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Um anúncio do primeiro ano do evento, 2005, em um outdoor na Inglaterra
Um anúncio do primeiro ano do evento, 2005, em um outdoor na Inglaterra

 

Quinta, 20 de novembro de 2008 | Assunto do dia

Você ficaria um dia inteiro sem ouvir música?

O jejum musical proposto pelo No Music Day tem o intuito de ouvir música de outro jeito. Nessa sexta-feira, 21/11, as pessoas que a ele aderirem vão ficar um dia inteiro sem ouvi-la. A questão é: quantas farão isso, de que forma e, principalmente: a música será mais valorizada?

Por Laila Abou Mahmoud

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Desligue seu iPod, coloque algodões nos ouvidos, não ouse ligar o rádio do carro. A idéia é fazer um jejum diferente. De música. O quarto Dia Sem Música (No Music Day, em inglês), que acontece nesta sexta-feira, 21 de novembro, propõe que se fique sem ouvir música por um dia inteiro para, depois de imaginar como seria um mundo sem música, ouvi-la sob outra perspectiva.

O evento tem sido divulgado basicamente de quatro formas, até agora. Um site recapitula o ocorrido nos últimos quatro anos pelo mundo e possui um fórum onde os internautas opinam sobre a proposta e dizem porque vão - ou não - aderir a ela. Cartazes e flyers foram espalhados por São Paulo. Há um mailing que difunde a proposta pela internet. E o boca-a-boca pretende dar conta do resto do recado.

A idéia surgiu há quatro anos, concebida por Bill Drummond, um escocês conhecido por suas performances polêmicas e sua atuação no mundo do rock. Drummond começou sua carreira na banda Big in Japan e, já então empresário, lançou bandas como Echo and the Bunnymen. Daí, pulou para a gravadora Warner, investiu em pretensos sucessos que não decolaram e, no final dos anos 80, formou a banda KLF.

Todas as ações de Drummond foram acompanhadas de atitudes inusitadas, para não dizer malucas. Na apresentação do KLF no Brit Awards de 1992, ele apareceu com uma ovelha morta amarrada na cintura. Em 1994, na Escócia, torrou 1 milhão de libras dos royalties de seu grupo de rock. Literalmente. Tudo desapareceu em cinzas numa fogueira. Em 1999, na ressacas de sua vivência na indústria musical pop, lançou o livro The Manual: How to Have a Number One Hit the Easy Way, no qual ensinava como colocar uma música no topo das paradas e, de quebra, ironizava a indústria do top-hit-a-todo-custo.

Uma das últimas ações de Drummond foi formar corais de 17 pessoas que, depois de cantarem suas notas, montavam uma música com essas e outras notas gravadas por outros corais. Só elas podem ouvir a obra. E era bom que a memorizassem bem, pois a música é definitivamente apagada uma hora depois de sua criação.

Eduardo Ramos, hoje dono da produtora e gravadora Slag, ouviu falar dessa figura em Londres, onde morava na época e presenciou uma das primeiras edições do DiaSem Música. Hoje, no quinto ano do evento, ele é um dos que auxilia a trazer a proposta - e o próprio idealizador - ao Brasil. "Drummond acha que as pessoas esqueceram o que é a canção, virou descartável", explica.

Ramos conta que, até uma semana atrás, já havia mais de 100 pessoas dispostas a interagir diretamente no dia, realizando ações de divulgação e até pedindo aos passantes que retirem seus fones dos ouvidos. Ele destaca, no entanto, o caráter pacifista da ação: "Nunca se arrancou uma tomada de rádio no evento". Na Escócia, em 2006, até mesmo uma rádio aderiu à  greve de som.

Este ano, planeja-se lacrar algumas conhecidas casas de shows de São Paulo. Mas celebrar não é proibido. Para finalizar o evento ao final do dia 21 de novembro, haverá uma festa, na região oeste da cidade. Nela, pessoas tentarão se divertir sem música alguma enquanto um relógio faz a contagem regressiva para a hora em que - adivinhe? - o som vai começar a rolar.

Uma crítica que essa sexta-feira santa do jejum musical (a escolha do dia está inclusive relacionada à vespera do dia de Santa Cecília, padroeira da música) pode sofrer é a de soar inviável, boba ou mesmo inacreditável. Quem responde é Ramos. "Sim, o No Music Day corre esse risco de não chocar e não soar como protesto. Eu acho normal chamarem a idéia de idiota", ressalva. "Mas, apesar de ter quem vá achar brincadeira e bobagem, estou certo de que existirá quem vá se sensibilizar". E tem, também, quem talvez não consiga. Uma internauta no fórum da página do evento chegou a perguntar: "E eu faço o que com a música que toca dentro de mim?".

 

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15/12/2008

Alan Carvalho - diz:
Que babaquice sem tamanho. Coisa de quem não deve ter o que fazer.

