BRAVO! - Completohttp://bravonline.abril.com.br/feed/atom2012-05-18T19:54:08-03:00BRAVO!http://bravo3.abrilm.com.br/imagem/favicon.icoBravo! Cultura no Brasil - Feed CompletoCopyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadoshttp://bravonline.abril.com/materia/mostra-john-cassavetesMostra John Cassavetes2012-05-18T19:54:08-03:00Redação Alfa
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Precursor do cinema independente norte-americano, John Cassavetes construiu sua filmografia mesmo em atrito com grandes estúdios. Sombras, o primeiro filme dirigido por ele, veio em 1959. Produção de poucos recursos que contou com a colaboração de amigos para sair, mas que entrou na história como um marco para a sétima arte.</p>
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Além do longa de estreia, outros quatro filmes do autor estão em cartaz até domingo, na Cinemateca Brasileira. Faces, Uma Mulher Sob Influência e Noite de Estreia, todos protagonizados pela atriz Gena Rowlands. A Morte de Um Bookmaker Chinês, que homenageia o ator Ben Gazzara, também tem projeção garantida.</p>
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<strong>Programe-se:</strong></p>
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<strong>18/05 (sexta-feira)</strong>18h Faces20h30 Uma mulher sob influência</p>
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<strong>19/05 (sábado)</strong>18h Noite de estreia21h Sombras</p>
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<strong>20/05 (domingo)</strong>14h30 Faces 17h Uma mulher sob influência 20h A morte de um bookmaker chinês</p>
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<strong>O que:</strong> Mostra John Cassavetes</p>
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<strong>Onde:</strong> Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207)</p>
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<strong>Quando:</strong> até 20 de maio</p>
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<strong>Quanto:</strong> R$ 8</p>
Cinco filmes do diretor estão em cartaz até domingo, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo2012-05-18T19:54:08-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasCinco filmes do diretor estão em cartaz até domingo, na Cinemateca Brasileira, em São PauloNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/redescoberta-do-brasilRedescoberta do Brasil2012-05-18T19:48:33-03:00Josélia Aguiar
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Soava estranho, talvez misantropo aquele novo romancista português que só usava letras minúsculas para escrever o próprio nome e os parágrafos caudalosos, de palavras desconhecidas aqui. A estranheza logo se desfez. Primeiro durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) do ano passado, numa mesa que arrebatou a plateia e o tornou campeão de vendas na livraria oficial do evento. Depois, no Twitter e no Facebook, em que costuma aparecer quase diariamente, Valter Hugo Mãe, a partir de agora com maiúsculas, foi mostrando que, além de boa praça, faz rir com seus comentários jocosos sobre si mesmo e seu país. Só o Brasil parece a salvo das anedotas – às bandas de cá, reserva apenas ternura.</p>
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Hugo Mãe, nascido em 1971, é o mais pop em sua geração de ficcionistas de Portugal – turma na faixa dos 40 anos, revelada por prêmios importantes, cujos livros chegam com intervalos cada vez menores ao mercado brasileiro. A crescente popularidade da nova geração lusa entre nós pode ser deduzida pelo fato de Hugo Mãe lançar dois títulos ao mesmo tempo por aqui: <em>O Nosso Reino</em>, de 2004, que trata da infância e marca a estreia do escritor, sai agora pela Editora 34, assim como o mais recente, <em>O Filho de Mil Homens</em>, que aborda a paternidade e que a Cosac Naify publica seis meses após a obra vir à tona na Europa.</p>
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Aqueles que conhecem as incursões do romancista pelas artes plásticas e pela música, como letrista e vocalista – a canja que deu numa festa da Flip cantando o clássico <em>O Fado de Cada Um</em> virou hit no YouTube à época –, podem supor erroneamente que escrever é mais um de seus tantos ofícios. Ao contrário. As demais experiências são complementos, não desvios, do seu projeto de longo curso, que é fazer livros. O próximo está já no horizonte, aliás. “Será o lado lunar de <em>O Filho de Mil Homens</em>, que é muito soalheiro”, conta Hugo Mãe à<strong> BRAVO!</strong>. “Quero pensar na rejeição extrema sofrida por uma criança.”</p>
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Da mesma safra, mas esteticamente muito distinto, José Luís Peixoto (de 1974) acaba de publicar Livro, com a chancela da Companhia das Letras, e é um dos convidados da próxima Flip, em julho. O título prenuncia a metáfora desse romance, que aborda separação e reencontro: o que dá sentido à história de Ilídio e Adelaide, apartados durante o regime salazarista, é justamente um livro. Ditaduras e guerras, aliás, são mais do que pano de fundo na obra desses novos autores. A formação deles se dá sob a influência dessas rupturas e desses recomeços, sobre os quais podem escrever sem restrição. “Minha geração não viveu a ditadura salazarista. Essa característica deu-nos liberdade”, explica Peixoto.</p>
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Um Portugal arcaico e camponês se revela em livros de Hugo Mãe, enquanto outro, o de emigrados fugidos da ditadura ou das guerras coloniais, sobressai nos de Peixoto e de uma autora que os brasileiros vão começar a conhecer melhor a partir de agora. De geração um pouco anterior, Dulce Maria Cardoso (de 1964) é outra convidada da próxima Flip e tem o premiado <em>O Retorno</em> lançado por uma editora portuguesa recém-aportada no Brasil, a Tinta da China.</p>
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Não é coincidência que a história das personagens lembre a da autora, que aos 11 anos, acompanhando a família, embarcou de volta a Lisboa num avião de Luanda. Vistos como quase intrusos a invadir subitamente o país onde nasceram, os portugueses que deixaram Angola e Moçambique quando começou a luta de independência são logo chamados com um apelido depreciativo por quem os recebe: os “retornados”, sob a ótica dos que lá estão, contribuíram para levar o país ao colapso econômico atual. Em sutilezas que o brasileiro nem sempre percebe, o trauma da guerra se pode notar – nascidos em Luanda que tiveram de sair muito cedo do continente africano, como Valter Hugo Mãe, se declaram portugueses.</p>
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<strong>Na mesma estante</strong></p>
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Unidos por laços literários que se esgarçaram no século 20, Brasil e Portugal voltaram a compartilhar autores sobretudo na última década. A bem dizer, o intercâmbio começou um pouco antes. A descoberta pelo leitor brasileiro da obra de José Saramago (1922-2010), agraciado com o primeiro Nobel para um autor de língua portuguesa, despertou a curiosidade para nomes como o de António Lobo Antunes, hoje com 69 anos.</p>
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O clima lusófono se reforçou na última década por causa de um iminente novo acordo ortográfico e, principalmente, em razão da entrada no Brasil de editoras portuguesas fortalecidas numa então pujante União Europeia.O apoio financeiro do governo de Portugal a edições e traduções mundo afora trouxe para cá não só autores tão distintos como Inês Pedrosa e João Tordo mas também os da África que fala o mesmo idioma, como o angolano Ondjaki. Com a recente crise nos países ibéricos, grupos editoriais instalados havia pouco tempo no mercado brasileiro, a exemplo de Leya e Babel, querem ampliar sua presença no país. Editoras menores também chegam – a Tinta da China lança ainda neste ano <em>E a Noite Roda</em>, romance de estreia de Alexandra Lucas Coelho, e outro de Dulce Maria Cardoso, <em>Os Meus Sentimentos</em>.</p>
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Os autores de lá veem no Brasil a possibilidade de encontrar mais leitores que possam compreendê-los num idioma que a princípio soa estranho, mas é o mesmo. “Queiramos ou não, em países como a França, a Alemanha e os Estados Unidos, Brasil e Portugal ocupam a mesma estante. Eu sou dos que estimam essa parceria”, diz Lídia Jorge, outra autora que passa a ter sua obra publicada no país com mais regularidade. Seu recente <em>A Noite das Mulheres Cantoras</em>, publicado em Portugal no ano passado, sai agora pela Leya daqui.</p>
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<strong>Contraste gritante</strong></p>
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Não só os leitores parecem curiosos com a nova onda portuguesa. Os críticos literários também. Luiz Costa Lima, do Rio de Janeiro, ressalta qualidades em dois autores que já avaliou: além de Lobo Antunes, o múltiplo e cerebral Gonçalo M. Tavares, este o mais celebrado de todos de sua geração, o “futuro Nobel daqui a 25 anos”, como previu Saramago. A máquina de fazer pensar de Gonçalo é um assombro não apenas estético como também produtivo – com mais de 30 livros publicados em uma década, lançou outros dois em Portugal em dezembro passado, <em>Short Movies</em> e <em>Canções Mexicanas</em>. “A seriedade, a inventividade e a elaboração intelectual dos romances de ambos são de fato um contraste gritante com a superficialidade temática e o convencionalismo narrativo de nossa prosa”, afirma Costa Lima.</p>
