BRAVO! - Completo http://bravonline.abril.com.br/feed/atom 2012-05-18T19:54:08-03:00 BRAVO! http://bravo3.abrilm.com.br/imagem/favicon.ico Bravo! Cultura no Brasil - Feed Completo Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados http://bravonline.abril.com/materia/mostra-john-cassavetes Mostra John Cassavetes 2012-05-18T19:54:08-03:00 Redação Alfa <p> Precursor do cinema independente norte-americano, John Cassavetes construiu sua filmografia mesmo em atrito com grandes est&#xFA;dios. Sombras, o primeiro filme dirigido por ele, veio em 1959. Produ&#xE7;&#xE3;o de poucos recursos que contou com a colabora&#xE7;&#xE3;o de amigos para sair, mas que entrou na hist&#xF3;ria como um marco para a s&#xE9;tima arte.</p> <p> Al&#xE9;m do longa de estreia, outros quatro filmes do autor est&#xE3;o em cartaz at&#xE9; domingo, na Cinemateca Brasileira. Faces, Uma Mulher Sob Influ&#xEA;ncia e Noite de Estreia, todos protagonizados pela atriz Gena Rowlands. A Morte de Um Bookmaker Chin&#xEA;s, que homenageia o ator Ben Gazzara, tamb&#xE9;m tem proje&#xE7;&#xE3;o garantida.</p> <p> <strong>Programe-se:</strong></p> <p> <strong>18/05 (sexta-feira)</strong>18h Faces20h30 Uma mulher sob influ&#xEA;ncia</p> <p> <strong>19/05 (s&#xE1;bado)</strong>18h Noite de estreia21h Sombras</p> <p> <strong>20/05 (domingo)</strong>14h30 Faces 17h Uma mulher sob influ&#xEA;ncia 20h A morte de um bookmaker chin&#xEA;s</p> <p> <strong>O que:</strong> Mostra John Cassavetes</p> <p> <strong>Onde:</strong> Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207)</p> <p> <strong>Quando:</strong> at&#xE9; 20 de maio</p> <p> <strong>Quanto:</strong> R$ 8</p> Cinco filmes do diretor estão em cartaz até domingo, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo 2012-05-18T19:54:08-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias Cinco filmes do diretor estão em cartaz até domingo, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/redescoberta-do-brasil Redescoberta do Brasil 2012-05-18T19:48:33-03:00 Josélia Aguiar <p> Soava estranho, talvez misantropo aquele novo romancista portugu&#xEA;s que s&#xF3; usava letras min&#xFA;sculas para escrever o pr&#xF3;prio nome e os par&#xE1;grafos caudalosos, de palavras desconhecidas aqui. A estranheza logo se desfez. Primeiro durante a Festa Liter&#xE1;ria Internacional de Paraty (Flip) do ano passado, numa mesa que arrebatou a plateia e o tornou campe&#xE3;o de vendas na livraria oficial do evento. Depois, no Twitter e no Facebook, em que costuma aparecer quase diariamente, Valter Hugo M&#xE3;e, a partir de agora com mai&#xFA;sculas, foi mostrando que, al&#xE9;m de boa pra&#xE7;a, faz rir com seus coment&#xE1;rios jocosos sobre si mesmo e seu pa&#xED;s. S&#xF3; o Brasil parece a salvo das anedotas &#x2013; &#xE0;s bandas de c&#xE1;, reserva apenas ternura.</p> <p> Hugo M&#xE3;e, nascido em 1971, &#xE9; o mais pop em sua gera&#xE7;&#xE3;o de ficcionistas de Portugal &#x2013; turma na faixa dos 40 anos, revelada por pr&#xEA;mios importantes, cujos livros chegam com intervalos cada vez menores ao mercado brasileiro. A crescente popularidade da nova gera&#xE7;&#xE3;o lusa entre n&#xF3;s pode ser deduzida pelo fato de Hugo M&#xE3;e lan&#xE7;ar dois t&#xED;tulos ao mesmo tempo por aqui: <em>O Nosso Reino</em>, de 2004, que trata da inf&#xE2;ncia e marca a estreia do escritor, sai agora pela Editora 34, assim como o mais recente, <em>O Filho de Mil Homens</em>, que aborda a paternidade e que a Cosac Naify publica seis meses ap&#xF3;s a obra vir &#xE0; tona na Europa.</p> <p> Aqueles que conhecem as incurs&#xF5;es do romancista pelas artes pl&#xE1;sticas e pela m&#xFA;sica, como letrista e vocalista &#x2013; a canja que deu numa festa da Flip cantando o cl&#xE1;ssico <em>O Fado de Cada Um</em> virou hit no YouTube &#xE0; &#xE9;poca &#x2013;, podem supor erroneamente que escrever &#xE9; mais um de seus tantos of&#xED;cios. Ao contr&#xE1;rio. As demais experi&#xEA;ncias s&#xE3;o complementos, n&#xE3;o desvios, do seu projeto de longo curso, que &#xE9; fazer livros. O pr&#xF3;ximo est&#xE1; j&#xE1; no horizonte, ali&#xE1;s. &#x201C;Ser&#xE1; o lado lunar de <em>O Filho de Mil Homens</em>, que &#xE9; muito soalheiro&#x201D;, conta Hugo M&#xE3;e &#xE0;<strong> BRAVO!</strong>. &#x201C;Quero pensar na rejei&#xE7;&#xE3;o extrema sofrida por uma crian&#xE7;a.&#x201D;</p> <p> Da mesma safra, mas esteticamente muito distinto, Jos&#xE9; Lu&#xED;s Peixoto (de 1974) acaba de publicar Livro, com a chancela da Companhia das Letras, e &#xE9; um dos convidados da pr&#xF3;xima Flip, em julho. O t&#xED;tulo prenuncia a met&#xE1;fora desse romance, que aborda separa&#xE7;&#xE3;o e reencontro: o que d&#xE1; sentido &#xE0; hist&#xF3;ria de Il&#xED;dio e Adelaide, apartados durante o regime salazarista, &#xE9; justamente um livro. Ditaduras e guerras, ali&#xE1;s, s&#xE3;o mais do que pano de fundo na obra desses novos autores. A forma&#xE7;&#xE3;o deles se d&#xE1; sob a influ&#xEA;ncia dessas rupturas e desses recome&#xE7;os, sobre os quais podem escrever sem restri&#xE7;&#xE3;o. &#x201C;Minha gera&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o viveu a ditadura salazarista. Essa caracter&#xED;stica deu-nos liberdade&#x201D;, explica Peixoto.</p> <p> Um Portugal arcaico e campon&#xEA;s se revela em livros de Hugo M&#xE3;e, enquanto outro, o de emigrados fugidos da ditadura ou das guerras coloniais, sobressai nos de Peixoto e de uma autora que os brasileiros v&#xE3;o come&#xE7;ar a conhecer melhor a partir de agora. De gera&#xE7;&#xE3;o um pouco anterior, Dulce Maria Cardoso (de 1964) &#xE9; outra convidada da pr&#xF3;xima Flip e tem o premiado <em>O Retorno</em> lan&#xE7;ado por uma editora portuguesa rec&#xE9;m-aportada no Brasil, a Tinta da China.</p> <p> N&#xE3;o &#xE9; coincid&#xEA;ncia que a hist&#xF3;ria das personagens lembre a da autora, que aos 11 anos, acompanhando a fam&#xED;lia, embarcou de volta a Lisboa num avi&#xE3;o de Luanda. Vistos como quase intrusos a invadir subitamente o pa&#xED;s onde nasceram, os portugueses que deixaram Angola e Mo&#xE7;ambique quando come&#xE7;ou a luta de independ&#xEA;ncia s&#xE3;o logo chamados com um apelido depreciativo por quem os recebe: os &#x201C;retornados&#x201D;, sob a &#xF3;tica dos que l&#xE1; est&#xE3;o, contribu&#xED;ram para levar o pa&#xED;s ao colapso econ&#xF4;mico atual. Em sutilezas que o brasileiro nem sempre percebe, o trauma da guerra se pode notar &#x2013; nascidos em Luanda que tiveram de sair muito cedo do continente africano, como Valter Hugo M&#xE3;e, se declaram portugueses.</p> <p> <strong>Na mesma estante</strong></p> <p> Unidos por la&#xE7;os liter&#xE1;rios que se esgar&#xE7;aram no s&#xE9;culo 20, Brasil e Portugal voltaram a compartilhar autores sobretudo na &#xFA;ltima d&#xE9;cada. A bem dizer, o interc&#xE2;mbio come&#xE7;ou um pouco antes. A descoberta pelo leitor brasileiro da obra de Jos&#xE9; Saramago (1922-2010), agraciado com o primeiro Nobel para um autor de l&#xED;ngua portuguesa, despertou a curiosidade para nomes como o de Ant&#xF3;nio Lobo Antunes, hoje com 69 anos.</p> <p> O clima lus&#xF3;fono se refor&#xE7;ou na &#xFA;ltima d&#xE9;cada por causa de um iminente novo acordo ortogr&#xE1;fico e, principalmente, em raz&#xE3;o da entrada no Brasil de editoras portuguesas fortalecidas numa ent&#xE3;o pujante Uni&#xE3;o Europeia.O apoio financeiro do governo de Portugal a edi&#xE7;&#xF5;es e tradu&#xE7;&#xF5;es mundo afora trouxe para c&#xE1; n&#xE3;o s&#xF3; autores t&#xE3;o distintos como In&#xEA;s Pedrosa e Jo&#xE3;o Tordo mas tamb&#xE9;m os da &#xC1;frica que fala o mesmo idioma, como o angolano Ondjaki. Com a recente crise nos pa&#xED;ses ib&#xE9;ricos, grupos editoriais instalados havia pouco tempo no mercado brasileiro, a exemplo de Leya e Babel, querem ampliar sua presen&#xE7;a no pa&#xED;s. Editoras menores tamb&#xE9;m chegam &#x2013; a Tinta da China lan&#xE7;a ainda neste ano <em>E a Noite Roda</em>, romance de estreia de Alexandra Lucas Coelho, e outro de Dulce Maria Cardoso, <em>Os Meus Sentimentos</em>.</p> <p> Os autores de l&#xE1; veem no Brasil a possibilidade de encontrar mais leitores que possam compreend&#xEA;-los num idioma que a princ&#xED;pio soa estranho, mas &#xE9; o mesmo. &#x201C;Queiramos ou n&#xE3;o, em pa&#xED;ses como a Fran&#xE7;a, a Alemanha e os Estados Unidos, Brasil e Portugal ocupam a mesma estante. Eu sou dos que estimam essa parceria&#x201D;, diz L&#xED;dia Jorge, outra autora que passa a ter sua obra publicada no pa&#xED;s com mais regularidade. Seu recente <em>A Noite das Mulheres Cantoras</em>, publicado em Portugal no ano passado, sai agora pela Leya daqui.</p> <p> <strong>Contraste gritante</strong></p> <p> N&#xE3;o s&#xF3; os leitores parecem curiosos com a nova onda portuguesa. Os cr&#xED;ticos liter&#xE1;rios tamb&#xE9;m. Luiz Costa Lima, do Rio de Janeiro, ressalta qualidades em dois autores que j&#xE1; avaliou: al&#xE9;m de Lobo Antunes, o m&#xFA;ltiplo e cerebral Gon&#xE7;alo M. Tavares, este o mais celebrado de todos de sua gera&#xE7;&#xE3;o, o &#x201C;futuro Nobel daqui a 25 anos&#x201D;, como previu Saramago. A m&#xE1;quina de fazer pensar de Gon&#xE7;alo &#xE9; um assombro n&#xE3;o apenas est&#xE9;tico como tamb&#xE9;m produtivo &#x2013; com mais de 30 livros publicados em uma d&#xE9;cada, lan&#xE7;ou outros dois em Portugal em dezembro passado, <em>Short Movies</em> e <em>Can&#xE7;&#xF5;es Mexicanas</em>. &#x201C;A seriedade, a inventividade e a elabora&#xE7;&#xE3;o intelectual dos romances de ambos s&#xE3;o de fato um contraste gritante com a superficialidade tem&#xE1;tica e o convencionalismo narrativo de nossa prosa&#x201D;, afirma Costa Lima.</p> <p> Os mineiros Silviano Santiago e Maria Esther Maciel tamb&#xE9;m elogiam os portugueses. &#x201C;Tento evitar generaliza&#xE7;&#xF5;es, mas acho que, sim, muitos escritores atuais de Portugal t&#xEA;m nos surpreendido com livros vigorosos, inventivos e incomuns&#x201D;, diz Maria Esther. &#x201C;Talvez por se furtarem &#xE0;s exig&#xEA;ncias de um realismo expl&#xED;cito ou &#xE0; express&#xE3;o direta de uma experi&#xEA;ncia pessoal, eles estejam mais abertos ao exerc&#xED;cio da imagina&#xE7;&#xE3;o. O apuro da linguagem, aliado a enredos e estrat&#xE9;gias narrativas instigantes, &#xE9; uma das marcas dessa literatura.&#x201D;</p> <p> Silviano Santiago explica tal distin&#xE7;&#xE3;o pelo fato de Portugal ser ainda um pa&#xED;s liter&#xE1;rio como a Fran&#xE7;a foi at&#xE9; a d&#xE9;cada de 1960 e a Espanha se tornou a partir de ent&#xE3;o. Um autor portugu&#xEA;s, acrescenta Santiago, tem motivos para buscar a perfei&#xE7;&#xE3;o formal e de conte&#xFA;do ambicionada pelos grandes mestres do passado: &#x201C;Essa atualidade obsoleta, extremamente simp&#xE1;tica aos que ainda amam ler bons livros e digna de elogio da minha parte, autentica a forma&#xE7;&#xE3;o rica e rigorosa do escritor portugu&#xEA;s contempor&#xE2;neo e, principalmente, incentiva-o a se expressar atrav&#xE9;s das palavras e do papel impresso&#x201D;.</p> <div class="descricao-autor"> <p> <strong>Jos&#xE9;lia Aguiar</strong> &#xE9; jornalista e doutoranda em hist&#xF3;ria. Edita o blog <em>Livros</em> <em>Etc</em>. na Folha.com.</p> </div><div class="onde-quando"> <p> <strong>OS LIVROS</strong></p> <p> <em>O Filho de Mil Homens</em>, de Valter Hugo M&#xE3;e. Cosac Naify, 256 p&#xE1;gs., R$ 39.<em>O Nosso Reino</em>, de Valter Hugo M&#xE3;e. Editora 34, 168 p&#xE1;gs, R$ 35. <em>Livro</em>, de Jos&#xE9; Lu&#xED;s Peixoto. Companhia das Letras, 288 p&#xE1;gs., R$ 42.</p> </div> Depois de José Saramago e António Lobo Antunes, uma nova geração de escritores portugueses cruza o Atlântico. Para a crítica brasileira, os jovens autores d’além-mar se destacam pelo rigor formal e são mais inventivos que os daqui 2012-05-18T13:15:56-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 Depois de José Saramago e António Lobo Antunes, uma nova geração de escritores portugueses cruza o Atlântico. Para a crítica brasileira, os jovens autores d’além-mar se destacam pelo rigor formal e são mais inventivos que os daqui Literatura BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/no-topo No Topo 2012-05-18T18:09:11-03:00 Bruno Moreschi <p> A exposi&#xE7;&#xE3;o O Mundo M&#xE1;gico de Escher, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, terminou em 27 de mar&#xE7;o de 2011, um domingo. Era dia de dois jogos importantes do campeonato carioca: Fluminense x Vasco e Flamengo x Madureira. Havia a previs&#xE3;o de est&#xE1;dios cheios. Mas fila mesmo foi a que se formou na rua Primeiro de Mar&#xE7;o, no Centro, em volta do pr&#xE9;dio hist&#xF3;rico do CCBB-RJ. Enquanto 34 mil pessoas dirigiram-se para os campos, 39 mil decidiram ver as 92 gravuras e desenhos do artista holand&#xEA;s M. C. Escher (1898-1972). No &#xFA;ltimo fim de semana em que esteve em cartaz, a mostra ficou aberta at&#xE9; a meia-noite e registrou 62 mil visitantes.