27/11/2008

Renata - diz:
Eu respiro música.... não ouvir música implica em anular meu processo criativo. Ouvir música me proporciona interagir com a detestável poluição sonora dessa cidade tão poética que é São Paulo, a torna triste.

27/11/2008

Renata - São Paulo - diz:
eu respiro musica, ela quem dispara meu processo criativo e alimenta minha alma.... sem a musica a poluicao ocupa todo o espaço... e faz desta cidade tão mágica algo poluído e triste.!

23/11/2008

Bruno - diz:
Olá. Sou leitor da Bravo, e gostaria de fazer 2 críticas, não à revista, mas sim ao site. A primeira é que não encontrei uma opção de "fale conosco", por isso estou enviando a mensagem aqui. A segunda é que eu inseri os rss disponíveis no site na barra superior do meu Gmail, mas quando eu clico no link, aparece uma página de erro. Apesar desses percalços, considero o site da Bravo muito bom e desde já agradeço a atenção. Um abraço!

22/11/2008

emidio silva - diz:
nunca jamais em tempo algum sem música.

22/11/2008

emidio silva - diz:
nunca jamais em tempo algum sem música.

22/11/2008

Monik - diz:
Sim, música é divino. Transcende a razão humana, embora seja a razão que a compõe unida com as emoções que vibram no ser.

22/11/2008

Bruno - diz:
Música, é música para os ouvidos... não tem lógica...música enriquece a alma... Lembra o Tom em samba do avião: Minha alma canta...vejo o Rio de janeiro...

22/11/2008

Aparecido Ladislau Favini - diz:
Opinião e ou Sugestão de Reportagem ZOOLÓGICOS Relata a história que quando Don Pedro I viu e usou o telefone pela primeira vez, teria dito: - Nossa! Isso fala! Decorreram menos de dois séculos, as tecnologias evoluíram como que milagrosamente, e hoje em dia o que vemos, também no terreno da eletro-eletrônica, é algo positivamente assustador: telefones sem fio, televisão de alta resolução, tecnologia digital 3G, e talvez mais o que já foi descoberto e ainda não chegou ao domínio do público. Infelizmente, pelo que se vê cotidianamente, conota-se que o ser humano continua olhando para o seu umbigo e pouco ou nada preocupa-se em termos ambientais. Eticamente ambientais. A crueza do capitalismo cega a massa, direcionada que é pelos detentores dos poderes, e neles interessada. O dinheiro fala mais alto e os sons de pedidos de socorro ficam abafados em tantas cifras e ganâncias. Em meio a tudo isso, a flora e a fauna pagam o pato, e até o pato paga o preço. Piores exemplos são os zoológicos. Sem falar em pássaros presos e outras barbáries contra Natureza. Gente, não dá pra entender observar as pessoas se comprazendo nos zoológicos, levando crianças lá, namorando, comendo, bebendo, enquanto os pobres animais enjaulados, longe de suas origens, sofrem, sofrem muito, servindo ora como brinquedos, ora como objeto jocoso, e quando não vítimas de miseráveis sádicos de plantão, fazendo caretas ou até cutucando esse ou aquele animal. A rigor, as pessoas que vão aos zoológicos devem carregar algum sadismo dentro de si. Que acabem todos os zoológicos e que todos os animais aprisionados sejam devolvidos aos seus respectivos habitats naturais. Que alguém compartilhe que deva florescer um estandarte com os dizeres 'Zoológico Não'. Já não é sem tempo. A tecnologia a nosso favor pode e deve substitui-los, fazendo-se uso de telões em praças públicas, por exemplo. Aí sim poderemos ver todo e qualquer animal, de perto, em três dimensões se quiser. Obviamente todos os animais devem ser estudados, vistos, admirados, todavia para isso não precisa mais escravizar nenhum bichinho da face da terra. Talvez eles não consigam agradecer como possamos ousar imaginar, mas que o futuro do planeta por certo vai agradecer, tendo como testemunhas nossos netos e seus descendentes. Com que dinheiro se faria isso? Talvez com menos da metade dos gastos em zoológicos, indireta e diretamente. Demitir todos esses funcionários? Nenhum seria demitido, e prestaria serviço até nos mesmos locais, porém agora destinados a coisas melhores, a exemplos de praça de teatro, de passeios públicos, e muito mais, inclusive aproveitando as mesmas jaulas para exibir os animais - agora tão-somente como imagens esculpidas a manter testemunhos de quão a ignorância imperava nos tempos dos zoológicos. É a minha sincera opinião. Não poderia ser amplamente discutido o tema? Medo de que? Atenciosamente! APARECIDO LADISLAU FAVINI Rua Oito de Dezembro, 808 – Ap 304 Graça - Salvador BA Fones: (71) 3267-1067 e 8833-1768 PS: Criador de Sepetokismo (neo-filosofia e livro) > ver sites de busca sobre Sepetokismo

20/11/2008

Almir - diz:
Eu fico sem ouvir música e você vai trabalhar.

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