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Os mineiros Silviano Santiago e Maria Esther Maciel também elogiam os portugueses. “Tento evitar generalizações, mas acho que, sim, muitos escritores atuais de Portugal têm nos surpreendido com livros vigorosos, inventivos e incomuns”, diz Maria Esther. “Talvez por se furtarem às exigências de um realismo explícito ou à expressão direta de uma experiência pessoal, eles estejam mais abertos ao exercício da imaginação. O apuro da linguagem, aliado a enredos e estratégias narrativas instigantes, é uma das marcas dessa literatura.”</p>
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Silviano Santiago explica tal distinção pelo fato de Portugal ser ainda um país literário como a França foi até a década de 1960 e a Espanha se tornou a partir de então. Um autor português, acrescenta Santiago, tem motivos para buscar a perfeição formal e de conteúdo ambicionada pelos grandes mestres do passado: “Essa atualidade obsoleta, extremamente simpática aos que ainda amam ler bons livros e digna de elogio da minha parte, autentica a formação rica e rigorosa do escritor português contemporâneo e, principalmente, incentiva-o a se expressar através das palavras e do papel impresso”.</p>
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<strong>Josélia Aguiar</strong> é jornalista e doutoranda em história. Edita o blog <em>Livros</em> <em>Etc</em>. na Folha.com.</p>
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<strong>OS LIVROS</strong></p>
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<em>O Filho de Mil Homens</em>, de Valter Hugo Mãe. Cosac Naify, 256 págs., R$ 39.<em>O Nosso Reino</em>, de Valter Hugo Mãe. Editora 34, 168 págs, R$ 35. <em>Livro</em>, de José Luís Peixoto. Companhia das Letras, 288 págs., R$ 42.</p>
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Depois de José Saramago e António Lobo Antunes, uma nova geração de escritores portugueses cruza o Atlântico. Para a crítica brasileira, os jovens autores d’além-mar se destacam pelo rigor formal e são mais inventivos que os daqui2012-05-18T13:15:56-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012Depois de José Saramago e António Lobo Antunes, uma nova geração de escritores portugueses cruza o Atlântico. Para a crítica brasileira, os jovens autores d’além-mar se destacam pelo rigor formal e são mais inventivos que os daquiLiteraturaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/no-topoNo Topo2012-05-18T18:09:11-03:00Bruno Moreschi
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A exposição O Mundo Mágico de Escher, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, terminou em 27 de março de 2011, um domingo. Era dia de dois jogos importantes do campeonato carioca: Fluminense x Vasco e Flamengo x Madureira. Havia a previsão de estádios cheios. Mas fila mesmo foi a que se formou na rua Primeiro de Março, no Centro, em volta do prédio histórico do CCBB-RJ. Enquanto 34 mil pessoas dirigiram-se para os campos, 39 mil decidiram ver as 92 gravuras e desenhos do artista holandês M. C. Escher (1898-1972). No último fim de semana em que esteve em cartaz, a mostra ficou aberta até a meia-noite e registrou 62 mil visitantes.</p>
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O reconhecimento internacional veio no mês passado. De acordo com o ranking divulgado anualmente pelo jornal inglês The Art Newspaper, a exposição brasileira foi a mais vista do mundo em 2011. Em cartaz por pouco mais de dois meses, a mostra de Escher levou 573.691 pessoas ao CCBB-RJ. Com a inédita primeira colocação, o evento ficou na frente de exposições em instituições de prestígio internacional, como o japonês Tokyo National Museum (segundo lugar) e o francês Grand Palais (quinto). O Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, e o D’Orsay, em Paris, não figuram entre os dez primeiros, como seria de esperar. Respeitado no meio das artes visuais, The Art Newspaper promove o ranking desde 1996. Para elaborá-lo, o jornal computou dados de mais de 400 instituições culturais de todo o mundo, levando em conta o total de visitantes das exposições temporárias e o período em que permaneceram em cartaz.</p>
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“Desde que começamos o mapeamento, a popularidade das mostras cresceu. Mais pessoas estão vendo arte”, diz um dos editores, Javier Pes. De fato, nas primeiras edições do ranking, a frequência registrada pelos museus não superava 3 mil pessoas por dia. No ano passado, o número que levou o CCBB-RJ ao pódio foi de 9.677. Para Pes, o resultado de 2011 não é uma surpresa. No ano anterior, três mostras do próprio CCBB-RJ – Islã, Linha de Sombra, da gaúcha Regina Silveira, e Rebelião em Silêncio, da alemã Rebecca Horn – ficaram bem posicionadas, com os 13º, 14º e 15º lugares, respectivamente. “Finalmente surgiu um rival de peso para os museus japoneses”, aponta o editor.</p>
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<strong>BEM NA FOTO</strong></p>
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Segundo o diretor da instituição carioca, Marcelo Mendonça, os espaços interativos, a permissão para o uso de máquina fotográfica dentro do centro cultural e a entrada gratuita foram cruciais para a popularidade do CCBB: “Na exposição de Escher, era comum ver jovens se fotografarem diante das obras e colocarem as imagens nas redes sociais. Tivemos uma divulgação espontânea sem precedentes em nossa história”. Apesar de não constarem do ranking do The Art Newspaper, o CCBB de São Paulo e o de Brasília também ostentam longas filas. A instituição deve inaugurar em outubro seu quarto endereço, desta vez em Belo Horizonte. A fórmula é a mesma: ocupação de uma construção histórica restaurada – no caso, um palacete na praça da Liberdade, na Savassi.</p>
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Não há dúvida de que o Brasil entrou no calendário das megaexposições internacionais, chamadas pelos especialistas de blockbusters, como a de Escher. Há dez anos, Mendonça tinha dificuldade em convencer grandes museus a ceder suas coleções para nossas mostras. “Isso mudou. Recebi recentemente visitas do Smithsonian, de Washington, e do D’Orsay. Ambos querem expor aqui.” No ano passado, a diretoria do Pompidou interessou-se em saber mais sobre “a tal instituição” que figurou tão bem no ranking. “Claro que o feito merece comemoração”, diz Rodrigo Moura, curador do Instituto de Arte Contemporânea Inhotim, de Minas Gerais. “Melhor ainda, porém, vai ser quando essa notícia incentivar o investimento em museus com coleções permanentes, já que o CCBB não tem acervo próprio.”</p>
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<strong>CCBB - RJ</strong></p>
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<em>Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro </em>(r. Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro, RJ, tel. 0++/21/3808-2020). De 3ª a dom., das 9h às 21h. Grátis.</p>
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Saiba por que a exposição de Escher no CCBB do Rio de Janeiro foi a mostra mais visitada do mundo em 2011, de acordo com recente levantamento do jornal <em>The Art Newspaper</em>2012-05-18T17:59:36-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012Saiba por que a exposição de Escher no CCBB do Rio de Janeiro foi a mostra mais visitada do mundo em 2011, de acordo com recente levantamento do jornal The Art NewspaperArtes VisuaisBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/dancas-para-bachDanças para Bach2012-05-18T17:50:35-03:00Redação
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A convite do músico Dimos Goudaroulis, seis coreógrafos criaram peças inspiradas nas <em>Seis Suítes para Violoncelo Solo,</em> de Bach. O resultado do processo, que envolveu artistas como Jorge Garcia, Luis Arrieta e Henrique Rodovalho, pode ser visto no espetáculo<em> Logos-Diálogos, </em>que acontece neste mês em São Paulo.<strong> BRAVO!</strong> acompanhou os ensaios de Garcia e Arrieta, que contracena com a bailarina Ana Botafogo em um<em> pas-de-deux</em>.</p>
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Confira o vídeo abaixo:</p>
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Assista a um ensaio do espetáculo <em>Logos-Diálogos</em>, que acontece neste mês em São Paulo2012-05-02T13:31:08-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosAssista a um ensaio do espetáculo Logos-Diálogos, que acontece neste mês em São PauloTeatro e DançaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/big-brother-a-italianaBig Brother à italiana2012-05-18T13:03:41-03:00Estela Cotes
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Para o escritor e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini a televisão é um meio que emburrece as pessoas. Matteo Garrone, diretor da mesma nacionalidade, compartilha desse ponto de vista. Ele é o responsável por <em>Reality</em>, filme que abriu o Festival de Cannes esta sexta, dia 18.</p>
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O longa concorre à Palma de Ouro e acompanha a luta de Luciano (Aniello Arena) para tentar entrar no Big Brother da Itália. Casado e com três filhos, ele mora em Napoli e é dono de uma peixaria. A única maneira que enxerga para vencer a crise econômica (novamente aparecendo como tema, como no filme de Jacques Audiard) é se inscrever no reality show para ganhar uma bolada. Estar dentro da televisão passa a ser sua obsessão. Luciano se sente vigiado por supostos organizadores do programa no seu dia-a-dia e, aos poucos, vai perdendo a identidade. “Nosso maior desafio no filme era fazer este link entre o sonho e a realidade. Os programas de televisão mudaram muito e nós queremos mostrá-los como um Eldorado que as pessoas querem alcançar”, explica Garrone. A intenção do diretor italiano, no entanto, não é generalizar o comportamento de todos diante do veículo.</p>