</p> <p> O reconhecimento internacional veio no m&#xEA;s passado. De acordo com o ranking divulgado anualmente pelo jornal ingl&#xEA;s The Art Newspaper, a exposi&#xE7;&#xE3;o brasileira foi a mais vista do mundo em 2011. Em cartaz por pouco mais de dois meses, a mostra de Escher levou 573.691 pessoas ao CCBB-RJ. Com a in&#xE9;dita primeira coloca&#xE7;&#xE3;o, o evento ficou na frente de exposi&#xE7;&#xF5;es em institui&#xE7;&#xF5;es de prest&#xED;gio internacional, como o japon&#xEA;s Tokyo National Museum (segundo lugar) e o franc&#xEA;s Grand Palais (quinto). O Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, e o D&#x2019;Orsay, em Paris, n&#xE3;o figuram entre os dez primeiros, como seria de esperar. Respeitado no meio das artes visuais, The Art Newspaper promove o ranking desde 1996. Para elabor&#xE1;-lo, o jornal computou dados de mais de 400 institui&#xE7;&#xF5;es culturais de todo o mundo, levando em conta o total de visitantes das exposi&#xE7;&#xF5;es tempor&#xE1;rias e o per&#xED;odo em que permaneceram em cartaz.</p> <p> &#x201C;Desde que come&#xE7;amos o mapeamento, a popularidade das mostras cresceu. Mais pessoas est&#xE3;o vendo arte&#x201D;, diz um dos editores, Javier Pes. De fato, nas primeiras edi&#xE7;&#xF5;es do ranking, a frequ&#xEA;ncia registrada pelos museus n&#xE3;o superava 3 mil pessoas por dia. No ano passado, o n&#xFA;mero que levou o CCBB-RJ ao p&#xF3;dio foi de 9.677. Para Pes, o resultado de 2011 n&#xE3;o &#xE9; uma surpresa. No ano anterior, tr&#xEA;s mostras do pr&#xF3;prio CCBB-RJ &#x2013; Isl&#xE3;, Linha de Sombra, da ga&#xFA;cha Regina Silveira, e Rebeli&#xE3;o em Sil&#xEA;ncio, da alem&#xE3; Rebecca Horn &#x2013; ficaram bem posicionadas, com os 13&#xBA;, 14&#xBA; e 15&#xBA; lugares, respectivamente. &#x201C;Finalmente surgiu um rival de peso para os museus japoneses&#x201D;, aponta o editor.</p> <p> <strong>BEM NA FOTO</strong></p> <p> Segundo o diretor da institui&#xE7;&#xE3;o carioca, Marcelo Mendon&#xE7;a, os espa&#xE7;os interativos, a permiss&#xE3;o para o uso de m&#xE1;quina fotogr&#xE1;fica dentro do centro cultural e a entrada gratuita foram cruciais para a popularidade do CCBB: &#x201C;Na exposi&#xE7;&#xE3;o de Escher, era comum ver jovens se fotografarem diante das obras e colocarem as imagens nas redes sociais. Tivemos uma divulga&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea sem precedentes em nossa hist&#xF3;ria&#x201D;. Apesar de n&#xE3;o constarem do ranking do The Art Newspaper, o CCBB de S&#xE3;o Paulo e o de Bras&#xED;lia tamb&#xE9;m ostentam longas filas. A institui&#xE7;&#xE3;o deve inaugurar em outubro seu quarto endere&#xE7;o, desta vez em Belo Horizonte. A f&#xF3;rmula &#xE9; a mesma: ocupa&#xE7;&#xE3;o de uma constru&#xE7;&#xE3;o hist&#xF3;rica restaurada &#x2013; no caso, um palacete na pra&#xE7;a da Liberdade, na Savassi.</p> <p> N&#xE3;o h&#xE1; d&#xFA;vida de que o Brasil entrou no calend&#xE1;rio das megaexposi&#xE7;&#xF5;es internacionais, chamadas pelos especialistas de blockbusters, como a de Escher. H&#xE1; dez anos, Mendon&#xE7;a tinha dificuldade em convencer grandes museus a ceder suas cole&#xE7;&#xF5;es para nossas mostras. &#x201C;Isso mudou. Recebi recentemente visitas do Smithsonian, de Washington, e do D&#x2019;Orsay. Ambos querem expor aqui.&#x201D; No ano passado, a diretoria do Pompidou interessou-se em saber mais sobre &#x201C;a tal institui&#xE7;&#xE3;o&#x201D; que figurou t&#xE3;o bem no ranking. &#x201C;Claro que o feito merece comemora&#xE7;&#xE3;o&#x201D;, diz Rodrigo Moura, curador do Instituto de Arte Contempor&#xE2;nea Inhotim, de Minas Gerais. &#x201C;Melhor ainda, por&#xE9;m, vai ser quando essa not&#xED;cia incentivar o investimento em museus com cole&#xE7;&#xF5;es permanentes, j&#xE1; que o CCBB n&#xE3;o tem acervo pr&#xF3;prio.&#x201D;</p> <div class="onde-quando"> <p> <strong>CCBB - RJ</strong></p> <p> <em>Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro </em>(r. Primeiro de Mar&#xE7;o, 66, Centro, Rio de Janeiro, RJ, tel. 0++/21/3808-2020). De 3&#xAA; a dom., das 9h &#xE0;s 21h. Gr&#xE1;tis.</p> </div> Saiba por que a exposição de Escher no CCBB do Rio de Janeiro foi a mostra mais visitada do mundo em 2011, de acordo com recente levantamento do jornal <em>The Art Newspaper</em> 2012-05-18T17:59:36-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 Saiba por que a exposição de Escher no CCBB do Rio de Janeiro foi a mostra mais visitada do mundo em 2011, de acordo com recente levantamento do jornal The Art Newspaper Artes Visuais BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/dancas-para-bach Danças para Bach 2012-05-18T17:50:35-03:00 Redação <p> A convite do m&#xFA;sico Dimos Goudaroulis, seis core&#xF3;grafos criaram pe&#xE7;as inspiradas nas <em>Seis Su&#xED;tes para Violoncelo Solo,</em> de Bach. O resultado do processo, que envolveu artistas como Jorge Garcia, Luis Arrieta e Henrique Rodovalho, pode ser visto no espet&#xE1;culo<em> Logos-Di&#xE1;logos, </em>que acontece neste m&#xEA;s em S&#xE3;o Paulo.<strong> BRAVO!</strong> acompanhou os ensaios de Garcia e Arrieta, que contracena com a bailarina Ana Botafogo em um<em> pas-de-deux</em>.</p> <p> Confira o v&#xED;deo abaixo:</p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="338" width="600"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41430601&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0"/><embed allowscriptaccess="always" height="338" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41430601&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" width="600"/></object></p> <p> &#xA0;</p> Assista a um ensaio do espetáculo <em>Logos-Diálogos</em>, que acontece neste mês em São Paulo 2012-05-02T13:31:08-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Assista a um ensaio do espetáculo Logos-Diálogos, que acontece neste mês em São Paulo Teatro e Dança BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/big-brother-a-italiana Big Brother à italiana 2012-05-18T13:03:41-03:00 Estela Cotes <p> Para o escritor e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini a televis&#xE3;o &#xE9; um meio que emburrece as pessoas. Matteo Garrone, diretor da mesma nacionalidade, compartilha desse ponto de vista. Ele &#xE9; o respons&#xE1;vel por <em>Reality</em>, filme que abriu o Festival de Cannes esta sexta, dia 18.</p> <p> O longa concorre &#xE0; Palma de Ouro e acompanha a luta de Luciano (Aniello Arena) para tentar entrar no Big Brother da It&#xE1;lia. Casado e com tr&#xEA;s filhos, ele mora em Napoli e &#xE9; dono de uma peixaria. A &#xFA;nica maneira que enxerga para vencer a crise econ&#xF4;mica (novamente aparecendo como tema, como no filme de Jacques Audiard) &#xE9; se inscrever no reality show para ganhar uma bolada. Estar dentro da televis&#xE3;o passa a ser sua obsess&#xE3;o. Luciano se sente vigiado por supostos organizadores do programa no seu dia-a-dia e, aos poucos, vai perdendo a identidade. &#x201C;Nosso maior desafio no filme era fazer este link entre o sonho e a realidade. Os programas de televis&#xE3;o mudaram muito e n&#xF3;s queremos mostr&#xE1;-los como um Eldorado que as pessoas querem alcan&#xE7;ar&#x201D;, explica Garrone. A inten&#xE7;&#xE3;o do diretor italiano, no entanto, n&#xE3;o &#xE9; generalizar o comportamento de todos diante do ve&#xED;culo.</p> <p> Filho de cr&#xED;tico de teatro, Garrone n&#xE3;o deixa de lembrar a import&#xE2;ncia hist&#xF3;rica de Roma e Napoli para a arte, construindo uma vila no formato do Palco Italiano. O cineasta lan&#xE7;a <em>Reality</em> durante o festival depois de quatro anos de seu &#xFA;ltimo filme, <em>Gomorra</em>. &#x201C;Estava procurando um tema que fosse mais surpreendente. Durante uma viagem, cheguei perto de um muro e pensei em trabalhar essa met&#xE1;fora. N&#xE3;o queria fazer outro filme den&#xFA;ncia. Queria agora mostrar meu pr&#xF3;prio ponto de vista da sociedade atual&#x201D;.</p> <p> &#xA0;</p> Diretor Matteo Garrone critica a televisão em seu novo filme, <em>Reality</em> 2012-05-18T13:03:41-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Diretor Matteo Garrone critica a televisão em seu novo filme, Reality Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/no-reino-da-ambiguidade No Reino da Ambiguidade 2012-05-17T18:59:49-03:00 Mariana Delfini <p> Retratos sui-generis destacam-se no acervo de 16 mil imagens de Madalena Schwartz (1921-1993), fot&#xF3;grafa h&#xFA;ngara que aportou no Brasil em 1960, depois de viver mais de 20 anos na Argentina. Rostos com purpurina, homens de batom e mulheres misteriosas entrela&#xE7;am-se nas 100 fotos em preto-e-branco agora reunidas no livro <em>Cris&#xE1;lidas</em>.</p> <p> O volume, que o Instituto Moreira Salles lan&#xE7;a neste m&#xEA;s, foi organizado pelo filho da fot&#xF3;grafa, o professor da Universidade de S&#xE3;o Paulo Jorge Schwartz. &#x201C;As imagens exploram principalmente as ambiguidades do corpo e da sexualidade&#x201D;, explica. Ele se recorda da m&#xE3;e como uma senhora t&#xED;mida que dificilmente seria associada, &#xE0; primeira vista, aos travestis e artistas libert&#xE1;rios que retratou nas d&#xE9;cadas de 1970 e 80.</p> <p> Madalena descobriu-se fot&#xF3;grafa aos 45 anos, no lend&#xE1;rio Foto Cine Clube Bandeirantes. Em paralelo a trabalhos para a Editora Abril e a Rede Globo, fazia fotos de conhecidos e amigos. Em seu apartamento no edif&#xED;cio Copan, no centro de S&#xE3;o Paulo, foram realizadas imagens que integram <em>Cris&#xE1;lidas</em> &#x2013; nome que evoca o est&#xE1;gio intermedi&#xE1;rio da metamorfose entre larva e inseto adulto. Alguns dos retratos do livro estavam na primeira exposi&#xE7;&#xE3;o individual de Madalena, no Museu de Arte de S&#xE3;o Paulo (Masp), em 1974.</p> <div class="onde-quando"> <p> <strong>O LIVRO</strong></p> <p> <em>Cris&#xE1;lidas</em>, org. de Jorge Schwartz. Com textos de Bia Abramo e Edgardo Cozarinsky. Instituto Moreira Salles, pre&#xE7;o a definir.</p> </div> A coletânea <em>Crisálidas</em>, da fotógrafa húngara Madalena Schwartz, reúne imagens que embaralham as noções de masculino e feminino 2012-05-17T18:59:49-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 A coletânea Crisálidas, da fotógrafa húngara Madalena Schwartz, reúne imagens que embaralham as noções de masculino e feminino Literatura BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/o-premiado-o-pagador-de-promessas O premiado<em> O Pagador de Promessas</em> 2012-05-17T16:01:23-03:00 Roberto Amado <p> O forte do cinema brasileiro nunca foi o reconhecimento internacional. Alguns bons diretores brasileiros, como Fernando Meirelles e Walter Sales, conseguiram essa proeza, mas em termos de premia&#xE7;&#xE3;o internacional, os filmes brasileiros t&#xEA;m muita pouca hist&#xF3;ria para contar.</p> <p> Uma exce&#xE7;&#xE3;o a essa regra &#xE9;<em>O Pagador de Promessas,</em> que h&#xE1; exatos 50 anos ganhou um dos mais importantes pr&#xEA;mios internacionais da &#xE1;rea: a Palma de Ouro de Cannes.</p> <p> O filme &#xE9; baseado numa pe&#xE7;a de Dias Gomes, escrito e dirigido por Anselmo Duarte. E tem, no elenco, celebridades daquela &#xE9;poca, como Leonardo Villar, Gl&#xF3;ria Menezes e Norma Bengel. Al&#xE9;m disso, conta uma hist&#xF3;ria bem brasileira. Z&#xE9;, um homem do sert&#xE3;o, faz uma promessa: se seu burro se curar, ele carregaria uma cruz at&#xE9; a Igreja de Santa B&#xE1;rbara em Salvador. Mas, por se tratar de um burro, o padre local n&#xE3;o aceita o pagamento da promessa e, a partir da&#xED;, se desenrola o drama que marcou a hist&#xF3;ria do cinema brasileiro. Al&#xE9;m da Palma de Ouro, O Pagador de Promessas tamb&#xE9;m foi indicado ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro de 1963.</p> O filme de Anselmo Duarte ganhou, 50 anos atrás, a Palma de Ouro em Cannes, o único brasileiro a ter essa regalia 2012-05-17T16:01:23-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados O filme de Anselmo Duarte ganhou, 50 anos atrás, a Palma de Ouro em Cannes, o único brasileiro a ter essa regalia Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/o-ano-em-que-meu-irmao-saiu-de-ferias O Ano em que meu Irmão saiu de Férias 2012-05-17T12:40:35-03:00 Lúcia Monteiro <p> Como fui presa pol&#xED;tica muito jovem, acho que a tortura vai marcar para sempre meu trabalho.