que morreu jovem aos 33 anos em 1960, foi o primeiro parceiro de Tom Jobim. A dupla - que se conhecia desde a infância e adolescência passadas em meio a pianos e gaitas na Rua Nascimento Silva, no Rio de Janeiro - foi responsável pela criação de canções como Samba de Uma Nota Só, Desafinado, e Meditação. De tão admirável, o cronista José Carlos de Oliveira (em sua coluna de 1974 publicada no Jornal do Brasil) concedeu a Newton um lugar na tríade da Bossa Nova ao considerá-lo o legítimo criador do gênero "ao lado de Tom Jobim e João Gilberto". O que, então, levou esse personagem fundamental para o desenvolvimento da Bossa a cair em ostracismo?
Omissões, descasos e impropriedades históricas contribuíram para que o músico se tornasse uma figura desconhecida. Entre os erros disseminados sobre a carreira do compositor, está o mito do Newton letrista. Equívoco alastrado porque, em muitos créditos das canções em parceria com Tom Jobim, seu nome aparece em segundo lugar - espaço dedicado aos letristas pela convenção dos direitos de autoria.
Ao fato, soma-se ainda o descaso do produtor da gravadora Odeon, Aloysio de Oliveira. Para o jornalista Ruy Castro, "Foi ele quem conseguiu convencer todo mundo de que Newton era apenas letrista". Na primeira gravação de Desafinado, Newton foi creditado por Oliveira como letrista, mas dessa vez sob o absurdo nome de "Milton Mendonça".
Não que o artista deixasse de se arriscar nos versos (louco por fotografia, foi ele quem brigou para acrescentar a frase bem humorada "fotografei você na minha Rolleyflex" em Desafinado), mas seu forte eram mesmo os acordes. "Criaram um estereótipo de Newton como apêndice de Tom Jobim. Depois de sua morte, saíram ensaios e artigos dizendo que ele seria letrista apenas. Mas o negócio dele era o piano, a melodia. Foi ele quem revolucionou a música da época. Tom só é vanguarda com Newton. Sem ele é apenas samba canção", explica Marcelo Câmara, autor da única biografia sobre Newton Mendonça.
O próprio Tom Jobim, em algumas das raras declarações públicas sobre o parceiro, subentendeu que Newton se dedicava mais às palavras. No ano de 1968, em entrevista concedida para Museu da Imagem e do Som carioca, o maestro dá a entender que Newton simplesmente anotava suas composições. Em outro momento, em 1993, já no fim da vida, Tom se redime e conta aos jornalistas do programa Roda Viva da TV Cultura (assista aqui) que as fronteiras entre quem fazia letra e música eram tênues. "Aceitávamos palpites. Normalmente eu sentava ao piano e ele, no caderno e no lápis. Mas isso podia trocar".
Diferentemente do amigo e impaciente comos repórteres, Newton concedeu apenas algumas entrevistas durante sua vida. Em uma delas, veiculada na revista Radiolândia de 1960 com o título "O parceiro desconhecido de Tom", o músico afirma que ele e o maestro compunham a quatro mãos. "Muita gente acredita que eu faço as letras, enquanto Tom faz as músicas - mas não é esta a verdade. Música e letra vão sendo feitas ao mesmo tempo".
As negligências e erros, que com muito garimpo vêm à tona, começam a ser corrigidos para que uma nova imagem de Newton seja construída. Se Tom Jobim deu poucas declarações sobre o parceiro durante sua vida, apenas quatro, segundo Marcelo Câmara, não foi por falta de consideração.
Thereza Hernanny, sua primeira esposa, é enfática: "Essa polêmica é negativa para a imagem do próprio Newton. Tom lutava muito para manter a imagem dos parceiros, nunca os deixava sem crédito". E arrisca: "Tocar o mesmo instrumento é que talvez tenha separado um pouco os dois. Se um deles tivesse um violão, não tenho dúvidas de que montariam um conjunto. Eram muito amigos".
| 10/06/2009 Daiana Daniela Silva - diz: Daiana Daniela Silva - diz: Daiana Daniela Silva - diz: é um PENA NÃO ESTAR AINDA COMO ANTES ARRASANDO NO PALCO,POIS ELE É DEMAIS!!! |
| 10/06/2009 Daiana Daniela Silva - diz: Daiana Daniela Silva - diz: é um PENA NÃO ESTAR AINDA COMO ANTES ARRASANDO NO PALCO,POIS ELE É DEMAIS!!! |
| 10/06/2009 Daiana Daniela Silva - diz: é um PENA NÃO ESTAR AINDA COMO ANTES ARRASANDO NO PALCO,POIS ELE É DEMAIS!!! |
| 28/04/2009 Tamiris - diz: TOM JOBIM é um super da bossa nova,nãao fez seu trabalho para apagar ninguém.Tom Jobim é o orgulho do Brsil. |
| 22/12/2008 Renato mendonça - diz: |
| 16/12/2008 Sonia Montenegro - diz: |
| 21/10/2008 Marcelo Câmara - diz: |
| 20/10/2008 Suely Gualda - diz: |
| 17/10/2008 Rafa - diz: |
| 16/10/2008 plabo milanez - diz: |
| 16/10/2008 rodregio - diz: |
| 15/10/2008 Alessandro - diz: |
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