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Filho de crítico de teatro, Garrone não deixa de lembrar a importância histórica de Roma e Napoli para a arte, construindo uma vila no formato do Palco Italiano. O cineasta lança <em>Reality</em> durante o festival depois de quatro anos de seu último filme, <em>Gomorra</em>. “Estava procurando um tema que fosse mais surpreendente. Durante uma viagem, cheguei perto de um muro e pensei em trabalhar essa metáfora. Não queria fazer outro filme denúncia. Queria agora mostrar meu próprio ponto de vista da sociedade atual”.</p>
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Diretor Matteo Garrone critica a televisão em seu novo filme, <em>Reality</em>2012-05-18T13:03:41-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosDiretor Matteo Garrone critica a televisão em seu novo filme, RealityNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/no-reino-da-ambiguidadeNo Reino da Ambiguidade2012-05-17T18:59:49-03:00Mariana Delfini
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Retratos sui-generis destacam-se no acervo de 16 mil imagens de Madalena Schwartz (1921-1993), fotógrafa húngara que aportou no Brasil em 1960, depois de viver mais de 20 anos na Argentina. Rostos com purpurina, homens de batom e mulheres misteriosas entrelaçam-se nas 100 fotos em preto-e-branco agora reunidas no livro <em>Crisálidas</em>.</p>
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O volume, que o Instituto Moreira Salles lança neste mês, foi organizado pelo filho da fotógrafa, o professor da Universidade de São Paulo Jorge Schwartz. “As imagens exploram principalmente as ambiguidades do corpo e da sexualidade”, explica. Ele se recorda da mãe como uma senhora tímida que dificilmente seria associada, à primeira vista, aos travestis e artistas libertários que retratou nas décadas de 1970 e 80.</p>
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Madalena descobriu-se fotógrafa aos 45 anos, no lendário Foto Cine Clube Bandeirantes. Em paralelo a trabalhos para a Editora Abril e a Rede Globo, fazia fotos de conhecidos e amigos. Em seu apartamento no edifício Copan, no centro de São Paulo, foram realizadas imagens que integram <em>Crisálidas</em> – nome que evoca o estágio intermediário da metamorfose entre larva e inseto adulto. Alguns dos retratos do livro estavam na primeira exposição individual de Madalena, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), em 1974.</p>
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<strong>O LIVRO</strong></p>
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<em>Crisálidas</em>, org. de Jorge Schwartz. Com textos de Bia Abramo e Edgardo Cozarinsky. Instituto Moreira Salles, preço a definir.</p>
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A coletânea <em>Crisálidas</em>, da fotógrafa húngara Madalena Schwartz, reúne imagens que embaralham as noções de masculino e feminino2012-05-17T18:59:49-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012A coletânea Crisálidas, da fotógrafa húngara Madalena Schwartz, reúne imagens que embaralham as noções de masculino e femininoLiteraturaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/o-premiado-o-pagador-de-promessasO premiado<em> O Pagador de Promessas</em>2012-05-17T16:01:23-03:00Roberto Amado
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O forte do cinema brasileiro nunca foi o reconhecimento internacional. Alguns bons diretores brasileiros, como Fernando Meirelles e Walter Sales, conseguiram essa proeza, mas em termos de premiação internacional, os filmes brasileiros têm muita pouca história para contar.</p>
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Uma exceção a essa regra é<em>O Pagador de Promessas,</em> que há exatos 50 anos ganhou um dos mais importantes prêmios internacionais da área: a Palma de Ouro de Cannes.</p>
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O filme é baseado numa peça de Dias Gomes, escrito e dirigido por Anselmo Duarte. E tem, no elenco, celebridades daquela época, como Leonardo Villar, Glória Menezes e Norma Bengel. Além disso, conta uma história bem brasileira. Zé, um homem do sertão, faz uma promessa: se seu burro se curar, ele carregaria uma cruz até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador. Mas, por se tratar de um burro, o padre local não aceita o pagamento da promessa e, a partir daí, se desenrola o drama que marcou a história do cinema brasileiro. Além da Palma de Ouro, O Pagador de Promessas também foi indicado ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro de 1963.</p>
O filme de Anselmo Duarte ganhou, 50 anos atrás, a Palma de Ouro em Cannes, o único brasileiro a ter essa regalia2012-05-17T16:01:23-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosO filme de Anselmo Duarte ganhou, 50 anos atrás, a Palma de Ouro em Cannes, o único brasileiro a ter essa regaliaNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/o-ano-em-que-meu-irmao-saiu-de-feriasO Ano em que meu Irmão saiu de Férias2012-05-17T12:40:35-03:00Lúcia Monteiro
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Como fui presa política muito jovem, acho que a tortura vai marcar para sempre meu trabalho.” Não é difícil relacionar a frase acima, da cineasta carioca Lúcia Murat, com seu primeiro longa, Que Bom Te Ver Viva. Lançado em 1988, o filme combinava um monólogo encenado pela atriz Irene Ravache com depoimentos de oito mulheres que militaram contra a ditadura e que, na prisão, foram vítimas da tortura. Era preciso descrever a experiência do cárcere, falar dos companheiros desaparecidos e, assim, elaborar duas sensações díspares: a culpa por ter sobrevivido e a vitória (ainda que amarga) de ter sobrevivido. Com sua mais recente produção, Uma Longa Viagem, que tem estreia prevista para este mês, Lúcia Murat volta a tratar dos anos de chumbo no Brasil. Mas de uma perspectiva diferente. O foco agora está na pequena história. Ou em como a ditadura militar e a militância política da diretora repercutiram em sua família, mais especialmente no destino do irmão caçula, Heitor.</p>
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Lúcia atuava no movimento estudantil e em 1971, aos 22 anos, foi presa. Saiu da Penitenciária de Bangu três anos mais tarde. Com medo de que o filho mais novo tivesse a mesma sorte, os pais o mandam para uma temporada de estudos em Londres, que se transformou em imersão na contracultura. Heitor se jogou no universo do rock, das drogas, da liberdade total. Iniciava-se ali um périplo que incluiria países como Nova Zelândia, Estados Unidos, Grécia, Marrocos e Afeganistão e só acabaria na Índia, depois de nove anos, num surto esquizofrênico. Nesse período, Miguel, irmão mais velho de Lúcia, formou-se médico, casou-se, teve filhos. Sua morte prematura motiva o filme, que no entanto não revela muito sobre o primogênito — é uma das lacunas da história. “Não foi uma decisão. Aconteceu assim”, explica a diretora.</p>
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Uma Longa Viagem é um legítimo “filme-processo”, que expõe a procura pela própria forma. Documentário que conta com recursos ficcionais, combina as entrevistas com Heitor a cenas em que o ator Caio Blat interpreta as brilhantes cartas enviadas pelo filho viajante à família. Em ambos os corpos, a lucidez e o senso de humor do personagem impressionam. Em determinado momento, Lúcia intercala uma descrição que faz de sua passagem por Cannes como cineasta com a do irmão, numa improvável escala a caminho da África. Em imagens dos anos 30, garotas dançam cancã na praia e uma delas sai do ritmo. Além de ilustrar a diferença entre as experiências dos dois irmãos na Côte d’Azur, a sequência condensa um desajuste comum aos filmes que trabalham a memória do período de ditadura. Seus realizadores lidam com uma história feita de mistérios e lacunas.</p>
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Mais avançados no processo de julgamento dos crimes cometidos durante suas ditaduras militares, Argentina e Chile viram surgir, há cerca de uma década, cineastas interessados nas repercussões desse período político na pequena história. Seus filmes recuperam o olhar de crianças que cresceram em meio a reuniões clandestinas, mudanças de país e passaportes falsos. É o caso das ficções Kamchatka, lançada pelo argentino Marcelo Piñeyro em 2002, e Machuca, de 2004, do chileno Andrés Wood, e também de produções mais recentes, como o documentário equatoriano-chileno Abuelos, de Carla Valencia Dávila, e a ficção El Prémio, da argentina Paula Markovitch.</p>
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<strong>Aversão a reuniões</strong></p>
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No Brasil, a primeira ficção sobre a ditadura a adotar uma perspectiva familiar — no caso, a de um garoto de 12 anos — foi O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de 2006, de Cao Hamburger. De 2011, o documentário Diário de uma Busca, da gaúcha Flavia Castro, também adota um ponto de vista íntimo, o próprio: filha de dois militantes, a diretora cresceu no exílio, na Argentina, no Chile e na França. Sua narrativa oscila entre o policial e o filme de família. Ao lado do irmão antropólogo João Paulo Castro, o Joca, ela tenta juntar os pedaços da história de seu pai, o jornalista Celso Castro, ex-membro do Partido Operário Brasileiro que morreu baleado em 1984, num suposto assalto, que nunca ganhou uma explicação convincente. O longa combina de maneira emocionada a revolta da menina, que não entende por que o pai deve deixar o Brasil justo no dia em que ele faz aniversário, à dor de ter a casa de Santiago revirada por militares chilenos (com um dos moradores preso e morto) depois do golpe que derrubou o presidente Salvador Allende. Assim como Carla Valencia Dávila e Paula Markovitch, Flavia faz parte de um grupo de cineastas filhos de militantes. Se compartilham com seus predecessores uma arguta consciência política, não herdaram o mesmo engajamento.</p>