&#x201D; N&#xE3;o &#xE9; dif&#xED;cil relacionar a frase acima, da cineasta carioca L&#xFA;cia Murat, com seu primeiro longa, Que Bom Te Ver Viva. Lan&#xE7;ado em 1988, o filme combinava um mon&#xF3;logo encenado pela atriz Irene Ravache com depoimentos de oito mulheres que militaram contra a ditadura e que, na pris&#xE3;o, foram v&#xED;timas da tortura. Era preciso descrever a experi&#xEA;ncia do c&#xE1;rcere, falar dos companheiros desaparecidos e, assim, elaborar duas sensa&#xE7;&#xF5;es d&#xED;spares: a culpa por ter sobrevivido e a vit&#xF3;ria (ainda que amarga) de ter sobrevivido. Com sua mais recente produ&#xE7;&#xE3;o, Uma Longa Viagem, que tem estreia prevista para este m&#xEA;s, L&#xFA;cia Murat volta a tratar dos anos de chumbo no Brasil. Mas de uma perspectiva diferente. O foco agora est&#xE1; na pequena hist&#xF3;ria. Ou em como a ditadura militar e a milit&#xE2;ncia pol&#xED;tica da diretora repercutiram em sua fam&#xED;lia, mais especialmente no destino do irm&#xE3;o ca&#xE7;ula, Heitor.</p> <p> L&#xFA;cia atuava no movimento estudantil e em 1971, aos 22 anos, foi presa. Saiu da Penitenci&#xE1;ria de Bangu tr&#xEA;s anos mais tarde. Com medo de que o filho mais novo tivesse a mesma sorte, os pais o mandam para uma temporada de estudos em Londres, que se transformou em imers&#xE3;o na contracultura. Heitor se jogou no universo do rock, das drogas, da liberdade total. Iniciava-se ali um p&#xE9;riplo que incluiria pa&#xED;ses como Nova Zel&#xE2;ndia, Estados Unidos, Gr&#xE9;cia, Marrocos e Afeganist&#xE3;o e s&#xF3; acabaria na &#xCD;ndia, depois de nove anos, num surto esquizofr&#xEA;nico. Nesse per&#xED;odo, Miguel, irm&#xE3;o mais velho de L&#xFA;cia, formou-se m&#xE9;dico, casou-se, teve filhos. Sua morte prematura motiva o filme, que no entanto n&#xE3;o revela muito sobre o primog&#xEA;nito &#x2014; &#xE9; uma das lacunas da hist&#xF3;ria. &#x201C;N&#xE3;o foi uma decis&#xE3;o. Aconteceu assim&#x201D;, explica a diretora.</p> <p> Uma Longa Viagem &#xE9; um leg&#xED;timo &#x201C;filme-processo&#x201D;, que exp&#xF5;e a procura pela pr&#xF3;pria forma. Document&#xE1;rio que conta com recursos ficcionais, combina as entrevistas com Heitor a cenas em que o ator Caio Blat interpreta as brilhantes cartas enviadas pelo filho viajante &#xE0; fam&#xED;lia. Em ambos os corpos, a lucidez e o senso de humor do personagem impressionam. Em determinado momento, L&#xFA;cia intercala uma descri&#xE7;&#xE3;o que faz de sua passagem por Cannes como cineasta com a do irm&#xE3;o, numa improv&#xE1;vel escala a caminho da &#xC1;frica. Em imagens dos anos 30, garotas dan&#xE7;am canc&#xE3; na praia e uma delas sai do ritmo. Al&#xE9;m de ilustrar a diferen&#xE7;a entre as experi&#xEA;ncias dos dois irm&#xE3;os na C&#xF4;te d&#x2019;Azur, a sequ&#xEA;ncia condensa um desajuste comum aos filmes que trabalham a mem&#xF3;ria do per&#xED;odo de ditadura. Seus realizadores lidam com uma hist&#xF3;ria feita de mist&#xE9;rios e lacunas.</p> <p> Mais avan&#xE7;ados no processo de julgamento dos crimes cometidos durante suas ditaduras militares, Argentina e Chile viram surgir, h&#xE1; cerca de uma d&#xE9;cada, cineastas interessados nas repercuss&#xF5;es desse per&#xED;odo pol&#xED;tico na pequena hist&#xF3;ria. Seus filmes recuperam o olhar de crian&#xE7;as que cresceram em meio a reuni&#xF5;es clandestinas, mudan&#xE7;as de pa&#xED;s e passaportes falsos. &#xC9; o caso das fic&#xE7;&#xF5;es Kamchatka, lan&#xE7;ada pelo argentino Marcelo Pi&#xF1;eyro em 2002, e Machuca, de 2004, do chileno Andr&#xE9;s Wood, e tamb&#xE9;m de produ&#xE7;&#xF5;es mais recentes, como o document&#xE1;rio equatoriano-chileno Abuelos, de Carla Valencia D&#xE1;vila, e a fic&#xE7;&#xE3;o El Pr&#xE9;mio, da argentina Paula Markovitch.</p> <p> <strong>Avers&#xE3;o a reuni&#xF5;es</strong></p> <p> No Brasil, a primeira fic&#xE7;&#xE3;o sobre a ditadura a adotar uma perspectiva familiar &#x2014; no caso, a de um garoto de 12 anos &#x2014; foi O Ano em que Meus Pais Sa&#xED;ram de F&#xE9;rias, de 2006, de Cao Hamburger. De 2011, o document&#xE1;rio Di&#xE1;rio de uma Busca, da ga&#xFA;cha Flavia Castro, tamb&#xE9;m adota um ponto de vista &#xED;ntimo, o pr&#xF3;prio: filha de dois militantes, a diretora cresceu no ex&#xED;lio, na Argentina, no Chile e na Fran&#xE7;a. Sua narrativa oscila entre o policial e o filme de fam&#xED;lia. Ao lado do irm&#xE3;o antrop&#xF3;logo Jo&#xE3;o Paulo Castro, o Joca, ela tenta juntar os peda&#xE7;os da hist&#xF3;ria de seu pai, o jornalista Celso Castro, ex-membro do Partido Oper&#xE1;rio Brasileiro que morreu baleado em 1984, num suposto assalto, que nunca ganhou uma explica&#xE7;&#xE3;o convincente. O longa combina de maneira emocionada a revolta da menina, que n&#xE3;o entende por que o pai deve deixar o Brasil justo no dia em que ele faz anivers&#xE1;rio, &#xE0; dor de ter a casa de Santiago revirada por militares chilenos (com um dos moradores preso e morto) depois do golpe que derrubou o presidente Salvador Allende. Assim como Carla Valencia D&#xE1;vila e Paula Markovitch, Flavia faz parte de um grupo de cineastas filhos de militantes. Se compartilham com seus predecessores uma arguta consci&#xEA;ncia pol&#xED;tica, n&#xE3;o herdaram o mesmo engajamento.</p> <p> &#x201C;Detesto reuni&#xF5;es&#x201D;, diz Flavia Castro, 46 anos. &#x201C;N&#xE3;o fiz um filme militante. Estava interessada na viv&#xEA;ncia &#xED;ntima, nos aspectos menos vis&#xED;veis da hist&#xF3;ria.&#x201D; L&#xFA;cia Murat, representante da gera&#xE7;&#xE3;o anterior (ela tem 63 anos), ensaia uma explica&#xE7;&#xE3;o: &#x201C;Talvez o fato de vivermos um tempo em que as utopias ca&#xED;ram em desuso nos leve a abordar a hist&#xF3;ria com base em experi&#xEA;ncias pessoais&#x201D;. Flavia e L&#xFA;cia continuam o trabalho em seus pr&#xF3;ximos filmes. Ser&#xE3;o fic&#xE7;&#xF5;es e t&#xEA;m t&#xED;tulos pr&#xF3;ximos, respectivamente A Mem&#xF3;ria &#xC9; um M&#xFA;sculo da Imagina&#xE7;&#xE3;o e A Mem&#xF3;ria que Me Contam.</p> <p> Nesse conjunto de produ&#xE7;&#xF5;es, a grande e a pequena hist&#xF3;ria se entrela&#xE7;am, combinando as duas palavras que os gregos tinham para definir o ato de lembrar: mn&#xE8;m&#xE8; (recorda&#xE7;&#xE3;o que deriva do afeto) e anamn&#xE8;sis (a busca intencional pela lembran&#xE7;a). No dia 29 de mar&#xE7;o, enquanto se comemorava o Golpe de 1964 no Clube Militar, no Rio de Janeiro, Di&#xE1;rio de uma Busca e Uma Longa Viagem eram exibidos nas paredes externas da entidade, num ato em defesa da Comiss&#xE3;o da Verdade, para investigar as viola&#xE7;&#xF5;es dos direitos humanos entre 1946 e 1988. A lei que a criou j&#xE1; foi sancionada. Falta agora nomear seus membros. &#xC9; poss&#xED;vel que, no final do processo, algumas lacunas sejam preenchidas e se chegue mais perto do que o fil&#xF3;sofo franc&#xEA;s Paul Ricoeur chamou de &#x201C;pol&#xED;tica da mem&#xF3;ria justa&#x201D;.</p> <div class="descricao-autor"> <p> <strong>L&#xFA;cia Monteiro</strong> &#xE9; jornalista e mestre em cinema.</p> </div><div class="onde-quando"> <p> <strong>O FILME</strong></p> <p> <em>Uma Longa Viagem,</em> de L&#xFA;cia Murat. Com Caio Blat. Estreia neste m&#xEA;s.</p> </div> À semelhança de outros filmes latino-americanos, o documentário “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat, adota a perspectiva familiar para tratar da ditadura 2012-05-17T12:40:35-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 À semelhança de outros filmes latino-americanos, o documentário “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat, adota a perspectiva familiar para tratar da ditadura Cinema BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/exposicao-mostra-faceta-pop-da-rainha-e-outras-caretas Exposição mostra faceta pop da rainha e outras caretas 2012-05-16T18:37:58-03:00 Martina Cavalcanti <p> No Jubileu de Diamante de Elizabeth II, uma exposi&#xE7;&#xE3;o que ser&#xE1; aberta ao p&#xFA;blico nesta quinta-feira em Londres mostra as diversas facetas da rainha do Reino Unido. As seis d&#xE9;cadas da monarca no poder s&#xE3;o reveladas em 60 imagens que v&#xE3;o de pinturas pop e fotografias descontra&#xED;das &#xE0;s caretas fotos oficiais.</p> <p> Na d&#xE9;cada de 1960, quando chegou ao poder, Elizabeth II j&#xE1; assumia uma postura diferente de suas antecessoras. Na tentativa de aproximar sua imagem do povo, foi retrada com a fam&#xED;llia e em suas atividades reais. Em 1968, ela chegou a convidar emissoras de TV para retratar seu dia-a-dia, fato do qual veio a se arrepender anos depois.</p> <p> Em 1977, sua imagem &#xE9; apropriada pela banda de punk Sex Pistols na capa do famoso &#xE1;lbum <em>God Save The Queen</em>. Os olhos e as bocas da rainha cobertos por tarjas pretas at&#xE9; hoje causam pol&#xEA;mica, mas nasce desse retrato o pontap&#xE9; para releituras feitas ainda hoje por artistas contempor&#xE2;neos.</p> <p> Apesar da grande quantidade e variedade dos retratos, algo parece ser comum a todos eles: o mist&#xE9;rio que o rosto de Elizabeth II continua a insinuar.</p> As seis décadas da monarca no poder são reveladas em 60 imagens que vão de pinturas pop a fotos oficiais 2012-05-16T18:37:58-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias As seis décadas da monarca no poder são reveladas em 60 imagens que vão de pinturas pop a fotos oficiais Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/um-super-heroi-a-chinesa Um Super-herói à Chinesa 2012-05-16T18:17:21-03:00 João Marcos Coelho <p> Lang Lang n&#xE3;o &#xE9; apenas um pianista erudito. Trata-se da ponta de lan&#xE7;a musical de um processo muito mais amplo de expans&#xE3;o da influ&#xEA;ncia chinesa no mundo. S&#xF3; que, diferentemente dos t&#xEA;xteis, brinquedos e lojinhas de R$ 1,99 que se alastram pelo planeta para o desespero dos concorrentes locais, o int&#xE9;rprete &#xE9; visto como uma miragem pela moribunda ind&#xFA;stria fonogr&#xE1;fica, ansiosa pelo enorme mercado chin&#xEA;s de grava&#xE7;&#xF5;es e concertos de m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica. S&#xF3; um pa&#xED;s com 1,3 bilh&#xE3;o de habitantes poderia ter 100 milh&#xF5;es de estudantes de m&#xFA;sica &#x2013; e de f&#xE3;s potenciais do compatriota Lang Lang. O instrumentista, que chega a S&#xE3;o Paulo para dois concertos neste m&#xEA;s, parece ser a figura mais propensa a conquistar novos consumidores: venerado pelos adolescentes chineses, &#xE9;, aos 29 anos, um dos pianistas mais bem remunerados do mundo.</p> <p> Aos olhos do Ocidente, Lang Lang estreou em 1997, ao gravar para o selo independente norte-americano Telarc. Logo foi contratado pela Deutsche Grammophon e, h&#xE1; pouco mais de um ano, transferiu-se para a Sony, o que lhe rendeu luvas de 3 milh&#xF5;es de d&#xF3;lares. &#xC9; mixaria perto do passe de jogadores de futebol, mas uma fortuna improv&#xE1;vel no mundo da m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica. Meses atr&#xE1;s, o jornalista brit&#xE2;nico Norman Lebrecht denunciou que as listas de maiores vendas de CDs cl&#xE1;ssicos da Billboard s&#xE3;o uma farsa: para figurar em primeiro lugar, o &#xE1;lbum n&#xE3;o precisa vender mais do que 100 c&#xF3;pias. Em um mercado an&#xEA;mico, que sobrevive hoje basicamente de apresenta&#xE7;&#xF5;es ao vivo, Lang Lang &#xE9; uma esp&#xE9;cie de bilhete premiado. Se 1% da popula&#xE7;&#xE3;o chinesa comprar um de seus CDs, o investimento estar&#xE1; pago pelas pr&#xF3;ximas d&#xE9;cadas. Essa expectativa n&#xE3;o &#xE9; exagerada: ela se baseia no fato de que, na China, a m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica tem uma imagem de juventude, parecida com a do pop no resto do mundo.</p> <p> <strong>GINASTA</strong></p> <p> Neymar e Messi lan&#xE7;am chuteiras? Pois Lang Lang j&#xE1; tem seu pr&#xF3;prio modelo de t&#xEA;nis Adidas, em tiragem especial de 100 mil pares. Nas apresenta&#xE7;&#xF5;es, ele veste palet&#xF3;s acintosamente acetinados, de tons viv&#xED;ssimos. &#xC9; f&#xE3; do ex-jogador de basquete Michael Jordan e do golfista Tiger Woods. Adora hip-hop. Em resumo: &#xE9; o que o p&#xFA;blico chin&#xEA;s quer consumir. Martha Argerich jamais gravaria, como fez Lang Lang, o v&#xED;deo, visto por 1,7 milh&#xE3;o de pessoas no YouTube, em que toca um trecho do Concerto N&#xBA; 3 de Prokofiev &#x2013; justamente a pe&#xE7;a que celebrizou a pianista argentina. O m&#xFA;sico intercala sua performance com gestos de kung fu inspirados no jogo de videogame Street Fighter. &#xC9; hil&#xE1;rio, engra&#xE7;ado, vivo. Lang Lang adora a m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica, mas n&#xE3;o a sacraliza.</p> <p> &#x201C;Ele toca como um ginasta&#x201D;, cutucou anos atr&#xE1;s o respeitado cr&#xED;tico Michael Kimmelman, do jornal The New York Times. H&#xE1; verdade e veneno na observa&#xE7;&#xE3;o. Tecnicamente, o int&#xE9;rprete &#xE9; irrepreens&#xED;vel. O problema est&#xE1; no que os cr&#xED;ticos identificam como ingenuidade art&#xED;stica. Lang entende a m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica ocidental como uma t&#xE9;cnica. E isso tem a ver com a hist&#xF3;ria.