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“Detesto reuniões”, diz Flavia Castro, 46 anos. “Não fiz um filme militante. Estava interessada na vivência íntima, nos aspectos menos visíveis da história.” Lúcia Murat, representante da geração anterior (ela tem 63 anos), ensaia uma explicação: “Talvez o fato de vivermos um tempo em que as utopias caíram em desuso nos leve a abordar a história com base em experiências pessoais”. Flavia e Lúcia continuam o trabalho em seus próximos filmes. Serão ficções e têm títulos próximos, respectivamente A Memória É um Músculo da Imaginação e A Memória que Me Contam.</p>
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Nesse conjunto de produções, a grande e a pequena história se entrelaçam, combinando as duas palavras que os gregos tinham para definir o ato de lembrar: mnèmè (recordação que deriva do afeto) e anamnèsis (a busca intencional pela lembrança). No dia 29 de março, enquanto se comemorava o Golpe de 1964 no Clube Militar, no Rio de Janeiro, Diário de uma Busca e Uma Longa Viagem eram exibidos nas paredes externas da entidade, num ato em defesa da Comissão da Verdade, para investigar as violações dos direitos humanos entre 1946 e 1988. A lei que a criou já foi sancionada. Falta agora nomear seus membros. É possível que, no final do processo, algumas lacunas sejam preenchidas e se chegue mais perto do que o filósofo francês Paul Ricoeur chamou de “política da memória justa”.</p>
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<strong>Lúcia Monteiro</strong> é jornalista e mestre em cinema.</p>
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<strong>O FILME</strong></p>
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<em>Uma Longa Viagem,</em> de Lúcia Murat. Com Caio Blat. Estreia neste mês.</p>
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À semelhança de outros filmes latino-americanos, o documentário “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat, adota a perspectiva familiar para tratar da ditadura2012-05-17T12:40:35-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012À semelhança de outros filmes latino-americanos, o documentário “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat, adota a perspectiva familiar para tratar da ditaduraCinemaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/exposicao-mostra-faceta-pop-da-rainha-e-outras-caretasExposição mostra faceta pop da rainha e outras caretas2012-05-16T18:37:58-03:00Martina Cavalcanti
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No Jubileu de Diamante de Elizabeth II, uma exposição que será aberta ao público nesta quinta-feira em Londres mostra as diversas facetas da rainha do Reino Unido. As seis décadas da monarca no poder são reveladas em 60 imagens que vão de pinturas pop e fotografias descontraídas às caretas fotos oficiais.</p>
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Na década de 1960, quando chegou ao poder, Elizabeth II já assumia uma postura diferente de suas antecessoras. Na tentativa de aproximar sua imagem do povo, foi retrada com a famíllia e em suas atividades reais. Em 1968, ela chegou a convidar emissoras de TV para retratar seu dia-a-dia, fato do qual veio a se arrepender anos depois.</p>
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Em 1977, sua imagem é apropriada pela banda de punk Sex Pistols na capa do famoso álbum <em>God Save The Queen</em>. Os olhos e as bocas da rainha cobertos por tarjas pretas até hoje causam polêmica, mas nasce desse retrato o pontapé para releituras feitas ainda hoje por artistas contemporâneos.</p>
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Apesar da grande quantidade e variedade dos retratos, algo parece ser comum a todos eles: o mistério que o rosto de Elizabeth II continua a insinuar.</p>
As seis décadas da monarca no poder são reveladas em 60 imagens que vão de pinturas pop a fotos oficiais2012-05-16T18:37:58-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasAs seis décadas da monarca no poder são reveladas em 60 imagens que vão de pinturas pop a fotos oficiaisNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/um-super-heroi-a-chinesaUm Super-herói à Chinesa2012-05-16T18:17:21-03:00João Marcos Coelho
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Lang Lang não é apenas um pianista erudito. Trata-se da ponta de lança musical de um processo muito mais amplo de expansão da influência chinesa no mundo. Só que, diferentemente dos têxteis, brinquedos e lojinhas de R$ 1,99 que se alastram pelo planeta para o desespero dos concorrentes locais, o intérprete é visto como uma miragem pela moribunda indústria fonográfica, ansiosa pelo enorme mercado chinês de gravações e concertos de música clássica. Só um país com 1,3 bilhão de habitantes poderia ter 100 milhões de estudantes de música – e de fãs potenciais do compatriota Lang Lang. O instrumentista, que chega a São Paulo para dois concertos neste mês, parece ser a figura mais propensa a conquistar novos consumidores: venerado pelos adolescentes chineses, é, aos 29 anos, um dos pianistas mais bem remunerados do mundo.</p>
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Aos olhos do Ocidente, Lang Lang estreou em 1997, ao gravar para o selo independente norte-americano Telarc. Logo foi contratado pela Deutsche Grammophon e, há pouco mais de um ano, transferiu-se para a Sony, o que lhe rendeu luvas de 3 milhões de dólares. É mixaria perto do passe de jogadores de futebol, mas uma fortuna improvável no mundo da música clássica. Meses atrás, o jornalista britânico Norman Lebrecht denunciou que as listas de maiores vendas de CDs clássicos da Billboard são uma farsa: para figurar em primeiro lugar, o álbum não precisa vender mais do que 100 cópias. Em um mercado anêmico, que sobrevive hoje basicamente de apresentações ao vivo, Lang Lang é uma espécie de bilhete premiado. Se 1% da população chinesa comprar um de seus CDs, o investimento estará pago pelas próximas décadas. Essa expectativa não é exagerada: ela se baseia no fato de que, na China, a música clássica tem uma imagem de juventude, parecida com a do pop no resto do mundo.</p>
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<strong>GINASTA</strong></p>
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Neymar e Messi lançam chuteiras? Pois Lang Lang já tem seu próprio modelo de tênis Adidas, em tiragem especial de 100 mil pares. Nas apresentações, ele veste paletós acintosamente acetinados, de tons vivíssimos. É fã do ex-jogador de basquete Michael Jordan e do golfista Tiger Woods. Adora hip-hop. Em resumo: é o que o público chinês quer consumir. Martha Argerich jamais gravaria, como fez Lang Lang, o vídeo, visto por 1,7 milhão de pessoas no YouTube, em que toca um trecho do Concerto Nº 3 de Prokofiev – justamente a peça que celebrizou a pianista argentina. O músico intercala sua performance com gestos de kung fu inspirados no jogo de videogame Street Fighter. É hilário, engraçado, vivo. Lang Lang adora a música clássica, mas não a sacraliza.</p>
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“Ele toca como um ginasta”, cutucou anos atrás o respeitado crítico Michael Kimmelman, do jornal The New York Times. Há verdade e veneno na observação. Tecnicamente, o intérprete é irrepreensível. O problema está no que os críticos identificam como ingenuidade artística. Lang entende a música clássica ocidental como uma técnica. E isso tem a ver com a história.</p>
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<strong>UM CRAVO PARA O IMPERADOR</strong></p>
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Em 1601, quando o jesuíta italiano Matteo Ricci desembarcou em Pequim disposto a iniciar a cristianização da China, trazia um cravo de presente para o imperador Wanli, da dinastia Ming. Ricci esperou nove anos até ser recebido na Cidade Imperial. Ao ver o desconhecido instrumento, o soberano encantou-se e quis ter aulas. Outros jesuítas instalaram órgãos de igreja por lá. Era o primeiro contato dos chineses com a música clássica ocidental. No século seguinte, o imperador Kangxi aprendeu a tocar cravo e fez publicar um manual com ensinamentos ocidentais e chineses lado a lado. Mais tarde, o imperador Qianlong chegou a ter seu exército de eunucos cantando como os castrati italianos. Mas o impulso decisivo para o desenvolvimento da música clássica na China foi a chegada a Xangai de refugiados russos, entre eles czaristas e judeus, expulsos pela Revolução de 1917. No ano seguinte, aportou na cidade o pianista e maestro italiano Mario Paci, que, doente, lá permaneceu e acabou montando a primeira orquestra de música ocidental da China. Décadas depois, a expansão do gênero foi interrompida, no único episódio histórico em que o piano foi banido de um país – no caso, pela Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, que, entre 1966 e 1976, destruiu instrumentos e partituras. Dezenas de professores dos conservatórios se suicidaram e sinfonias ocidentais só voltaram a ser executadas após a morte de Mao.</p>
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De lá para cá, o piano paulatinamente deixou de ser um “corpo estranho”. Hoje, é responsável pelo “grande salto” do país na área musical. O maior boom do instrumento no mundo se deu justamente via Lang Lang. Quase tudo na China tem dimensões monumentais, e a música clássica não é mais exceção. O Conservatório de Sichuan, em Chengdu, que possui 800 salas para estudo de piano, está concluindo uma ambiciosa ampliação, que o deixará com 10 mil. É um dos nove megaconservatórios do país, para onde se encaminham os aspirantes a Lang Lang. Seu instrumento está em primeiro lugar na preferência dos estudantes chineses, seguido por violino e violoncelo – estima-se em 50 milhões o total de crianças e adolescentes martelando diariamente pianos de armário. Se isso garante um mercado gigante, representa também uma concorrência terrível. Desde muito cedo, Lang Lang mentalizou que precisaria ser “o número 1”. A família pobre investiu o que tinha e o que não tinha. O pai largou o emprego e a mãe sustentou marido e filho em Pequim com um salário de telefonista em Shenyang.</p>