</p> <p> <strong>UM CRAVO PARA O IMPERADOR</strong></p> <p> Em 1601, quando o jesu&#xED;ta italiano Matteo Ricci desembarcou em Pequim disposto a iniciar a cristianiza&#xE7;&#xE3;o da China, trazia um cravo de presente para o imperador Wanli, da dinastia Ming. Ricci esperou nove anos at&#xE9; ser recebido na Cidade Imperial. Ao ver o desconhecido instrumento, o soberano encantou-se e quis ter aulas. Outros jesu&#xED;tas instalaram &#xF3;rg&#xE3;os de igreja por l&#xE1;. Era o primeiro contato dos chineses com a m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica ocidental. No s&#xE9;culo seguinte, o imperador Kangxi aprendeu a tocar cravo e fez publicar um manual com ensinamentos ocidentais e chineses lado a lado. Mais tarde, o imperador Qianlong chegou a ter seu ex&#xE9;rcito de eunucos cantando como os castrati italianos. Mas o impulso decisivo para o desenvolvimento da m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica na China foi a chegada a Xangai de refugiados russos, entre eles czaristas e judeus, expulsos pela Revolu&#xE7;&#xE3;o de 1917. No ano seguinte, aportou na cidade o pianista e maestro italiano Mario Paci, que, doente, l&#xE1; permaneceu e acabou montando a primeira orquestra de m&#xFA;sica ocidental da China. D&#xE9;cadas depois, a expans&#xE3;o do g&#xEA;nero foi interrompida, no &#xFA;nico epis&#xF3;dio hist&#xF3;rico em que o piano foi banido de um pa&#xED;s &#x2013; no caso, pela Revolu&#xE7;&#xE3;o Cultural de Mao Ts&#xE9;-Tung, que, entre 1966 e 1976, destruiu instrumentos e partituras. Dezenas de professores dos conservat&#xF3;rios se suicidaram e sinfonias ocidentais s&#xF3; voltaram a ser executadas ap&#xF3;s a morte de Mao.</p> <p> De l&#xE1; para c&#xE1;, o piano paulatinamente deixou de ser um &#x201C;corpo estranho&#x201D;. Hoje, &#xE9; respons&#xE1;vel pelo &#x201C;grande salto&#x201D; do pa&#xED;s na &#xE1;rea musical. O maior boom do instrumento no mundo se deu justamente via Lang Lang. Quase tudo na China tem dimens&#xF5;es monumentais, e a m&#xFA;sica cl&#xE1;ssica n&#xE3;o &#xE9; mais exce&#xE7;&#xE3;o. O Conservat&#xF3;rio de Sichuan, em Chengdu, que possui 800 salas para estudo de piano, est&#xE1; concluindo uma ambiciosa amplia&#xE7;&#xE3;o, que o deixar&#xE1; com 10 mil. &#xC9; um dos nove megaconservat&#xF3;rios do pa&#xED;s, para onde se encaminham os aspirantes a Lang Lang. Seu instrumento est&#xE1; em primeiro lugar na prefer&#xEA;ncia dos estudantes chineses, seguido por violino e violoncelo &#x2013; estima-se em 50 milh&#xF5;es o total de crian&#xE7;as e adolescentes martelando diariamente pianos de arm&#xE1;rio. Se isso garante um mercado gigante, representa tamb&#xE9;m uma concorr&#xEA;ncia terr&#xED;vel. Desde muito cedo, Lang Lang mentalizou que precisaria ser &#x201C;o n&#xFA;mero 1&#x201D;. A fam&#xED;lia pobre investiu o que tinha e o que n&#xE3;o tinha. O pai largou o emprego e a m&#xE3;e sustentou marido e filho em Pequim com um sal&#xE1;rio de telefonista em Shenyang.</p> <p> &#xC9; n&#xE3;o apenas curioso mas tamb&#xE9;m sintom&#xE1;tico que a educa&#xE7;&#xE3;o musical chinesa seja famosa pelo m&#xE9;todo Suzuki, de treinamento mec&#xE2;nico baseado em repeti&#xE7;&#xE3;o e memoriza&#xE7;&#xE3;o. Quando se fixou nos Estados Unidos, Lang Lang foi criticado por ter t&#xE9;cnica demais e sentimento de menos &#x2013; ouviu isso nas aulas do pianista e regente Daniel Barenboim. Resultado: o chin&#xEA;s logo se bandeou para os maneirismos exagerados. Tornou-se over. Em vez de uma l&#xE1;grima, chora convulsivamente ao piano. Em vez de um meio sorriso, estoura em gargalhadas, como se o p&#xFA;blico precisasse de doses exageradas de emo&#xE7;&#xE3;o e virtuosismo para se interessar pelo que rola no palco. &#x201C;Quero reproduzir a sensa&#xE7;&#xE3;o do balan&#xE7;o de Tiger Woods e da enterrada de Michael Jordan&#x201D;, explica. De que ele sabe tocar piano, ningu&#xE9;m duvida. Que tem uma t&#xE9;cnica fenomenal, superlativa, tamb&#xE9;m &#xE9; &#xF3;bvio. Falta controlar os excessos. Mas, se justamente os excessos &#x2013; tanto ao piano quanto no modo de se vestir &#x2013; constituem a raz&#xE3;o de seu sucesso planet&#xE1;rio, n&#xE3;o seria o caso de nos perguntarmos, como sugere Kimmelman, &#x201C;o que sua maneira de tocar diz sobre n&#xF3;s mesmos&#x201D;?</p> <p> Ela indicaria que somos parte de uma sociedade do espet&#xE1;culo, em que o show n&#xE3;o pode parar &#x2013; e as nov&#xED;ssimas atra&#xE7;&#xF5;es precisam se suceder vertiginosamente, cada uma mais extravagante e bizarra que a anterior. Engrenagem perversa, em que tudo se faz para chamar a aten&#xE7;&#xE3;o de nossos ouvidos. Em sua precoce autobiografia, Lang Lang diz que, em 2000, aos 18 anos, teve uma das maiores emo&#xE7;&#xF5;es de sua vida: &#x201C;Eu faria os concertos em seguida &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es de Evgeny Kissin, um pianista russo dez anos mais velho, que eu adorava desde garotinho. Kissin ocupava a sala de estudos pr&#xF3;xima &#xE0; minha e fiquei empolgado por estar perto do homem que admirava tanto&#x201D;.</p> <p> Doze anos depois, a situa&#xE7;&#xE3;o se inverte. Lang Lang e Evgeny Kissin integram a atual temporada da Sociedade de Cultura Art&#xED;stica em S&#xE3;o Paulo. Desta vez, o chin&#xEA;s toca antes. Kissin, formid&#xE1;vel representante da escola russa, apresenta-se em junho. Ambos j&#xE1; estiveram no Brasil. Agora, o frisson mesmo &#xE9; por causa de Lang Lang, joia principal da temporada que marca o centen&#xE1;rio da Cultura Art&#xED;stica. Vai ser interessante comparar o chin&#xEA;s e o russo em repert&#xF3;rios semelhantes, com um ciclo de confronto direto: ambos tocam os Estudos Opus 25 de Chopin, quintess&#xEA;ncia do chamado &#x201C;piano rom&#xE2;ntico&#x201D;. Fa&#xE7;am suas apostas.</p> <div class="descricao-autor"> <p> <strong>Jo&#xE3;o Marcos Coelho</strong> &#xE9; jornalista e cr&#xED;tico do jornal O Estado de S.Paulo.</p> </div><div class="onde-quando"> <p> <em>Lang Lang toca Partita N&#xBA; 1, de Bach, Sonata em Si bemol, D.960, de Schubert, e 12 Estudos, Op. 25, de Chopin</em>. Dias 20 e 22/5. Na Sala S&#xE3;o Paulo (p&#xE7;a. J&#xFA;lio Prestes, s/n, S&#xE3;o Paulo, 0++/11/3258-3344).</p> </div> Como Lang Lang, o pianista fã de hip-hop e videogame, tornou-se um ídolo pop visto como salvador pela indústria fonográfica 2012-05-16T18:17:21-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 Como Lang Lang, o pianista fã de hip-hop e videogame, tornou-se um ídolo pop visto como salvador pela indústria fonográfica Música BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/as-mulheres-de-cannes As Mulheres de Cannes 2012-05-16T13:18:47-03:00 Redação <p> Al&#xE9;m da atriz mais desejada da hist&#xF3;ria, outras beldades j&#xE1; passaram pelo tapete do festival. Relembre as mulheres dos sonhos entre os anos 1950 e 1960.</p> A 65ª edição de Cannes começa hoje, dia 16, em homenagem a Marilyn Monroe 2012-05-16T13:18:47-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados A 65ª edição de Cannes começa hoje, dia 16, em homenagem a Marilyn Monroe Notícias ALFA BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/tiro-de-festim-no-pe Tiro (de festim) no Pé 2012-05-16T12:24:00-03:00 José Geraldo Couto <p> N&#xE3;o existe hoje na Europa um autor mais controvertido do que o romancista, poeta, ensa&#xED;sta, compositor e cineasta Michel Houellebecq. Desde que publicou seu primeiro romance,<em> Extens&#xE3;o do Dom&#xED;nio da Luta</em>, em 1994, o franc&#xEA;s acumulou com a mesma prodigalidade inimigos e admiradores. Acusado de racista e mis&#xF3;gino pelo que j&#xE1; disse e escreveu &#x2013; &#x201C;O Isl&#xE3; &#xE9; a religi&#xE3;o mais est&#xFA;pida do mundo&#x201D;, por exemplo &#x2013;, o autor de <em>Part&#xED;culas Elementares</em> (1998) criou fama de arrogante e intrat&#xE1;vel.</p> <p> O romance <em>O Mapa e o Territ&#xF3;rio</em> (2010), que sai agora no Brasil, &#xE9; o novo round do embate entre o escritor e a intelligentsia de seu tempo. &#xC9; um livro ambicioso, on&#xED;voro, em que Houellebecq faz uma leitura ir&#xF4;nica e cr&#xED;tica do mercado de arte &#xE0;s muta&#xE7;&#xF5;es tecnol&#xF3;gicas, das crises econ&#xF4;micas aos desastres clim&#xE1;ticos, do imp&#xE9;rio midi&#xE1;tico &#xE0;s rela&#xE7;&#xF5;es entre campo e cidade.</p> <p> Narrado num tempo ligeiramente futuro, o romance tem como protagonista o artista visual Jed Martin, cuja produ&#xE7;&#xE3;o passa por fases bem distintas: ele primeiro, fotografa m&#xE1;quinas da era industrial em extin&#xE7;&#xE3;o; depois, sobrep&#xF5;e fotos de mapas dos guias Michelin a imagens a&#xE9;reas das regi&#xF5;es mapeadas; por fim, recorre &#xE0; pintura a &#xF3;leo, retratando profissionais de v&#xE1;rias &#xE1;reas, incluindo &#xED;cones como os artistas Jeff Koons e Damien Hirst e os magnatas da inform&#xE1;tica Bill Gates e Steve Jobs.</p> <p> Um tanto misantropo, quase indiferente &#xE0; repercuss&#xE3;o cr&#xED;tica e financeira de sua obra, Martin parece ter apenas duas rela&#xE7;&#xF5;es importantes na vida: com o pai, arquiteto aposentado que se recolhe voluntariamente a uma casa de repouso, e com uma namorada russa, executiva da Michelin, que ele no entanto deixa escapar.</p> <p> <strong>Tartaruga Doente</strong></p> <p> A certa altura, quando prepara uma grande retrospectiva de seu trabalho, Martin &#xE9; convencido por seu galerista a convidar um escritor importante para fazer o texto do cat&#xE1;logo, e o nome escolhido &#xE9;... Michel Houellebecq. A partir da&#xED;, o livro ganha uma volta a mais no parafuso da autoironia e do sarcasmo. O Houellebecq do romance &#xE9; descrito como um sujeito desleixado, antissocial, b&#xEA;bado e malcheiroso. Com sua barriga proeminente e seus bra&#xE7;os curtos, parece &#x201C;uma tartaruga doente&#x201D;. Quem ler o livro ver&#xE1; que isso &#xE9; apenas o come&#xE7;o da crueldade reservada pelo escritor a si mesmo.</p> <p> Mas aquilo que, &#xE0; primeira vista, pareceria um tiro no p&#xE9; revela-se um golpe de g&#xEA;nio. Apesar de tolas acusa&#xE7;&#xF5;es, como a de ter &#x201C;plagiado&#x201D; textos da Wikipedia e dos guias Michelin, Houellebecq (o verdadeiro) desarmou os cr&#xED;ticos e seduziu o p&#xFA;blico com este romance formid&#xE1;vel. E de quebra ganhou o principal pr&#xEA;mio liter&#xE1;rio de seu pa&#xED;s, o <em>Goncourt</em>.</p> <div class="descricao-autor"> <p> <strong>Jos&#xE9; Geraldo Couto</strong> &#xE9; jornalista e assina uma coluna no Blog do Instituto Moreira Salles</p> </div><div class="onde-quando"> <p> <strong>O LIVRO</strong></p> <p> <em>O Mapa e o Territ&#xF3;rio</em>, de Michel Houellebecq. Tradu&#xE7;&#xE3;o: Andr&#xE9; Telles. Editora Record, 400 p&#xE1;gs, R$ 49,90.</p> </div> Em <em>O Mapa e o Território</em>, o romancista Michel Houellebecq traça um retrato impiedoso de nossa época enquanto zomba de si mesmo – estratégia que acaba se revelando genial 2012-05-16T12:24:00-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 Em O Mapa e o Território, o romancista Michel Houellebecq traça um retrato impiedoso de nossa época enquanto zomba de si mesmo – estratégia que acaba se revelando genial Literatura BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/elsa-schiaparelli Elsa Schiaparelli 2012-05-15T17:59:54-03:00 Luty Vaconcelos <p> Ironia, humor, intelig&#xEA;ncia e eleg&#xE2;ncia. Essas talvez sejam as principais caracter&#xED;sticas do trabalho da surrealista italiana que revolucionou a moda nos anos de 1930. Depois de mais cinco d&#xE9;cadas fechada, a ic&#xF4;nica marca Elsa Schiaparelli vai voltar a existir. O an&#xFA;ncio oficial do retorno foi feito no mesmo dia da abertura da exposi&#xE7;&#xE3;o que homenageia a estilista no MET.</p> <p> O respons&#xE1;vel pelo revival &#xE9; o empres&#xE1;rio italiano e dono da grife desde 2006, Diego Della Valle, que nomear&#xE1; um designer em setembro &#x2013; talvez o nome de John Galliano esteja na jogada. O plano &#xE9; apresentar a primeira cole&#xE7;&#xE3;o em fevereiro de 2013, com foco especial para os acess&#xF3;rios, fragr&#xE2;ncias, cosm&#xE9;ticos e j&#xE1; algumas roupas.</p> <p> <img src="http://imgms.bravonline.abril.com.br/95/parc-colher-elsa-2.jpg" alt="parc-colher-elsa-2"/>A sede principal da nova loja ser&#xE1; o n&#xFA;mero 21 da Place Vend&#xF4;me, local do primeiro ateli&#xEA; de Schiaparelli. A estrat&#xE9;gia utilizada para fazer renascer a marca &#xE9; a mesma que Della Valle utilizou na grife de sapatos Roger Vivier, comprada por ele em 2002, e que no ano passado teve um lucro crescente de quase 70%, faturando US$ 50 milh&#xF5;es.</p> <p> O grande desafio &#xE9; conseguir manter a genialidade das cria&#xE7;&#xF5;es da estilista que incorporou o surrealismo &#xE0; moda e agregou as primeiras informa&#xE7;&#xF5;es pol&#xED;ticas e culturais ao visual das mulheres.</p> <p> <img src="http://imgms.bravonline.abril.com.br/95/parc-colher-elsa-3.jpg" alt="parc-colher-elsa-3"/>Amiga de Salvador Dal&#xED;, Luis Bu&#xF1;uel, Marcel Duchamp, Jean Cocteau, Man Ray e tantos outros artistas, Schiap &#x2013;como era conhecida em Paris &#x2013; come&#xE7;ou a fazer suas pr&#xF3;prias roupas, fugindo do tradicional estilo Chanel &#x2013; considerada a sua principal rival na &#xE9;poca. Incentivada por Paul Pioret ela abriu pela primeira vez seu atelier, mas n&#xE3;o tardou a fechar. Em 1927, reabriu as portas e apresentou uma cole&#xE7;&#xE3;o com pontos de malha criados por refugiados arm&#xEA;nios. Da&#xED; em diante o sucesso foi bomb&#xE1;stico. </p> <p> Schiaparelli foi a primeira estilista a usar estampas militares em cole&#xE7;&#xF5;es de moda, foi a criadora do tom &#x201C;Rosa-schoking&#x201D;. Implementou aviamentos, malhas e formas nunca antes experimentadas pelas mulheres. Depois brilhar durante a segunda-guerra mundial, n&#xE3;o resistiu ao excesso de sobriedade do p&#xF3;s-guerra e fechou as portas de sua maison em 1954. Aos 64 anos, escreveu sua autobiografia e viveu uma aposentadoria confort&#xE1;vel entre seu apartamento em Paris e casa na Tun&#xED;sia. Ela morreu em 13 de Novembro de 1973.</p> <p> <img src="http://imgms.bravonline.abril.com.br/95/parc-colher-elsa-4.jpg" alt="parc-colher-elsa-4"/></p> A marca voltará a existir depois de quase 60 anos com as portas fechadas 2012-05-15T17:56:02-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias A marca voltará a existir depois de quase 60 anos com as portas fechadas Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/o-fim-e-tambem-um-comeco O Fim é Também um Começo 2012-05-15T17:36:36-03:00 José Flávio Júnior <p> Ainda que tenha recebido elogios entusiasmados de parte da cr&#xED;tica e de expoentes da nova gera&#xE7;&#xE3;o da MPB, o primeiro disco de Rodrigo Campos merecia mais. S&#xE3;o Mateus N&#xE3;o &#xC9; um Lugar Assim T&#xE3;o Longe (2009) apresentava um cantor e compositor com imensa habilidade para transformar em samba hist&#xF3;rias vividas na periferia de S&#xE3;o Paulo. A inspira&#xE7;&#xE3;o vinha de S&#xE3;o Mateus, quebrada da Zona Leste em que ele cresceu, e o olhar sobre aquele universo lembrava o de um rapper. O t&#xED;tulo de seu novo trabalho, Bahia Fant&#xE1;stica, sugere uma nova geografia. Mas a mudan&#xE7;a &#xE9; relativa.</p> <p> <strong>Areia de Itapu&#xE3;</strong></p> <p> Se na estreia o artista cantava cr&#xF4;nicas com personagens e situa&#xE7;&#xF5;es inspirados em fatos reais, dessa vez o ambiente &#xE9; muito mais imaginado. Bahia Fant&#xE1;stica tomou forma ap&#xF3;s uma temporada de dez dias num hotel em Itapu&#xE3;, bairro de Salvador, quando o artista sa&#xED;a de um per&#xED;odo de depress&#xE3;o. At&#xE9; pelo escasso tempo de observa&#xE7;&#xE3;o, o resultado est&#xE1; longe de constituir um tratado sobre ritmos e humores locais. Na verdade, parece que a Bahia &#xE9; um apelido que ele d&#xE1; a S&#xE3;o Mateus. Muitas das caracter&#xED;sticas de suas primeiras cria&#xE7;&#xF5;es seguem intactas: Campos continua falando de gente (e de si mesmo). Dininho Cruz, Andreza e Alexandre est&#xE3;o entre os nomes mencionados nos versos. S&#xF3; que as letras ficaram mais sucintas e convidam o ouvinte a fantasiar novas estrofes para concluir as cr&#xF4;nicas.</p> <p> A morte &#xE9; o assunto dominante, mas quase nunca como saldo da viol&#xEA;ncia das ruas, algo recorrente em S&#xE3;o Mateus... Ela aparece mais para simbolizar o t&#xE9;rmino de coisas menores do que a vida, como a pr&#xF3;pria depress&#xE3;o que angustiou o artista. &#x201C;Ana vai morrer, n&#xE3;o tem problema/ Todo fim de tarde Aninha morre&#x201D;, ele canta em Aninha. &#x201C;Elias vem/ Elias vai nascer de novo&#x201D;, diz em Elias.</p> <p> Musicalmente, Bahia Fant&#xE1;stica supera seu antecessor. Campos se aproxima da soul music norte-americana (principalmente da obra de Curtis Mayfield) em v&#xE1;rias faixas, flerta com timbres de afrobeat em Princesa do Mar e Sou de Salvador e, mesmo sem ter a inten&#xE7;&#xE3;o, encarna Marcos Valle no balan&#xE7;o de General Geral, o &#xE1;pice do CD. Criolo, Luisa Maita e Ju&#xE7;ara Mar&#xE7;al contribuem cantando um tema cada um. Os m&#xFA;sicos mais presentes na grava&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o todos citados como produtores do &#xE1;lbum. Isso s&#xF3; comprova o car&#xE1;ter coletivo da empreitada, ainda que Campos assine a &#xED;ntegra das composi&#xE7;&#xF5;es.</p> <p> Por for&#xE7;a de tantas conex&#xF5;es e refer&#xEA;ncias bacanas, &#xE9; bem prov&#xE1;vel que o artista tenha mais sorte com Bahia Fant&#xE1;stica. Quem entrar na dele provavelmente buscar&#xE1; o in&#xED;cio de tudo em S&#xE3;o Mateus... Rodrigo Campos, ent&#xE3;o, vai nascer de novo.</p> <div class="onde-quando"> <p> <strong>O &#xC1;LBUM</strong></p> <p> <em>Bahia Fant&#xE1;stica </em>(ybmusic), de Rodrigo Campos. Produtores: Gustavo Lenza, Romulo Fr&#xF3;es, Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Maur&#xED;cio Fleury, M. Takara, Thiago Fran&#xE7;a e Rodrigo Campos. Pre&#xE7;o m&#xE9;dio: R$ 25.</p> </div> <em>Bahia Fantástica</em>, segundo álbum do paulistano Rodrigo Campos, vê a morte como símbolo dos renascimentos que a vida nos propõe 2012-05-15T15:24:28-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 Bahia Fantástica, segundo álbum do paulistano Rodrigo Campos, vê a morte como símbolo dos renascimentos que a vida nos propõe Música BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/o-dramaturgo-do-afeto O Dramaturgo do Afeto 2012-05-15T12:44:03-03:00 Enrique Diaz <p> <em>A Primeira Vista</em>. &#xC9; esse o t&#xED;tulo da pe&#xE7;a &#x2013; sem crase, mesmo &#x2013; sobre duas amigas que se conhecem h&#xE1; muito tempo. O original era <em>A Beautiful View</em>, mas ficamos pensando, eu e as atrizes Mariana Lima e Drica Moraes, que <em>Uma Bela Vista</em> poderia remeter ao bairro paulistano ou apontar para uma pe&#xE7;a pretensamente po&#xE9;tica, no sentido de adocicada demais. Sim, ela &#xE9; po&#xE9;tica, e n&#xE3;o, ela n&#xE3;o &#xE9; adocicada. &#xC9; delicada, divertida e pode ser bastante emocionante.</p> <p> Escrevi para Daniel MacIvor, o autor canadense, explicando a situa&#xE7;&#xE3;o, mas logo conclu&#xED;mos que <em>A Primeira Vista</em> era bom (dif&#xED;cil explicar que no Brasil as pessoas teriam uma tenta&#xE7;&#xE3;o imensa de acrescentar uma crase ao t&#xED;tulo, sem perceber que a brincadeira era exatamente a aus&#xEA;ncia dela). Do mesmo modo, conversamos por e-mail sobre como estabelecer uma rela&#xE7;&#xE3;o &#xED;ntima com o p&#xFA;blico sem precisar transportar a trama do Canad&#xE1; para o Brasil. No texto, por exemplo, o urso &#xE9; muito citado: os ataques de urso, o medo de urso. Ao mesmo tempo, as personagens falam muito com o p&#xFA;blico, como se estivessem falando com um amigo, algu&#xE9;m com quem se busca alguma intimidade. Como &#xE9; que a gente fala de urso como algo pr&#xF3;ximo para uma plateia carioca? Conversar por e-mail com algu&#xE9;m que nunca se viu para resolver um problema dessa natureza &#xE9; tamb&#xE9;m procurar fazer o distante pr&#xF3;ximo.</p> <p> Foi assim: eu estava em Nova York em 2001 e vi <em>In on It</em> por nenhum motivo especial. Eu me deparei com uma pe&#xE7;a para dois atores, um deles era Daniel, que tinha escrito o texto e dirigia a montagem. Um jogo vivo, divertido, com um equil&#xED;brio fino entre a com&#xE9;dia, o drama tradicional e um olhar psicanal&#xED;tico, alguma coisa sobre as proje&#xE7;&#xF5;es que fazemos de n&#xF3;s mesmos e dos outros. A pe&#xE7;a brincava com aspectos do teatro com os quais eu tinha me acostumado a brincar: as camadas da narrativa, a metalinguagem, o tr&#xE2;nsito suave do ator por essa topografia dramat&#xFA;rgica. Procurei o autor no dia seguinte, sem sucesso. Anos mais tarde, depois das apresenta&#xE7;&#xF5;es da minha pe&#xE7;a <em>Ensaio.Hamlet</em> em um festival em Nova York, fez-se o contato. Por e-mail. O ato seguinte s&#xE3;o dois anos de apresenta&#xE7;&#xF5;es de <em>In on It</em>, entre 2009 e 2011, com os talentosos amigos Fernando Eiras e Em&#xED;lio de Mello, e o Daniel, ainda que no Canad&#xE1;, por perto, dialogando com a montagem, no profundo e no raso.</p> <p> Daniel MacIvor &#xE9; brilhante, canadense, espirituoso, ator, diretor, dramaturgo, roteirista e cineasta (deve ser v&#xE1;rias outras coisas, mas essas s&#xE3;o as que conhe&#xE7;o). Entre 1986 e 2007, esteve &#xE0; frente da companhia da da kamera, escreveu pe&#xE7;as para dois ou mais atores, como<em> Never Swim Alone</em>, <em>How It Works</em>, entre outras, e v&#xE1;rios solos em que ele mesmo atuava, tais como <em>Cul-de-Sac</em>, <em>House</em> e<em> Monster</em> (talvez a minha pr&#xF3;xima&#x2026;).</p> <p> Na segunda pe&#xE7;a dele que monto,<em> A Primeira Vista</em>, a mesma sensa&#xE7;&#xE3;o de parecer simples, ser simples. O tipo de simplicidade que abre janelas e portas onde menos se espera e p&#xF5;e em xeque a mania de querer que as coisas sejam as coisas e nos deixem em paz, parando de se transformar em outras. As pe&#xE7;as dele tocam no muito pr&#xF3;ximo de n&#xF3;s, e a&#xED; &#xE9; um saco sem fundo, uma parede falsa, uma renova&#xE7;&#xE3;o de olhar que tem que estar sempre atento. &#xC9; do afeto que estamos falando, e o afeto n&#xE3;o tem cara de marrom-glac&#xEA;.</p> <p> O afeto &#xE9; terr&#xED;vel e violento, surpreendente, porque se n&#xE3;o for para arriscar, a&#xED; n&#xE3;o tem afeto, a&#xED; s&#xE3;o s&#xF3; fortalezas e verdades paradas e sem vida. Pois Daniel &#xE9; assim, ele fala do afeto: ele fala, me parece, daquele lugar entre as pessoas em que elas percebem que n&#xE3;o &#x201C;s&#xE3;o&#x201D; uma coisa em si, mas que &#x201C;s&#xE3;o&#x201D; naquilo que se mistura com os outros. E a&#xED; &#xE9; um deus-nos-acuda porque a gente quer e n&#xE3;o quer, a gente se mistura, mas quer o nosso cantinho bem arrumado, reconhec&#xED;vel. E n&#xE3;o &#xE9; assim que a banda do Daniel toca.</p> <p> &#xC9; sutil e brilhante a maneira como ele aproxima suas tramas e o dia a dia de uma esp&#xE9;cie de grande sil&#xEA;ncio &#x2013; de um sil&#xEA;ncio como condi&#xE7;&#xE3;o, que est&#xE1; por tr&#xE1;s de tudo, por baixo, por cima, pelos lados, e que faz todo o resto, todas as afli&#xE7;&#xF5;es e dramas e raz&#xF5;es e argumentos virarem uma esp&#xE9;cie de m&#xFA;sica, uma m&#xFA;sica que vai passar, j&#xE1; est&#xE1; passando. A morte pode ser uma das formas desse sil&#xEA;ncio, mas nome&#xE1;-lo como morte seria localiz&#xE1;-lo demais. Na obra de Daniel MacIvor, esse sil&#xEA;ncio &#xE9; maior e mais interessante do que uma ideia de algo que nos acontece quando n&#xE3;o funcionamos mais.</p> <div class="onde-quando"> <p> <strong>A PE&#xC7;A</strong></p> <p> <em>A Primeira Vista</em>. De Daniel MacIvor. Dire&#xE7;&#xE3;o de Enrique Diaz. Com Drica Moraes e Mariana Lima. Teatro Poeira (r. S&#xE3;o Jo&#xE3;o Batista, 104, Botafogo, RJ, tel. 0++/21/2537-8053). At&#xE9; 17/6. 5&#xAA;, 6&#xAA; e s&#xE1;b., &#xE0;s 21h; dom., &#xE0;s 19h. De R$ 50 a R$ 70.</p> </div> Em <em>A Primeira Vista</em>, que vem se destacando no Rio de Janeiro, a dupla de protagonistas divide com o público os vaivéns de sua amizade – mais ou menos como o casal da premiada <em>In on It</em>, de 2009. Enrique Diaz, diretor das duas peças de Daniel MacIvor, escreve para <strong>BRAVO!</strong> sobre o universo do canadense 2012-05-15T12:30:04-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 Em A Primeira Vista, que vem se destacando no Rio de Janeiro, a dupla de protagonistas divide com o público os vaivéns de sua amizade – mais ou menos como o casal da premiada In on It, de 2009. Enrique Diaz, diretor das duas peças de Daniel MacIvor, escreve para BRAVO! sobre o universo do canadense Teatro e Dança BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/sinatra-nao-esta-resfriado Sinatra não está resfriado 2012-05-15T12:40:28-03:00 Rafael Nardini <p> Frank Sinatra foi sem d&#xFA;vida a figura mais importante da m&#xFA;sica popular do s&#xE9;culo passado. N&#xE3;o concorda? Tudo bem. De fato, podemos dizer que ele teve rivais de peso. Talvez, em popularidade, tenha perdido para Elvis Presley e para os Beatles. Mas a carreira profissional que durou 60 anos n&#xE3;o deixa d&#xFA;vidas de que ele tinha a not&#xE1;vel capacidade para manter o seu apelo e perseguir os seus objetivos musicais.</p> <p> O cantor norte-americano surgiu para o mundo entre as d&#xE9;cadas de 1930 e 1940, quando o r&#xE1;dio era dominado pelo swing. Mais tarde ajudaria a redefinir o que era cantar e com sua voz &#x2013; &#x201C;a&#x201D; voz, segundo boa parte da cr&#xED;tica &#x2013; manteve p&#xFA;blico fiel e garantiu sempre a chegada de novos os ouvintes mesmo quando a moda era o rock. Do primeiro n&#xFA;mero um alcan&#xE7;ado nas paradas de sucesso ainda na d&#xE9;cada de 1940 at&#xE9; os milh&#xF5;es de discos vendidos na segunda metade dos anos 90, Sinatra foi o verdadeiro rei da m&#xFA;sica popular dos Estados Unidos. Com ele, composi&#xE7;&#xF5;es de Irving Berlin, George Gershwin e Cole Porter ganharam, finalmente, uma garganta &#xE0; altura. Sinatra se aposentou somente aos 80 anos, em 1995. Morreria tr&#xEA;s anos mais tarde, em decorr&#xEA;ncia de um ataque card&#xED;aco.