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É não apenas curioso mas também sintomático que a educação musical chinesa seja famosa pelo método Suzuki, de treinamento mecânico baseado em repetição e memorização. Quando se fixou nos Estados Unidos, Lang Lang foi criticado por ter técnica demais e sentimento de menos – ouviu isso nas aulas do pianista e regente Daniel Barenboim. Resultado: o chinês logo se bandeou para os maneirismos exagerados. Tornou-se over. Em vez de uma lágrima, chora convulsivamente ao piano. Em vez de um meio sorriso, estoura em gargalhadas, como se o público precisasse de doses exageradas de emoção e virtuosismo para se interessar pelo que rola no palco. “Quero reproduzir a sensação do balanço de Tiger Woods e da enterrada de Michael Jordan”, explica. De que ele sabe tocar piano, ninguém duvida. Que tem uma técnica fenomenal, superlativa, também é óbvio. Falta controlar os excessos. Mas, se justamente os excessos – tanto ao piano quanto no modo de se vestir – constituem a razão de seu sucesso planetário, não seria o caso de nos perguntarmos, como sugere Kimmelman, “o que sua maneira de tocar diz sobre nós mesmos”?</p>
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Ela indicaria que somos parte de uma sociedade do espetáculo, em que o show não pode parar – e as novíssimas atrações precisam se suceder vertiginosamente, cada uma mais extravagante e bizarra que a anterior. Engrenagem perversa, em que tudo se faz para chamar a atenção de nossos ouvidos. Em sua precoce autobiografia, Lang Lang diz que, em 2000, aos 18 anos, teve uma das maiores emoções de sua vida: “Eu faria os concertos em seguida às apresentações de Evgeny Kissin, um pianista russo dez anos mais velho, que eu adorava desde garotinho. Kissin ocupava a sala de estudos próxima à minha e fiquei empolgado por estar perto do homem que admirava tanto”.</p>
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Doze anos depois, a situação se inverte. Lang Lang e Evgeny Kissin integram a atual temporada da Sociedade de Cultura Artística em São Paulo. Desta vez, o chinês toca antes. Kissin, formidável representante da escola russa, apresenta-se em junho. Ambos já estiveram no Brasil. Agora, o frisson mesmo é por causa de Lang Lang, joia principal da temporada que marca o centenário da Cultura Artística. Vai ser interessante comparar o chinês e o russo em repertórios semelhantes, com um ciclo de confronto direto: ambos tocam os Estudos Opus 25 de Chopin, quintessência do chamado “piano romântico”. Façam suas apostas.</p>
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<strong>João Marcos Coelho</strong> é jornalista e crítico do jornal O Estado de S.Paulo.</p>
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<em>Lang Lang toca Partita Nº 1, de Bach, Sonata em Si bemol, D.960, de Schubert, e 12 Estudos, Op. 25, de Chopin</em>. Dias 20 e 22/5. Na Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, s/n, São Paulo, 0++/11/3258-3344).</p>
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Como Lang Lang, o pianista fã de hip-hop e videogame, tornou-se um ídolo pop visto como salvador pela indústria fonográfica2012-05-16T18:17:21-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012Como Lang Lang, o pianista fã de hip-hop e videogame, tornou-se um ídolo pop visto como salvador pela indústria fonográficaMúsicaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/as-mulheres-de-cannesAs Mulheres de Cannes2012-05-16T13:18:47-03:00Redação
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Além da atriz mais desejada da história, outras beldades já passaram pelo tapete do festival. Relembre as mulheres dos sonhos entre os anos 1950 e 1960.</p>
A 65ª edição de Cannes começa hoje, dia 16, em homenagem a Marilyn Monroe2012-05-16T13:18:47-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosA 65ª edição de Cannes começa hoje, dia 16, em homenagem a Marilyn MonroeNotíciasALFABRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/tiro-de-festim-no-peTiro (de festim) no Pé2012-05-16T12:24:00-03:00José Geraldo Couto
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Não existe hoje na Europa um autor mais controvertido do que o romancista, poeta, ensaísta, compositor e cineasta Michel Houellebecq. Desde que publicou seu primeiro romance,<em> Extensão do Domínio da Luta</em>, em 1994, o francês acumulou com a mesma prodigalidade inimigos e admiradores. Acusado de racista e misógino pelo que já disse e escreveu – “O Islã é a religião mais estúpida do mundo”, por exemplo –, o autor de <em>Partículas Elementares</em> (1998) criou fama de arrogante e intratável.</p>
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O romance <em>O Mapa e o Território</em> (2010), que sai agora no Brasil, é o novo round do embate entre o escritor e a intelligentsia de seu tempo. É um livro ambicioso, onívoro, em que Houellebecq faz uma leitura irônica e crítica do mercado de arte às mutações tecnológicas, das crises econômicas aos desastres climáticos, do império midiático às relações entre campo e cidade.</p>
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Narrado num tempo ligeiramente futuro, o romance tem como protagonista o artista visual Jed Martin, cuja produção passa por fases bem distintas: ele primeiro, fotografa máquinas da era industrial em extinção; depois, sobrepõe fotos de mapas dos guias Michelin a imagens aéreas das regiões mapeadas; por fim, recorre à pintura a óleo, retratando profissionais de várias áreas, incluindo ícones como os artistas Jeff Koons e Damien Hirst e os magnatas da informática Bill Gates e Steve Jobs.</p>
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Um tanto misantropo, quase indiferente à repercussão crítica e financeira de sua obra, Martin parece ter apenas duas relações importantes na vida: com o pai, arquiteto aposentado que se recolhe voluntariamente a uma casa de repouso, e com uma namorada russa, executiva da Michelin, que ele no entanto deixa escapar.</p>
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<strong>Tartaruga Doente</strong></p>
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A certa altura, quando prepara uma grande retrospectiva de seu trabalho, Martin é convencido por seu galerista a convidar um escritor importante para fazer o texto do catálogo, e o nome escolhido é... Michel Houellebecq. A partir daí, o livro ganha uma volta a mais no parafuso da autoironia e do sarcasmo. O Houellebecq do romance é descrito como um sujeito desleixado, antissocial, bêbado e malcheiroso. Com sua barriga proeminente e seus braços curtos, parece “uma tartaruga doente”. Quem ler o livro verá que isso é apenas o começo da crueldade reservada pelo escritor a si mesmo.</p>
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Mas aquilo que, à primeira vista, pareceria um tiro no pé revela-se um golpe de gênio. Apesar de tolas acusações, como a de ter “plagiado” textos da Wikipedia e dos guias Michelin, Houellebecq (o verdadeiro) desarmou os críticos e seduziu o público com este romance formidável. E de quebra ganhou o principal prêmio literário de seu país, o <em>Goncourt</em>.</p>
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<strong>José Geraldo Couto</strong> é jornalista e assina uma coluna no Blog do Instituto Moreira Salles</p>
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<strong>O LIVRO</strong></p>
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<em>O Mapa e o Território</em>, de Michel Houellebecq. Tradução: André Telles. Editora Record, 400 págs, R$ 49,90.</p>
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Em <em>O Mapa e o Território</em>, o romancista Michel Houellebecq traça um retrato impiedoso de nossa época enquanto zomba de si mesmo – estratégia que acaba se revelando genial2012-05-16T12:24:00-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012Em O Mapa e o Território, o romancista Michel Houellebecq traça um retrato impiedoso de nossa época enquanto zomba de si mesmo – estratégia que acaba se revelando genialLiteraturaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/elsa-schiaparelliElsa Schiaparelli2012-05-15T17:59:54-03:00Luty Vaconcelos
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Ironia, humor, inteligência e elegância. Essas talvez sejam as principais características do trabalho da surrealista italiana que revolucionou a moda nos anos de 1930. Depois de mais cinco décadas fechada, a icônica marca Elsa Schiaparelli vai voltar a existir. O anúncio oficial do retorno foi feito no mesmo dia da abertura da exposição que homenageia a estilista no MET.</p>
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O responsável pelo revival é o empresário italiano e dono da grife desde 2006, Diego Della Valle, que nomeará um designer em setembro – talvez o nome de John Galliano esteja na jogada. O plano é apresentar a primeira coleção em fevereiro de 2013, com foco especial para os acessórios, fragrâncias, cosméticos e já algumas roupas.</p>
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<img src="http://imgms.bravonline.abril.com.br/95/parc-colher-elsa-2.jpg" alt="parc-colher-elsa-2"/>A sede principal da nova loja será o número 21 da Place Vendôme, local do primeiro ateliê de Schiaparelli. A estratégia utilizada para fazer renascer a marca é a mesma que Della Valle utilizou na grife de sapatos Roger Vivier, comprada por ele em 2002, e que no ano passado teve um lucro crescente de quase 70%, faturando US$ 50 milhões.</p>
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O grande desafio é conseguir manter a genialidade das criações da estilista que incorporou o surrealismo à moda e agregou as primeiras informações políticas e culturais ao visual das mulheres.</p>
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<img src="http://imgms.bravonline.abril.com.br/95/parc-colher-elsa-3.jpg" alt="parc-colher-elsa-3"/>Amiga de Salvador Dalí, Luis Buñuel, Marcel Duchamp, Jean Cocteau, Man Ray e tantos outros artistas, Schiap –como era conhecida em Paris – começou a fazer suas próprias roupas, fugindo do tradicional estilo Chanel – considerada a sua principal rival na época. Incentivada por Paul Pioret ela abriu pela primeira vez seu atelier, mas não tardou a fechar. Em 1927, reabriu as portas e apresentou uma coleção com pontos de malha criados por refugiados armênios. Daí em diante o sucesso foi bombástico. </p>
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Schiaparelli foi a primeira estilista a usar estampas militares em coleções de moda, foi a criadora do tom “Rosa-schoking”. Implementou aviamentos, malhas e formas nunca antes experimentadas pelas mulheres. Depois brilhar durante a segunda-guerra mundial, não resistiu ao excesso de sobriedade do pós-guerra e fechou as portas de sua maison em 1954. Aos 64 anos, escreveu sua autobiografia e viveu uma aposentadoria confortável entre seu apartamento em Paris e casa na Tunísia. Ela morreu em 13 de Novembro de 1973.</p>
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<img src="http://imgms.bravonline.abril.com.br/95/parc-colher-elsa-4.jpg" alt="parc-colher-elsa-4"/></p>
A marca voltará a existir depois de quase 60 anos com as portas fechadas2012-05-15T17:56:02-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasA marca voltará a existir depois de quase 60 anos com as portas fechadasNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/o-fim-e-tambem-um-comecoO Fim é Também um Começo2012-05-15T17:36:36-03:00José Flávio Júnior
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Ainda que tenha recebido elogios entusiasmados de parte da crítica e de expoentes da nova geração da MPB, o primeiro disco de Rodrigo Campos merecia mais. São Mateus Não É um Lugar Assim Tão Longe (2009) apresentava um cantor e compositor com imensa habilidade para transformar em samba histórias vividas na periferia de São Paulo. A inspiração vinha de São Mateus, quebrada da Zona Leste em que ele cresceu, e o olhar sobre aquele universo lembrava o de um rapper. O título de seu novo trabalho, Bahia Fantástica, sugere uma nova geografia. Mas a mudança é relativa.</p>
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<strong>Areia de Itapuã</strong></p>
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Se na estreia o artista cantava crônicas com personagens e situações inspirados em fatos reais, dessa vez o ambiente é muito mais imaginado. Bahia Fantástica tomou forma após uma temporada de dez dias num hotel em Itapuã, bairro de Salvador, quando o artista saía de um período de depressão. Até pelo escasso tempo de observação, o resultado está longe de constituir um tratado sobre ritmos e humores locais. Na verdade, parece que a Bahia é um apelido que ele dá a São Mateus. Muitas das características de suas primeiras criações seguem intactas: Campos continua falando de gente (e de si mesmo). Dininho Cruz, Andreza e Alexandre estão entre os nomes mencionados nos versos. Só que as letras ficaram mais sucintas e convidam o ouvinte a fantasiar novas estrofes para concluir as crônicas.</p>
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A morte é o assunto dominante, mas quase nunca como saldo da violência das ruas, algo recorrente em São Mateus... Ela aparece mais para simbolizar o término de coisas menores do que a vida, como a própria depressão que angustiou o artista. “Ana vai morrer, não tem problema/ Todo fim de tarde Aninha morre”, ele canta em Aninha. “Elias vem/ Elias vai nascer de novo”, diz em Elias.</p>
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Musicalmente, Bahia Fantástica supera seu antecessor. Campos se aproxima da soul music norte-americana (principalmente da obra de Curtis Mayfield) em várias faixas, flerta com timbres de afrobeat em Princesa do Mar e Sou de Salvador e, mesmo sem ter a intenção, encarna Marcos Valle no balanço de General Geral, o ápice do CD. Criolo, Luisa Maita e Juçara Marçal contribuem cantando um tema cada um. Os músicos mais presentes na gravação são todos citados como produtores do álbum. Isso só comprova o caráter coletivo da empreitada, ainda que Campos assine a íntegra das composições.</p>
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Por força de tantas conexões e referências bacanas, é bem provável que o artista tenha mais sorte com Bahia Fantástica. Quem entrar na dele provavelmente buscará o início de tudo em São Mateus... Rodrigo Campos, então, vai nascer de novo.</p>
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<strong>O ÁLBUM</strong></p>
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<em>Bahia Fantástica </em>(ybmusic), de Rodrigo Campos. Produtores: Gustavo Lenza, Romulo Fróes, Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Maurício Fleury, M. Takara, Thiago França e Rodrigo Campos. Preço médio: R$ 25.</p>
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<em>Bahia Fantástica</em>, segundo álbum do paulistano Rodrigo Campos, vê a morte como símbolo dos renascimentos que a vida nos propõe2012-05-15T15:24:28-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012Bahia Fantástica, segundo álbum do paulistano Rodrigo Campos, vê a morte como símbolo dos renascimentos que a vida nos propõeMúsicaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/o-dramaturgo-do-afetoO Dramaturgo do Afeto2012-05-15T12:44:03-03:00Enrique Diaz
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<em>A Primeira Vista</em>. É esse o título da peça – sem crase, mesmo – sobre duas amigas que se conhecem há muito tempo. O original era <em>A Beautiful View</em>, mas ficamos pensando, eu e as atrizes Mariana Lima e Drica Moraes, que <em>Uma Bela Vista</em> poderia remeter ao bairro paulistano ou apontar para uma peça pretensamente poética, no sentido de adocicada demais. Sim, ela é poética, e não, ela não é adocicada. É delicada, divertida e pode ser bastante emocionante.</p>
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Escrevi para Daniel MacIvor, o autor canadense, explicando a situação, mas logo concluímos que <em>A Primeira Vista</em> era bom (difícil explicar que no Brasil as pessoas teriam uma tentação imensa de acrescentar uma crase ao título, sem perceber que a brincadeira era exatamente a ausência dela). Do mesmo modo, conversamos por e-mail sobre como estabelecer uma relação íntima com o público sem precisar transportar a trama do Canadá para o Brasil. No texto, por exemplo, o urso é muito citado: os ataques de urso, o medo de urso. Ao mesmo tempo, as personagens falam muito com o público, como se estivessem falando com um amigo, alguém com quem se busca alguma intimidade. Como é que a gente fala de urso como algo próximo para uma plateia carioca? Conversar por e-mail com alguém que nunca se viu para resolver um problema dessa natureza é também procurar fazer o distante próximo.</p>
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Foi assim: eu estava em Nova York em 2001 e vi <em>In on It</em> por nenhum motivo especial. Eu me deparei com uma peça para dois atores, um deles era Daniel, que tinha escrito o texto e dirigia a montagem. Um jogo vivo, divertido, com um equilíbrio fino entre a comédia, o drama tradicional e um olhar psicanalítico, alguma coisa sobre as projeções que fazemos de nós mesmos e dos outros. A peça brincava com aspectos do teatro com os quais eu tinha me acostumado a brincar: as camadas da narrativa, a metalinguagem, o trânsito suave do ator por essa topografia dramatúrgica. Procurei o autor no dia seguinte, sem sucesso. Anos mais tarde, depois das apresentações da minha peça <em>Ensaio.Hamlet</em> em um festival em Nova York, fez-se o contato. Por e-mail. O ato seguinte são dois anos de apresentações de <em>In on It</em>, entre 2009 e 2011, com os talentosos amigos Fernando Eiras e Emílio de Mello, e o Daniel, ainda que no Canadá, por perto, dialogando com a montagem, no profundo e no raso.</p>
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Daniel MacIvor é brilhante, canadense, espirituoso, ator, diretor, dramaturgo, roteirista e cineasta (deve ser várias outras coisas, mas essas são as que conheço). Entre 1986 e 2007, esteve à frente da companhia da da kamera, escreveu peças para dois ou mais atores, como<em> Never Swim Alone</em>, <em>How It Works</em>, entre outras, e vários solos em que ele mesmo atuava, tais como <em>Cul-de-Sac</em>, <em>House</em> e<em> Monster</em> (talvez a minha próxima…).</p>
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Na segunda peça dele que monto,<em> A Primeira Vista</em>, a mesma sensação de parecer simples, ser simples. O tipo de simplicidade que abre janelas e portas onde menos se espera e põe em xeque a mania de querer que as coisas sejam as coisas e nos deixem em paz, parando de se transformar em outras. As peças dele tocam no muito próximo de nós, e aí é um saco sem fundo, uma parede falsa, uma renovação de olhar que tem que estar sempre atento. É do afeto que estamos falando, e o afeto não tem cara de marrom-glacê.</p>
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O afeto é terrível e violento, surpreendente, porque se não for para arriscar, aí não tem afeto, aí são só fortalezas e verdades paradas e sem vida. Pois Daniel é assim, ele fala do afeto: ele fala, me parece, daquele lugar entre as pessoas em que elas percebem que não “são” uma coisa em si, mas que “são” naquilo que se mistura com os outros. E aí é um deus-nos-acuda porque a gente quer e não quer, a gente se mistura, mas quer o nosso cantinho bem arrumado, reconhecível. E não é assim que a banda do Daniel toca.</p>