</p> <p> Abaixo voc&#xEA; tem algumas demonstra&#xE7;&#xF5;es da habilidade do eterno "Blue Eyes", seja no cinema, nos palcos, no r&#xE1;dio ou na televis&#xE3;o:</p> <p> <em>The Lady Is a Tramp</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="560"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cmMyFCXIp0Q?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/cmMyFCXIp0Q?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="560"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>Something (Ao vivo, 1971)</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OhuV-MzxPQY?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/OhuV-MzxPQY?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>Girl From Ipanema (com Ant&#xF4;nio Carlos Jobim, ao vivo, 1967)</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FBhCeWBW88A?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/FBhCeWBW88A?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>I&#x2019;ve Got You Under My Skin (Ao vivo, 1971)</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z4ImZkBEoeQ?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/Z4ImZkBEoeQ?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>Fly Me To The Moon (Ao vivo, 1964)</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3x8EDtkpqS0?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/3x8EDtkpqS0?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>Moonlight In Vermont</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YnsawgAEeos?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/YnsawgAEeos?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>Too Marvelous for Words (Ao vivo, 1965)</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1GRdxClOwMA?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/1GRdxClOwMA?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>The Most Beautiful Girl In The World&#x201D; (Ao vivo, 1966)</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TydWAaN0vag?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/TydWAaN0vag?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>Strangers in the night</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1aNN-ntvk5Y?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/1aNN-ntvk5Y?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> <p> <em>My Way</em></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="420"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Aht9hcDFyVw?version=3&amp;hl=pt_BR"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/Aht9hcDFyVw?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420"/></object></p> <p> &#xA0;</p> Relembre apresentações memoráveis do eterno "Blue Eyes", seja no cinema, nos palcos, no rádio ou na televisão 2012-05-15T12:40:28-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Relembre apresentações memoráveis do eterno "Blue Eyes", seja no cinema, nos palcos, no rádio ou na televisão Notícias ALFA BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/um-violinista-no-telhado <em>Um Violinista no Telhado</em> 2012-05-14T17:50:31-03:00 Redação Alfa <p> Em uma an&#xE1;lise inicial pode parecer estranho ligar o ator Jos&#xE9; Mayer, eterno e um dos maiores conquistadores das novelas brasileiras na hist&#xF3;ria, com um musical. Mais ainda quando o enredo &#xE9; uma hist&#xF3;ria como a de <em>Um Violinista no Telhado</em>. Mas siga em frente. Vale a pena v&#xEA;-lo cantar.</p> <p> Com base nos contos de Shalom Aleichem, a pe&#xE7;a narra a hist&#xF3;ria do judeu Tevye, pai de cinco filhas que trabalha como leiteiro de um vilarejo na R&#xFA;ssia czarista. Surge a&#xED; a luta pela sobreviv&#xEA;ncia e os problemas familiares tendo como fundo a &#xE9;poca de constantes massacres antissemitas e a dif&#xED;cil miss&#xE3;o de honrar a religi&#xE3;o.</p> <p> O texto teve mais de 3 mil apresenta&#xE7;&#xF5;es e foi apresentado por dez anos na Broadway, em Nova York. A adapta&#xE7;&#xE3;o para o cinema tamb&#xE9;m n&#xE3;o fez feio. Foram quatro pr&#xEA;mios Oscar com o musical de 1971. O espet&#xE1;culo dirigido por Charles M&#xF6;eller e Claudio Botelho estreou em mar&#xE7;o no Teatro Alfa, em S&#xE3;o Paulo, e segue em cartaz at&#xE9; julho.</p> <p> <strong>O que:</strong> Um Violinista no Telhado</p> <p> <strong>Quando:</strong> 16 de mar&#xE7;o a 15 de julho de 2012</p> <p> <strong>Onde:</strong> Teatro Alfa, Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722</p> <p> <strong>Hor&#xE1;rios:</strong> Quinta, 21h; sexta, 21h30; s&#xE1;bado, 17h e 21h; domingo, 17h.</p> <p> <strong>Quanto:</strong> R$ 60 a R$ 200.</p> José Mayer no musical que conta a perseguição vivida pelos judeus na Rússia czarista 2012-05-14T17:37:48-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias José Mayer no musical que conta a perseguição vivida pelos judeus na Rússia czarista Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/saramago-no-cinema <em>O Homem Duplicado</em> 2012-05-14T15:45:03-03:00 Anna Carolina Lementy <p> Embora seja trabalhoso adaptar para o cinema a complexidade das emo&#xE7;&#xF5;es e da prosa arquitetadas por Jos&#xE9; Saramago, os diretores n&#xE3;o param de tentar. Depois da vers&#xE3;o cinematogr&#xE1;fica de<em> Jangada de Pedra</em>, feita em 2002, da anima&#xE7;&#xE3;o espanhola<em> A Maior Flor do Mundo</em>, baseada num conto de Saramago para crian&#xE7;as, em 2007, de <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em>, em 2008, e finalmente <em>Embargo</em>, em 2010, chegou a vez de levar para as telas <em>O Homem Duplicado</em>, um thriller sobre a extin&#xE7;&#xE3;o da identidade em uma sociedade que adora os padr&#xF5;es.</p> <p> O protagonista &#xE9; Tertuliano M&#xE1;ximo Afonso, um professor de hist&#xF3;ria que leva uma vida tediosa, &#xE0; beira da depress&#xE3;o. At&#xE9; que ele decide assistir a um filme para combater o des&#xE2;nimo. O filme n&#xE3;o tem nada de especial, mas Tertuliano fica completamente envolvido pela trama ap&#xF3;s identificar um dos atores como um s&#xF3;sia seu &#x2013; na verdade, um s&#xF3;sia de Tertuliano no passado recente. Obcecado pelo que acredita ser o seu duplo, passa a perseguir o ator, numa sequ&#xEA;ncia encadeada por eventos bizarros.</p> <p> Jake Gyllenhaal foi escalado para dar vida a Tertuliano no filme. Pelo t&#xED;tulo escolhido, <em>An Enemy</em> (Um Inimigo, em tradu&#xE7;&#xE3;o livre), a produ&#xE7;&#xE3;o deve evidenciar a persegui&#xE7;&#xE3;o e o suspense propostos por Saramago. Gyllenhaal, que tem alternado pap&#xE9;is em blockbusters como<em> Pr&#xED;ncipe da P&#xE9;rsia: As Areias do Tempo</em>e filmes mais sens&#xED;veis (mas n&#xE3;o menos pop) como<em> O Segredo de Brokeback Mountain</em> e<em> Amor e Outras Drogas</em>, parece ser uma boa escolha.</p> <p> O diretor canadense Denis Villenueve, por sua vez, dirigiu<em> Inc&#xEA;ndios</em>, de 2011, indicado ao Oscar de melhor filme em l&#xED;ngua estrangeira. Com dois pesos pesados, <em>An Enemy</em>, que come&#xE7;a a ser filmado em 2013, promete ser um film&#xE3;o.</p> <p> E vem por a&#xED; a adapta&#xE7;&#xE3;o de <em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em>, uma das obras mais conhecidas de Saramago. &#xC0; frente da tarefa, est&#xE1; o documentarista portugu&#xEA;s Miguel Gon&#xE7;alves Mendes, de &#x201C;Jos&#xE9; e Pilar&#x201D;.</p> Mais uma obra de Saramago é adaptada para o cinema.&nbsp; 2012-05-14T15:41:08-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias Mais uma obra de Saramago é adaptada para o cinema.  Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/o-chiclete-como-atitude O Chiclete como Atitude 2012-05-14T12:16:10-03:00 Redação Bravo! <p> Em novembro de 2002, a imprensa internacional noticiou que o fim da proibi&#xE7;&#xE3;o, mesmo parcial, da venda e do consumo de chiclete em Cingapura, pequeno pa&#xED;s do sudeste asi&#xE1;tico, havia gerado pol&#xEA;mica porque o pa&#xED;s tinha regras r&#xED;gidas de comportamento e muitas pessoas foram contra a medida, considerada resultado de uma press&#xE3;o comercial &#x2013; e pol&#xED;tica &#x2013; do governo norte-americano. Assim, ficou decidido que seria permitida a venda do produto apenas para uso m&#xE9;dico, a partir de 2004. A decis&#xE3;o dividiu a opini&#xE3;o p&#xFA;blica nacional, segundo apurou a jornalista brasileira Sonia Ambrosio, que esteve em Cingapura na &#xE9;poca. Ela conversou com v&#xE1;rios moradores locais para saber o que tinham achado da medida, como a vendedora Milini Choo, 23 anos, para quem o governo deveria liberar todos os tipos de chicletes. J&#xE1; o comerciante Chia Che Keng, 38 anos, queria que a proibi&#xE7;&#xE3;o integral fosse mantida.</p> <p> Cingapura havia banido a importa&#xE7;&#xE3;o, fabrica&#xE7;&#xE3;o e venda de chicletes dez anos antes, alegando que gastava milh&#xF5;es de d&#xF3;lares com limpeza p&#xFA;blica, por causa da dificuldade de remover as gomas de mascar das ruas. O recuo na decis&#xE3;o foi um dos mais dif&#xED;ceis pontos discutidos nos dois anos de intensas negocia&#xE7;&#xF5;es comerciais com os Estados Unidos, segundo Tommy Kho, que representou o governo cingapuriano nas discuss&#xF5;es. Kho contou que os dois lados chegaram a uma &#x201C;solu&#xE7;&#xE3;o habilidosa&#x201D; ao classificar certos tipos de goma de mascar como produtos de uso m&#xE9;dico. Desse modo, apenas chicletes sem a&#xE7;&#xFA;car e prescritos por m&#xE9;dicos e dentistas, com fins terap&#xEA;uticos, poderiam ser vendidos em farm&#xE1;cias. (...)</p> <p> <strong>Rebeldia no P&#xF3;s-guerra</strong></p> <p> A hist&#xF3;ria do chiclete registra resist&#xEA;ncia ao seu consumo at&#xE9; mesmo nos Estados Unidos, onde o produto foi patenteado no s&#xE9;culo 19. Para alguns norte-americanos, era uma vergonha que a maior pot&#xEA;ncia do mundo ganhasse dinheiro e ficasse conhecida no exterior como o lugar onde se fazia borracha a&#xE7;ucarada para as pessoas mastigarem. Na opini&#xE3;o desses cr&#xED;ticos, mascar goma parecia muito com o ruminar de um bovino ou caprino que, incans&#xE1;vel e demoradamente, digeria o capim na boca. Uma opini&#xE3;o, ali&#xE1;s, dividida com os estrangeiros que combatiam o regime capitalista norte-americano.</p> <p> Na contram&#xE3;o dessa vis&#xE3;o, o chiclete adquiriu um sentido de s&#xED;mbolo de rebeldia da juventude norte-americana a partir do fim da Segunda Guerra Mundial. O humorista, colunista de jornal, ator e editor Robert Benchley (1889-1945) disse certa vez que o maior de todos os movimentos da hist&#xF3;ria sempre fora &#x201C;o das mand&#xED;bulas mascando chicletes ou goma&#x201D;, tamanha era a popularidade do produto na &#xE9;poca em todas as classes sociais e idades.</p> <p> Na verdade, desde a d&#xE9;cada de 1930, no cinema, n&#xE3;o foram poucos os filmes de g&#xE2;ngsteres que traziam criminosos e at&#xE9; mesmo alguns policiais menos convencionais mascando chicletes. Depois da guerra, personagens jovens desajustados usavam o chiclete para ruminar e, assim, provocar seus interlocutores: pais, professores e autoridades. Eram supostamente os rebeldes sem causa, filhos da classe m&#xE9;dia de um pa&#xED;s que se tornara a maior pot&#xEA;ncia do mundo. Se a Am&#xE9;rica vivia o esplendor da prosperidade econ&#xF4;mica, a juventude do p&#xF3;s-guerra tinha de enfrentar a ang&#xFA;stia de um destino que lhe parecia usurpado e inevit&#xE1;vel: a impossibilidade de futuro, de viver at&#xE9; a velhice, de fazer planos para atravessar todas as etapas da vida, uma vez que pairava sobre suas cabe&#xE7;as a amea&#xE7;a de se dizimar a exist&#xEA;ncia na Terra por causa de uma guerra com bombas at&#xF4;micas.</p> <p> Aos poucos, mudan&#xE7;as de comportamento sinalizavam para a m&#xE1;xima &#x201C;viva intensamente o hoje porque pode n&#xE3;o haver amanh&#xE3;&#x201D;. Um preceito que seria radicalizado depois para a tr&#xED;ade sexo, drogas e rock&#x2019;n roll. A partir dessa premissa, surgiu uma s&#xE9;rie de movimentos e tend&#xEA;ncias que desaguariam na contracultura dos anos 60: desde o pr&#xF3;prio rock e a literatura beatnik, os quadrinhos de humor da Mad e de terror da EC Comics, com seus monstros comedores de c&#xE9;rebros, ao que se poderia chamar de cinema transviado. Jovens inconformados ignoravam o perigo dos rachas de carros e da liberdade sobre quatro ou duas rodas (...). Nesse universo, o chiclete se tornou um elemento importante de provoca&#xE7;&#xE3;o.