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É sutil e brilhante a maneira como ele aproxima suas tramas e o dia a dia de uma espécie de grande silêncio – de um silêncio como condição, que está por trás de tudo, por baixo, por cima, pelos lados, e que faz todo o resto, todas as aflições e dramas e razões e argumentos virarem uma espécie de música, uma música que vai passar, já está passando. A morte pode ser uma das formas desse silêncio, mas nomeá-lo como morte seria localizá-lo demais. Na obra de Daniel MacIvor, esse silêncio é maior e mais interessante do que uma ideia de algo que nos acontece quando não funcionamos mais.</p>
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<strong>A PEÇA</strong></p>
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<em>A Primeira Vista</em>. De Daniel MacIvor. Direção de Enrique Diaz. Com Drica Moraes e Mariana Lima. Teatro Poeira (r. São João Batista, 104, Botafogo, RJ, tel. 0++/21/2537-8053). Até 17/6. 5ª, 6ª e sáb., às 21h; dom., às 19h. De R$ 50 a R$ 70.</p>
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Em <em>A Primeira Vista</em>, que vem se destacando no Rio de Janeiro, a dupla de protagonistas divide com o público os vaivéns de sua amizade – mais ou menos como o casal da premiada <em>In on It</em>, de 2009. Enrique Diaz, diretor das duas peças de Daniel MacIvor, escreve para <strong>BRAVO!</strong> sobre o universo do canadense2012-05-15T12:30:04-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012Em A Primeira Vista, que vem se destacando no Rio de Janeiro, a dupla de protagonistas divide com o público os vaivéns de sua amizade – mais ou menos como o casal da premiada In on It, de 2009. Enrique Diaz, diretor das duas peças de Daniel MacIvor, escreve para BRAVO! sobre o universo do canadenseTeatro e DançaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/sinatra-nao-esta-resfriadoSinatra não está resfriado2012-05-15T12:40:28-03:00Rafael Nardini
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Frank Sinatra foi sem dúvida a figura mais importante da música popular do século passado. Não concorda? Tudo bem. De fato, podemos dizer que ele teve rivais de peso. Talvez, em popularidade, tenha perdido para Elvis Presley e para os Beatles. Mas a carreira profissional que durou 60 anos não deixa dúvidas de que ele tinha a notável capacidade para manter o seu apelo e perseguir os seus objetivos musicais.</p>
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O cantor norte-americano surgiu para o mundo entre as décadas de 1930 e 1940, quando o rádio era dominado pelo swing. Mais tarde ajudaria a redefinir o que era cantar e com sua voz – “a” voz, segundo boa parte da crítica – manteve público fiel e garantiu sempre a chegada de novos os ouvintes mesmo quando a moda era o rock. Do primeiro número um alcançado nas paradas de sucesso ainda na década de 1940 até os milhões de discos vendidos na segunda metade dos anos 90, Sinatra foi o verdadeiro rei da música popular dos Estados Unidos. Com ele, composições de Irving Berlin, George Gershwin e Cole Porter ganharam, finalmente, uma garganta à altura. Sinatra se aposentou somente aos 80 anos, em 1995. Morreria três anos mais tarde, em decorrência de um ataque cardíaco.</p>
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Abaixo você tem algumas demonstrações da habilidade do eterno "Blue Eyes", seja no cinema, nos palcos, no rádio ou na televisão:</p>
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<em>The Lady Is a Tramp</em></p>
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<em>Something (Ao vivo, 1971)</em></p>
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<em>Girl From Ipanema (com Antônio Carlos Jobim, ao vivo, 1967)</em></p>
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<em>I’ve Got You Under My Skin (Ao vivo, 1971)</em></p>
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<em>Fly Me To The Moon (Ao vivo, 1964)</em></p>
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<em>Moonlight In Vermont</em></p>
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<em>Too Marvelous for Words (Ao vivo, 1965)</em></p>
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<em>The Most Beautiful Girl In The World” (Ao vivo, 1966)</em></p>
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<em>Strangers in the night</em></p>
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<em>My Way</em></p>
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Relembre apresentações memoráveis do eterno "Blue Eyes", seja no cinema, nos palcos, no rádio ou na televisão2012-05-15T12:40:28-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosRelembre apresentações memoráveis do eterno "Blue Eyes", seja no cinema, nos palcos, no rádio ou na televisãoNotíciasALFABRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/um-violinista-no-telhado<em>Um Violinista no Telhado</em>2012-05-14T17:50:31-03:00Redação Alfa
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Em uma análise inicial pode parecer estranho ligar o ator José Mayer, eterno e um dos maiores conquistadores das novelas brasileiras na história, com um musical. Mais ainda quando o enredo é uma história como a de <em>Um Violinista no Telhado</em>. Mas siga em frente. Vale a pena vê-lo cantar.</p>
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Com base nos contos de Shalom Aleichem, a peça narra a história do judeu Tevye, pai de cinco filhas que trabalha como leiteiro de um vilarejo na Rússia czarista. Surge aí a luta pela sobrevivência e os problemas familiares tendo como fundo a época de constantes massacres antissemitas e a difícil missão de honrar a religião.</p>
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O texto teve mais de 3 mil apresentações e foi apresentado por dez anos na Broadway, em Nova York. A adaptação para o cinema também não fez feio. Foram quatro prêmios Oscar com o musical de 1971. O espetáculo dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho estreou em março no Teatro Alfa, em São Paulo, e segue em cartaz até julho.</p>
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<strong>O que:</strong> Um Violinista no Telhado</p>
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<strong>Quando:</strong> 16 de março a 15 de julho de 2012</p>
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<strong>Onde:</strong> Teatro Alfa, Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722</p>
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<strong>Horários:</strong> Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado, 17h e 21h; domingo, 17h.</p>
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<strong>Quanto:</strong> R$ 60 a R$ 200.</p>
José Mayer no musical que conta a perseguição vivida pelos judeus na Rússia czarista2012-05-14T17:37:48-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasJosé Mayer no musical que conta a perseguição vivida pelos judeus na Rússia czaristaNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/saramago-no-cinema<em>O Homem Duplicado</em>2012-05-14T15:45:03-03:00Anna Carolina Lementy
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Embora seja trabalhoso adaptar para o cinema a complexidade das emoções e da prosa arquitetadas por José Saramago, os diretores não param de tentar. Depois da versão cinematográfica de<em> Jangada de Pedra</em>, feita em 2002, da animação espanhola<em> A Maior Flor do Mundo</em>, baseada num conto de Saramago para crianças, em 2007, de <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em>, em 2008, e finalmente <em>Embargo</em>, em 2010, chegou a vez de levar para as telas <em>O Homem Duplicado</em>, um thriller sobre a extinção da identidade em uma sociedade que adora os padrões.</p>
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O protagonista é Tertuliano Máximo Afonso, um professor de história que leva uma vida tediosa, à beira da depressão. Até que ele decide assistir a um filme para combater o desânimo. O filme não tem nada de especial, mas Tertuliano fica completamente envolvido pela trama após identificar um dos atores como um sósia seu – na verdade, um sósia de Tertuliano no passado recente. Obcecado pelo que acredita ser o seu duplo, passa a perseguir o ator, numa sequência encadeada por eventos bizarros.</p>
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Jake Gyllenhaal foi escalado para dar vida a Tertuliano no filme. Pelo título escolhido, <em>An Enemy</em> (Um Inimigo, em tradução livre), a produção deve evidenciar a perseguição e o suspense propostos por Saramago. Gyllenhaal, que tem alternado papéis em blockbusters como<em> Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo</em>e filmes mais sensíveis (mas não menos pop) como<em> O Segredo de Brokeback Mountain</em> e<em> Amor e Outras Drogas</em>, parece ser uma boa escolha.</p>
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O diretor canadense Denis Villenueve, por sua vez, dirigiu<em> Incêndios</em>, de 2011, indicado ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Com dois pesos pesados, <em>An Enemy</em>, que começa a ser filmado em 2013, promete ser um filmão.</p>
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E vem por aí a adaptação de <em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em>, uma das obras mais conhecidas de Saramago. À frente da tarefa, está o documentarista português Miguel Gonçalves Mendes, de “José e Pilar”.</p>
Mais uma obra de Saramago é adaptada para o cinema. 2012-05-14T15:41:08-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasMais uma obra de Saramago é adaptada para o cinema. NotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/o-chiclete-como-atitudeO Chiclete como Atitude2012-05-14T12:16:10-03:00Redação Bravo!