</p> <p> Surgiam as gangues de motocicletas, que queriam viver livremente, beber, brigar, mascar chicletes (e colar a goma usada em lugares p&#xFA;blicos) e cuspir em cima da lei. Quando circulavam pelo interior, esses motoqueiros causavam p&#xE2;nico nos pacatos e muitas vezes conservadores moradores das pr&#xF3;speras cidades da Am&#xE9;rica. Al&#xE9;m do estilo agressivo, at&#xE9; mesmo no visual, eles davam muito trabalho &#xE0;s autoridades. Para o jovem, por&#xE9;m, ser rebelde era principalmente adotar um novo modo de vida, distinto de seus pais, respons&#xE1;veis, de certa forma, por aquele estado de coisas, pela bomba at&#xF4;mica e por defenderem um jeito de viver ancorado na prosperidade e na riqueza. Ia-se de encontro ao ideal de vida norte-americano, que pretendia ser a refer&#xEA;ncia planet&#xE1;ria para seu sistema pol&#xED;tico e econ&#xF4;mico de sucesso, o capitalismo, ante a amea&#xE7;a do comunismo de Moscou.</p> <p> J&#xE1; no final da d&#xE9;cada de 1940, John Garfield (1913-1952), o primeiro astro com cara de oper&#xE1;rio, fazia filmes sobre o levante juvenil da Am&#xE9;rica, como O Destino Bate &#xE0; Sua Porta (1946). Em sua curta carreira, consagrou a imagem de enfant terrible do cinema &#x2013; seria acusado de comunista e inclu&#xED;do na lista negra da ind&#xFA;stria cinematogr&#xE1;fica, o que teria sido o principal motivo para o infarto fulminante que sofreu. No auge da paranoia da ca&#xE7;a aos comunistas, Marlon Brando (1924-2004) foi o rebelde que mais teve sua imagem ligada ao chiclete, desde que sugeriu um visual displicente no filme Um Bonde Chamado Desejo (1951) e transformou a camiseta branca em um s&#xED;mbolo juvenil, enquanto James Dean (1931-1955), no filme Juventude Transviada (1955), com blus&#xE3;o de couro, jeans e chiclete na boca, plantava a semente da contracultura.</p> <p> <strong>BOBO desmoralizado</strong></p> <p> O chiclete marcaria para sempre a imagem do &#xED;cone criado pelo inconformado e turr&#xE3;o Brando. Em O Selvagem (1953), de Laslo Benedeck, ele interpretava John Strabler, l&#xED;der de uma gangue de motociclistas chamada Black Rebel Motorcycle Club, que percorria a Am&#xE9;rica em busca de divers&#xE3;o em todos os sentidos do termo &#x2013; de festas e garotas a brigas e arrua&#xE7;as. A goma de mascar, claro, era a sua companhia constante. Em Sindicato de Ladr&#xF5;es (1954), de Elia Kazan, ele fez o papel de Terry Malloy, um ex-boxeador que era usado, sem saber, para atrair &#xE0; morte um jovem trabalhador do cais do porto que ousou desafiar o chef&#xE3;o do sindicato. S&#xF3; que ele se apaixona pela irm&#xE3; da v&#xED;tima.</p> <p> (O pesquisador) Miguel Angel Schmitt Rodriguez lembrou que o ator fazia um bobo desmoralizado, tido como um &#x201C;vadio&#x201D; pelos criminosos que o conheciam. &#x201C;Pensamos que a caracter&#xED;stica de Terry como pessoa de cora&#xE7;&#xE3;o puro, e que tem a miss&#xE3;o de conquistar e resolver os problemas de Edie, n&#xE3;o combinava com cigarros. Parece que para substituir esse acess&#xF3;rio o diretor preferiu outra marca que o distinguisse dos demais: o h&#xE1;bito de mascar chicletes.&#x201D; Numa das cenas do filme, quando &#xE9; encontrado por agentes, Terry conversa normalmente com eles, mas mant&#xE9;m uma postura de pouco caso, &#x201C;mascando chiclete e olhando para os lados, como se n&#xE3;o desse a m&#xED;nima para os policiais&#x201D;, escreveu (o cr&#xED;tico) Antonio Junior. (...)</p> <p> Foi um Brando mais maduro que interpretou uma das cenas mais famosas do cinema ligadas &#xE0; goma de mascar. Em O &#xDA;ltimo Tango em Paris (1972), de Bernardo Bertolucci, ele faz um norte-americano de 45 anos que mora na capital francesa e vive atormentado pelo suic&#xED;dio de sua esposa. At&#xE9; que conhece uma beldade parisiense de 20 anos (interpretada por Maria Schneider), noiva de um jovem cineasta, e parte, com ela, para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio, dispon&#xED;vel para alugar. Ao final, depois de ser baleado pela ex-amante, seu personagem caminha lentamente at&#xE9; o balc&#xE3;o do quarto e, antes de morrer em posi&#xE7;&#xE3;o fetal, tira o chiclete da boca, grudando-o na grade &#xE0; sua frente.</p> <p> <strong>Sabor Torta de Amora</strong></p> <p> Na mesma &#xE9;poca do filme de Bertolucci, a goma de mascar ganhou vida e apareceu num assustador cl&#xE1;ssico dos contos de fadas contempor&#xE2;neo, o filme A Fant&#xE1;stica F&#xE1;brica de Chocolate, do diretor Mel Stuart (1971), baseado na obra do escritor ingl&#xEA;s Roald Dahl. Charlie &#xE9; um garoto que vive com seus pais e av&#xF3;s numa pequena casa na Inglaterra, e tem o sonho de encontrar um bilhete premiado que lhe permita visitar a maior f&#xE1;brica de chocolates do mundo, pertencente ao exc&#xEA;ntrico e lun&#xE1;tico Willy Wonka. (...). O garoto acaba sendo o &#xFA;ltimo de cinco crian&#xE7;as a conseguir o bilhete, que veio na barra de chocolate que ganhou dos av&#xF3;s como presente de anivers&#xE1;rio.</p> <p> Charlie, al&#xE9;m de pobre, era bonzinho, enquanto os outros, ricos e mimados, n&#xE3;o tinham limites para conseguir o que desejavam. N&#xE3;o respeitavam os pais e eram mal-educados. Um dos premiados era um menino muito guloso. Outra, uma garota riqu&#xED;ssima e ego&#xED;sta. O terceiro era viciado em televis&#xE3;o e a quarta, uma menina apaixonada por chiclete. Durante o passeio, cujo in&#xED;cio foi transmitido pela TV para todo o planeta, Wonka deu uma li&#xE7;&#xE3;o em todas aquelas crian&#xE7;as insuport&#xE1;veis &#x2013; menos no pobre e bom Charlie, claro. O primeiro a ser castigado foi o guloso Augustus Gloop, que, desobediente, ao cair num rio de chocolate, foi sugado por um cano que levava o doce para o resto da f&#xE1;brica.</p> <p> A pr&#xF3;xima v&#xED;tima seria Violet Beauregarde, a mocinha louca por chiclete. Wonka levou seus convidados para a sala das &#xFA;ltimas inven&#xE7;&#xF5;es, onde mostrou um chiclete que valia por tr&#xEA;s refei&#xE7;&#xF5;es. Violet, descontrolada, pegou um e come&#xE7;ou a mascar, sem dar aten&#xE7;&#xE3;o ao aviso do anfitri&#xE3;o de que a inven&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o estava conclu&#xED;da. Depois de provar a entrada e o prato principal, Violet se maravilhou com o chiclete sabor torta de amora, que deveria ser a sobremesa. De repente, no entanto, a menina come&#xE7;ou a ficar azul e inchar, at&#xE9; que... virou uma amora! Os pequenos duendes Woompa Loompas (que trabalhavam na f&#xE1;brica) apareceram e cantaram uma m&#xFA;sica cuja mensagem era: mascar chiclete o dia inteiro pode ser prejudicial &#xE0; sa&#xFA;de.</p> <div class="onde-quando"> <p> <strong>O LIVRO</strong></p> <p> <em>Ora, Bolas! &#x2013; A Inusitada Hist&#xF3;ria do Chiclete no Brasil</em>, de Gon&#xE7;alo Junior. Alameda, 192 p&#xE1;gs., R$ 42.</p> </div> <p> &#xA0;</p> Marlon Brando e James Dean se imortalizaram no cinema com personagens que não dispensavam a goma de mascar. Símbolode rebeldia, o produto é tema de “Ora, Bolas!”, livro-reportagem de Gonçalo Junior. Leia aqui um trecho da obra 2012-05-14T12:16:10-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 Marlon Brando e James Dean se imortalizaram no cinema com personagens que não dispensavam a goma de mascar. Símbolode rebeldia, o produto é tema de “Ora, Bolas!”, livro-reportagem de Gonçalo Junior. Leia aqui um trecho da obra Literatura BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/design-copa-do-mundo-minimalista-nas-ilustracoes-de-andre-fidusi Design: Copa do Mundo minimalista, nas ilustrações de André Fidusi 2012-05-11T18:00:00-03:00 Luísa Dalcin <p> O ilustrador mineiro Andr&#xE9; Fidusi criou uma s&#xE9;rie de cartazes minimalistas retratando pol&#xEA;micas, alegrias e tristezas das finais das Copas do Mundo. A nossa final preferida - e a do autor tamb&#xE9;m! - &#xE9; a de 1994, com a vit&#xF3;ria do Brasil nos p&#xEA;naltis em cima dos italianos. "Quem &#xE9; muito viciado em futebol vai entender tranquilo os cartazes!", disse Andr&#xE9; para LOLA. E a&#xED;? Quem consegue recordar a hist&#xF3;ria de cada final?</p> O ilustrador mineiro André Fidusi criou uma série de cartazes minimalistas retratando polêmicas, alegrias e tristezas das finais das Copas do Mundo 2012-05-11T18:00:00-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias O ilustrador mineiro André Fidusi criou uma série de cartazes minimalistas retratando polêmicas, alegrias e tristezas das finais das Copas do Mundo Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/concurso-box-cultural-maio-de-2012 Concurso Box Cultural - maio de 2012 2012-05-11T17:54:25-03:00 Redação <p> &#xA0;</p> <p> Para concorrer a um box com alguns dos 10 lan&#xE7;amentos selecionados por <strong>BRAVO! </strong>na edi&#xE7;&#xE3;o de maio, que est&#xE1; nas bancas, basta responder &#xE0; pergunta do m&#xEA;s: <strong>"Se voc&#xEA; pudesse ser algum dos protagonistas dos filmes acima, qual seria e por qu&#xEA;?"</strong>. As respostas devem ser enviadas para o e-mail concultbravo@gmail.com com nome, endere&#xE7;o e telefone do participante at&#xE9; o dia 31 de maio. O autor da melhor resposta ganhar&#xE1; o box cultural com alguns dos DVDs indicados na p&#xE1;gina de lan&#xE7;amentos da edi&#xE7;&#xE3;o de maio/177. O vencedor ser&#xE1; anunciado no dia 10 de junho no site.</p> <p> Leia abaixo a resposta vencedora do concurso da edi&#xE7;&#xE3;o de abril:</p> <p> Pergunta:"Se voc&#xEA; pudesse escolher um novo t&#xED;tulo para um dos filmes acima, qual seria e por qu&#xEA;?"</p> <p> Resposta:</p> <p> &#xA0;</p> <p> "Eu trocaria o nome do filme 'Precisamos falar sobre o Kevin', porque o que os personagens menos fazem &#xE9; conversar sobre ele. Daria o t&#xED;tulo de "Vermelho" porque essa cor impregna todas as cenas sobre a vida da personagem de Tilda Swinton".</p> <p> Mariane Bovoloni</p> <p> &#xA0;</p> <p> S&#xE3;o Jo&#xE3;o da Boa Vista/SP</p> <div class="regulamento"> <p> 1. Este &#xE9; um concurso de car&#xE1;ter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorteio ou pagamento nem vinculado &#xE0; aquisi&#xE7;&#xE3;o ou ao uso de qualquer bem, direito ou servi&#xE7;o, aberto a todos, exceto aos funcion&#xE1;rios da Editora Abril, seus c&#xF4;njuges ou parentes at&#xE9; 2&#xBA; grau, nos termos da Lei n&#xBA;. 5.768, de 20 de Dezembro de 1971, regulamentada pelo Decreto n&#xBA;.70.951, 9 de agosto 1972.</p> <p> 2. Para participar, os interessados dever&#xE3;o responder a pergunta: "Se voc&#xEA; pudesse ser algum dos protagonistas dos filmes acima, qual seria e por qu&#xEA;?" e enviar para o endere&#xE7;o de e-mail concultbravo@gmail.com. No corpo do e-mail dever&#xE1; enviar: nome e endere&#xE7;o completos (cidade estado, CEP, endere&#xE7;o, n&#xFA;mero, bairro e telefone). A resposta criativa dever&#xE1; ter no m&#xE1;ximo 200 caracteres.</p> <p> 3. A participa&#xE7;&#xE3;o neste concurso cultural acontecer&#xE1; no per&#xED;odo de 11de maio de 2012 at&#xE9; 31 de maio de 2012</p> <p> 4. N&#xE3;o ser&#xE3;o aceitas respostas maliciosas e/ou preconceituosas.</p> <p> 5. Cada concorrente poder&#xE1; participar quantas vezes desejar, desde que as respostas sejam enviadas em e-mails separados.6. Uma Comiss&#xE3;o Julgadora, composta por profissionais capacitados e indicados pela Editora Abril S/A, se encarregar&#xE1; de escolher 1 resposta vencedora do concurso cultural, sendo sua decis&#xE3;o soberana e irrecorr&#xED;vel.</p> <p> 7. O autor da melhor resposta receber&#xE1; como pr&#xEA;mio um box com alguns dos dvds indicados pela revista BRAVO! na se&#xE7;&#xE3;o &#x201C;lan&#xE7;amentos de dvds&#x201D; na revista. Os dvds n&#xE3;o necessariamente ser&#xE3;o enviados todos juntos, dependendo da disponibilidade da distribuidora.</p> <p> 8. Em nenhuma hip&#xF3;tese o ganhador poder&#xE1; receber o valor do pr&#xEA;mio em dinheiro ou troc&#xE1;-lo por outro bem.</p> <p> 9. O ganhador deste concurso ser&#xE1; informado por e-mail, telefonema ou telegrama logo ap&#xF3;s a escolha da melhor resposta. O resultado desse concurso cultural estar&#xE1; dispon&#xED;vel no site www.bravonline.com.br a partir do dia 10 de junho de 2012.</p> <p> 10. O vencedor do concurso cultural declara, desde j&#xE1;, ser de sua autoria a resposta criativa encaminhada ao concurso e que o mesmo n&#xE3;o constitui pl&#xE1;gio de esp&#xE9;cie alguma, ao mesmo tempo em que cede e transfere &#xE0; Editora Abril S/A, sem quaisquer &#xF4;nus para esta em car&#xE1;ter definido, plena e totalmente, todos os direitos autorais sobre o referido, para qualquer tipo de utiliza&#xE7;&#xE3;o, publica&#xE7;&#xE3;o ou reprodu&#xE7;&#xE3;o na divulga&#xE7;&#xE3;o resultado.</p> <p> 11. O autor da reposta escolhida autoriza o uso do pr&#xF3;prio trabalho, do nome e da imagem para a Bravo!, sem &#xF4;nus de esp&#xE9;cie alguma para Editora Abril.</p> <p> 12. Todo material enviado para este concurso cultural n&#xE3;o ser&#xE1; devolvido, em hip&#xF3;tese alguma, e ser&#xE1; destru&#xED;do pela promotora do evento ap&#xF3;s a divulga&#xE7;&#xE3;o do resultado.</p> <p> 13. O contemplado compromete-se a ceder seu nome, imagem, bem como "som de voz" &#xE0; empresa promotora, de forma integralmente gratuita, com vistas &#xE0; divulga&#xE7;&#xE3;o do resultado deste evento promocional, bem como com rela&#xE7;&#xE3;o a quaisquer filmagens, fotografias e grava&#xE7;&#xF5;es, as quais tenham por objetivo o refor&#xE7;o da respectiva m&#xED;dia publicit&#xE1;ria da citada campanha promocional.</p> <p> 14. Os casos omissos ser&#xE3;o decididos por Comiss&#xE3;o Julgadora referida na Cl&#xE1;usula 6 deste regulamento.</p> <p> 15. O prazo para reclama&#xE7;&#xE3;o do pr&#xEA;mio ser&#xE1; de 180 dias, contados a partir da divulga&#xE7;&#xE3;o oficial dos resultados.</p> <p> 16. O envio da resposta equivale &#xE0; total ades&#xE3;o e aprova&#xE7;&#xE3;o das regras e condi&#xE7;&#xF5;es previstas no presente regulamento, dispon&#xED;vel no site www.bravonline.com.br.</p> <p> 17. A participa&#xE7;&#xE3;o neste concurso cultural implica na aceita&#xE7;&#xE3;o irrestrita deste regulamento.</p> </div> Responda a pergunta e concorra a um box com alguns dos 10 lançamentos indicados por <strong>BRAVO!</strong> no mês de maio 2012-05-11T17:54:26-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Responda a pergunta e concorra a um box com alguns dos 10 lançamentos indicados por BRAVO! no mês de maio Concursos BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/as-dicas-de As Dicas de Tadeu Chiarelli, diretor do MAC 2012-05-11T13:26:03-03:00 Redação Bravo! <p> A revista <strong>BRAVO!</strong>pediu ao diretor do Museu de Arte Contempor&#xE2;nea da Universidade de S&#xE3;o Paulo para selecionar algumas obras que despertaram seu interesse na lista de pe&#xE7;as exibidas na SP-Arte. Confira suas indica&#xE7;&#xF5;es:</p> <p> <strong>T&#xE9;rreo</strong></p> <p> Front Light #4(2012), de Pablo Lobato. Luciana Brito Galeria</p> <p> <em>Biblioteca 9</em> (2011), de Debora Bolsoni. Galeria Marilia Razuk (acima, na galeria)</p> <p> Mat&#xE9;ria dos Sonhos(2012) de Gustavo Rezende. Galeria Marilia Razuk</p> <p> <em>Oblivio</em> (2011), de Wagner Malta Tavares. Galeria Marilia Razuk</p> <p> <em>Sem T&#xED;tulo</em>(2012), de Laercio Redondo. Silvia Cintra Galeria de Arte + Box 4 (acima, na galeria)</p> <p> Da s&#xE9;rie <em>Foi Assim que me Ensinaram</em> (2012), de Felipe Cama. Galeria Leme</p> <p> &#xA0;</p> <p> <strong>2o piso</strong></p> <p> <em>Sem T&#xED;tulo</em>(2011), de Bartolomeo Gelpi. Central Galeria de Arte</p> <p> <em>Escultura</em> (2012), de Lucas Sim&#xF5;es. Galeria Emma Thomas</p> <p> <em>Da S&#xE9;riePaisagem Dissociada</em>(2012), de Erica Ferrari. Galeria Emma Thomas (acima, na galeria)</p> A revista <strong>BRAVO!</strong> pediu ao diretor do Museu de Arte Contemporânea para selecionar algumas obras que despertaram seu interesse na lista de peças exibidas na SP-Arte.&nbsp; 2012-05-10T18:09:36-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Edição 177 - Maio 2012 A revista BRAVO! pediu ao diretor do Museu de Arte Contemporânea para selecionar algumas obras que despertaram seu interesse na lista de peças exibidas na SP-Arte.  Artes Visuais BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/ney-matogrosso-no-cinema Ney Matogrosso no cinema 2012-05-11T13:06:46-03:00 Redação Alfa <p> Apesar da tem&#xE1;tica focada no submundo e na viol&#xEA;ncia, n&#xE3;o se engane: Luz nas Trevas &#x2013; A Volta do Bandido da Luz Vermelha &#xE9; um projeto familiar. Rog&#xE9;rio Sganzerla, diretor do cl&#xE1;ssico filme de 1968, no entanto, n&#xE3;o &#xE9; quem d&#xE1; vida &#xE0; sequ&#xEA;ncia do personagem. Quem assumiu o roteiro deixado pelo pr&#xF3;prio Sganzerla foi a vi&#xFA;va do diretor, Helena Ignez, e suas filhas Djin e Sinai.</p> <p> Al&#xE9;m da mudan&#xE7;a atr&#xE1;s das c&#xE2;meras, o filme tem tamb&#xE9;m um novo interprete para o bandido: Ney Matogrosso, em seu primeiro papel principal nas telonas. O envelhecimento transforma o personagem vivido pelo cantor, agora um detento bastante peculiar, que passa os exerc&#xED;cio f&#xED;sico e o intelectual, se debru&#xE7;ando sobre leituras da filosofia de Nietzche e Kant.</p> <p> Entra em cena tamb&#xE9;m Tudo ou Nada, filho do personagem de ex-membro dos Secos &amp; Molhados, segue a trilha do pai, invadindo casas &#xE0; procura de dinheiro, joias e sexo. Sempre, claro, com a lanterna vermelha na m&#xE3;o.</p> <p> <em>Luz nas Trevas</em> &#xE9; tamb&#xE9;m um projeto que se arrasta faz tempo. O primeiro corte do filme foi exibido no Festival de Santa Maria da Feira, em Portugal, h&#xE1; quase tr&#xEA;s anos atr&#xE1;s. Algumas modifica&#xE7;&#xF5;es depois e uma exibi&#xE7;&#xE3;o na Mostra de S&#xE3;o Paulo de 2010, chega aos cinemas finalmente a vers&#xE3;o oficial.</p> <p> Confira o trailer oficial:</p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="560"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_ci75bpQaIk?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/_ci75bpQaIk?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="560"/></object></p> <em>Luz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha</em>, sequência do clássico filme de Rogério Sganzerla 2012-05-11T13:06:46-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias Luz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha, sequência do clássico filme de Rogério Sganzerla Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/instabravo InstaBRAVO! 2012-05-10T20:00:49-03:00 Redação Bravo! <p> O melhor da cultura agora tamb&#xE9;m no Instagram.</p> <p> &#xA0;</p> <p> &#xA0;</p> O melhor da cultura agora também no Instagram 2012-05-10T19:59:05-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados O melhor da cultura agora também no Instagram Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/musas-do-rock Musas do Rock 2012-05-10T19:38:51-03:00 Luísa Dalcin <p> Uma singela homenagem &#xE0;s musas que fizeram diferen&#xE7;a na hist&#xF3;ria do g&#xEA;nero, em fotos divertidas e glamourosas</p> Homenagem as divas que fizeram história 2012-05-10T19:31:45-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias Homenagem as divas que fizeram história Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/greenway-matou-o-cinema Greenaway matou o cinema 2012-05-10T16:04:52-03:00 Roberto Amado <p> O diretor de cinema Peter Greenaway chegou a S&#xE3;o Paulo com seu discurso mais ousado: &#x201C;O cinema est&#xE1; morto&#x201D;, disse, em sua palestra no evento Fronteiras do Pensamento, ocorrida nessa segunda-feira. Greenaway foi autor de algumas produ&#xE7;&#xF5;es importantes, principalmente entre 1980 e 1990 &#x2014; como o filme O Cozinheiro, o Ladr&#xE3;o, sua Mulher e o Amante &#x2014; e se destacou por se aprofundar numa est&#xE9;tica predominantemente visual em seus filmes. Hoje, ele vai mais longe: denuncia a tirania dos textos e proclama um aprofundamento da linguagem visual.</p> <p> &#x201C;O cinema come&#xE7;a com uma folha em branco, onde se escreve o roteiro. N&#xE3;o deveria ser assim&#x201D;, diz ele. &#x201C;Os americanos est&#xFA;pidos introduziram o texto e a narrativa e estragaram o cinema&#x201D;. O cinema de Hollywood &#xE9; uma das principais v&#xED;timas de suas ideias. &#x201C;Todos os filmes hoje s&#xE3;o de Hollywood, ainda que n&#xE3;o sejam feitos l&#xE1;. E s&#xE3;o sempre a mesma coisa, n&#xE3;o h&#xE1; mais novidade&#x201D;. Greenaway sugere novas formas de produzir cinema, aproveitando-se da facilidade que a tecnologia oferece. A come&#xE7;ar pelas salas de proje&#xE7;&#xE3;o. &#x201C;A escurid&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; natural ao ser humano. Como tamb&#xE9;m n&#xE3;o &#xE9; ficar sentado, olhando fixo para apenas um ponto&#x201D;, diz.</p> <p> Ele prop&#xF5;e uma mudan&#xE7;a radical na proje&#xE7;&#xE3;o, incluindo formatos de telas variados. Pintor por forma&#xE7;&#xE3;o, Greenaway &#xE9; ousado, sim, mas cumpre um papel que n&#xE3;o tem sido muito comum nos dias de hoje: o de questionar e de criticar. Ainda que suas propostas n&#xE3;o estejam desenvolvidas o suficiente para oferecer aquilo que ele procura: arte.</p> Em sua palestra, em São Paulo, ele diz que os filmes já não oferecem novidades e propõe mudanças radicais 2012-05-10T15:14:12-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias Em sua palestra, em São Paulo, ele diz que os filmes já não oferecem novidades e propõe mudanças radicais Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/os-casais-da-epoca-de-ouro-do-cinema Os casais da época de ouro do cinema 2012-05-09T18:53:35-03:00 Redação Alfa <p> Esque&#xE7;a Brad Pitt e Angelina Jolie, o mundo das celebridades j&#xE1; teve muito mais glamour</p> Esqueça Brad Pitt e Angelina Jolie, o mundo das celebridades já teve muito mais glamour 2012-05-09T18:53:35-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias Esqueça Brad Pitt e Angelina Jolie, o mundo das celebridades já teve muito mais glamour Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/acumulacao Acumulação 2012-05-09T17:40:44-03:00 Redação <p> A reportagem de capa da edi&#xE7;&#xE3;o de maio, sobre a Feira Internacional de Arte de S&#xE3;o Paulo, motivou uma fotografia da artista pl&#xE1;stica Fl&#xE1;via Junqueira e do fot&#xF3;grafo Edouard Fraipont. Convidada por <strong>BRAVO!</strong>, a paulistana reuniu em um s&#xF3; espa&#xE7;o 27 obras que estar&#xE3;o no evento, dando origem a uma nova imagem. A montagem aconteceu na Galeria Bar&#xF3;, em S&#xE3;o Paulo. Assista ao v&#xED;deo com o <em>making of</em> da produ&#xE7;&#xE3;o abaixo, e conhe&#xE7;a as pe&#xE7;as usadas por Fl&#xE1;via e Edouard <a href="http://bravonline.abril.com.br/flash/sparte" rel="clicanco aqui">clicanco aqui</a></p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="349" width="620"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41851411&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0"/><embed allowscriptaccess="always" height="349" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41851411&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" width="620"/></object></p> Um vídeo mostra o processo de criação da fotografia feita pelos artistas Flávia Junqueira e Edouard Fraipont para&nbsp;<strong>BRAVO!</strong> de maio, com obras que estarão na SP-Arte 2012-05-09T17:40:44-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Um vídeo mostra o processo de criação da fotografia feita pelos artistas Flávia Junqueira e Edouard Fraipont para BRAVO! de maio, com obras que estarão na SP-Arte Artes Visuais BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/luxo-e-arte-leiloes Luxo e arte: leilões&nbsp;trazem Andy Warhol e Roy Lichtenstein 2012-05-09T16:33:22-03:00 Redação Lola <p> Depois de anos e anos fora do mercado, algumas obras conceituadas da arte pop de Andy Warhol e Roy Lichtenstein voltam a agitar os leil&#xF5;es de Nova York: Double Elvis e Sleeping Girl valem de 30 a 50 milh&#xF5;es de d&#xF3;lares cada.</p> Depois de anos e anos fora do mercado, algumas obras conceituadas da arte pop de Andy Warhol e Roy Lichtenstein voltam a agitar os leilões de Nova York 2012-05-09T16:17:38-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Notícias Depois de anos e anos fora do mercado, algumas obras conceituadas da arte pop de Andy Warhol e Roy Lichtenstein voltam a agitar os leilões de Nova York Notícias BRAVO! BRAVO! http://bravonline.abril.com/materia/prosa-dalem-mar Prosa d'além mar 2012-05-08T18:27:47-03:00 Redação <p> Uma nova leva de ficcionistas portugueses atravessou o Atl&#xE2;ntico para aportar no mercado editorial brasileiro. Entre os autores, todos na faixa dos 40 anos, est&#xE3;o nomes como Gon&#xE7;alo M. Tavares (que arrancou elogios de Jos&#xE9; Saramago), Valter Hugo M&#xE3;e (sensa&#xE7;&#xE3;o na Flip de 2011) e Jos&#xE9; Lu&#xED;s Peixoto<em> (foto)</em>.</p> <p> Veja abaixo um v&#xED;deo em que Peixoto l&#xEA; um trecho de seu mais recente romance, <em>Livro</em>, sobre um casal que teve de se separar durante o regime salazarista.</p> <p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="349" width="620"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41591334&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0"/><embed allowscriptaccess="always" height="349" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41591334&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" width="620"/></object></p> O escritor português José Luis Peixoto lê um trecho de <em>Livro</em>, seu novo romance, para as câmeras de <strong>BRAVO!</strong>. Assista ao vídeo 2012-05-08T12:49:59-03:00 Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados Só no Site O escritor português José Luis Peixoto lê um trecho de Livro, seu novo romance, para as câmeras de BRAVO!. Assista ao vídeo Literatura BRAVO! BRAVO!