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Em novembro de 2002, a imprensa internacional noticiou que o fim da proibição, mesmo parcial, da venda e do consumo de chiclete em Cingapura, pequeno país do sudeste asiático, havia gerado polêmica porque o país tinha regras rígidas de comportamento e muitas pessoas foram contra a medida, considerada resultado de uma pressão comercial – e política – do governo norte-americano. Assim, ficou decidido que seria permitida a venda do produto apenas para uso médico, a partir de 2004. A decisão dividiu a opinião pública nacional, segundo apurou a jornalista brasileira Sonia Ambrosio, que esteve em Cingapura na época. Ela conversou com vários moradores locais para saber o que tinham achado da medida, como a vendedora Milini Choo, 23 anos, para quem o governo deveria liberar todos os tipos de chicletes. Já o comerciante Chia Che Keng, 38 anos, queria que a proibição integral fosse mantida.</p>
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Cingapura havia banido a importação, fabricação e venda de chicletes dez anos antes, alegando que gastava milhões de dólares com limpeza pública, por causa da dificuldade de remover as gomas de mascar das ruas. O recuo na decisão foi um dos mais difíceis pontos discutidos nos dois anos de intensas negociações comerciais com os Estados Unidos, segundo Tommy Kho, que representou o governo cingapuriano nas discussões. Kho contou que os dois lados chegaram a uma “solução habilidosa” ao classificar certos tipos de goma de mascar como produtos de uso médico. Desse modo, apenas chicletes sem açúcar e prescritos por médicos e dentistas, com fins terapêuticos, poderiam ser vendidos em farmácias. (...)</p>
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<strong>Rebeldia no Pós-guerra</strong></p>
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A história do chiclete registra resistência ao seu consumo até mesmo nos Estados Unidos, onde o produto foi patenteado no século 19. Para alguns norte-americanos, era uma vergonha que a maior potência do mundo ganhasse dinheiro e ficasse conhecida no exterior como o lugar onde se fazia borracha açucarada para as pessoas mastigarem. Na opinião desses críticos, mascar goma parecia muito com o ruminar de um bovino ou caprino que, incansável e demoradamente, digeria o capim na boca. Uma opinião, aliás, dividida com os estrangeiros que combatiam o regime capitalista norte-americano.</p>
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Na contramão dessa visão, o chiclete adquiriu um sentido de símbolo de rebeldia da juventude norte-americana a partir do fim da Segunda Guerra Mundial. O humorista, colunista de jornal, ator e editor Robert Benchley (1889-1945) disse certa vez que o maior de todos os movimentos da história sempre fora “o das mandíbulas mascando chicletes ou goma”, tamanha era a popularidade do produto na época em todas as classes sociais e idades.</p>
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Na verdade, desde a década de 1930, no cinema, não foram poucos os filmes de gângsteres que traziam criminosos e até mesmo alguns policiais menos convencionais mascando chicletes. Depois da guerra, personagens jovens desajustados usavam o chiclete para ruminar e, assim, provocar seus interlocutores: pais, professores e autoridades. Eram supostamente os rebeldes sem causa, filhos da classe média de um país que se tornara a maior potência do mundo. Se a América vivia o esplendor da prosperidade econômica, a juventude do pós-guerra tinha de enfrentar a angústia de um destino que lhe parecia usurpado e inevitável: a impossibilidade de futuro, de viver até a velhice, de fazer planos para atravessar todas as etapas da vida, uma vez que pairava sobre suas cabeças a ameaça de se dizimar a existência na Terra por causa de uma guerra com bombas atômicas.</p>
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Aos poucos, mudanças de comportamento sinalizavam para a máxima “viva intensamente o hoje porque pode não haver amanhã”. Um preceito que seria radicalizado depois para a tríade sexo, drogas e rock’n roll. A partir dessa premissa, surgiu uma série de movimentos e tendências que desaguariam na contracultura dos anos 60: desde o próprio rock e a literatura beatnik, os quadrinhos de humor da Mad e de terror da EC Comics, com seus monstros comedores de cérebros, ao que se poderia chamar de cinema transviado. Jovens inconformados ignoravam o perigo dos rachas de carros e da liberdade sobre quatro ou duas rodas (...). Nesse universo, o chiclete se tornou um elemento importante de provocação.</p>
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Surgiam as gangues de motocicletas, que queriam viver livremente, beber, brigar, mascar chicletes (e colar a goma usada em lugares públicos) e cuspir em cima da lei. Quando circulavam pelo interior, esses motoqueiros causavam pânico nos pacatos e muitas vezes conservadores moradores das prósperas cidades da América. Além do estilo agressivo, até mesmo no visual, eles davam muito trabalho às autoridades. Para o jovem, porém, ser rebelde era principalmente adotar um novo modo de vida, distinto de seus pais, responsáveis, de certa forma, por aquele estado de coisas, pela bomba atômica e por defenderem um jeito de viver ancorado na prosperidade e na riqueza. Ia-se de encontro ao ideal de vida norte-americano, que pretendia ser a referência planetária para seu sistema político e econômico de sucesso, o capitalismo, ante a ameaça do comunismo de Moscou.</p>
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Já no final da década de 1940, John Garfield (1913-1952), o primeiro astro com cara de operário, fazia filmes sobre o levante juvenil da América, como O Destino Bate à Sua Porta (1946). Em sua curta carreira, consagrou a imagem de enfant terrible do cinema – seria acusado de comunista e incluído na lista negra da indústria cinematográfica, o que teria sido o principal motivo para o infarto fulminante que sofreu. No auge da paranoia da caça aos comunistas, Marlon Brando (1924-2004) foi o rebelde que mais teve sua imagem ligada ao chiclete, desde que sugeriu um visual displicente no filme Um Bonde Chamado Desejo (1951) e transformou a camiseta branca em um símbolo juvenil, enquanto James Dean (1931-1955), no filme Juventude Transviada (1955), com blusão de couro, jeans e chiclete na boca, plantava a semente da contracultura.</p>
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<strong>BOBO desmoralizado</strong></p>
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O chiclete marcaria para sempre a imagem do ícone criado pelo inconformado e turrão Brando. Em O Selvagem (1953), de Laslo Benedeck, ele interpretava John Strabler, líder de uma gangue de motociclistas chamada Black Rebel Motorcycle Club, que percorria a América em busca de diversão em todos os sentidos do termo – de festas e garotas a brigas e arruaças. A goma de mascar, claro, era a sua companhia constante. Em Sindicato de Ladrões (1954), de Elia Kazan, ele fez o papel de Terry Malloy, um ex-boxeador que era usado, sem saber, para atrair à morte um jovem trabalhador do cais do porto que ousou desafiar o chefão do sindicato. Só que ele se apaixona pela irmã da vítima.</p>
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(O pesquisador) Miguel Angel Schmitt Rodriguez lembrou que o ator fazia um bobo desmoralizado, tido como um “vadio” pelos criminosos que o conheciam. “Pensamos que a característica de Terry como pessoa de coração puro, e que tem a missão de conquistar e resolver os problemas de Edie, não combinava com cigarros. Parece que para substituir esse acessório o diretor preferiu outra marca que o distinguisse dos demais: o hábito de mascar chicletes.” Numa das cenas do filme, quando é encontrado por agentes, Terry conversa normalmente com eles, mas mantém uma postura de pouco caso, “mascando chiclete e olhando para os lados, como se não desse a mínima para os policiais”, escreveu (o crítico) Antonio Junior. (...)</p>
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Foi um Brando mais maduro que interpretou uma das cenas mais famosas do cinema ligadas à goma de mascar. Em O Último Tango em Paris (1972), de Bernardo Bertolucci, ele faz um norte-americano de 45 anos que mora na capital francesa e vive atormentado pelo suicídio de sua esposa. Até que conhece uma beldade parisiense de 20 anos (interpretada por Maria Schneider), noiva de um jovem cineasta, e parte, com ela, para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio, disponível para alugar. Ao final, depois de ser baleado pela ex-amante, seu personagem caminha lentamente até o balcão do quarto e, antes de morrer em posição fetal, tira o chiclete da boca, grudando-o na grade à sua frente.</p>
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<strong>Sabor Torta de Amora</strong></p>
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Na mesma época do filme de Bertolucci, a goma de mascar ganhou vida e apareceu num assustador clássico dos contos de fadas contemporâneo, o filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, do diretor Mel Stuart (1971), baseado na obra do escritor inglês Roald Dahl. Charlie é um garoto que vive com seus pais e avós numa pequena casa na Inglaterra, e tem o sonho de encontrar um bilhete premiado que lhe permita visitar a maior fábrica de chocolates do mundo, pertencente ao excêntrico e lunático Willy Wonka. (...). O garoto acaba sendo o último de cinco crianças a conseguir o bilhete, que veio na barra de chocolate que ganhou dos avós como presente de aniversário.</p>
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Charlie, além de pobre, era bonzinho, enquanto os outros, ricos e mimados, não tinham limites para conseguir o que desejavam. Não respeitavam os pais e eram mal-educados. Um dos premiados era um menino muito guloso. Outra, uma garota riquíssima e egoísta. O terceiro era viciado em televisão e a quarta, uma menina apaixonada por chiclete. Durante o passeio, cujo início foi transmitido pela TV para todo o planeta, Wonka deu uma lição em todas aquelas crianças insuportáveis – menos no pobre e bom Charlie, claro. O primeiro a ser castigado foi o guloso Augustus Gloop, que, desobediente, ao cair num rio de chocolate, foi sugado por um cano que levava o doce para o resto da fábrica.</p>
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A próxima vítima seria Violet Beauregarde, a mocinha louca por chiclete. Wonka levou seus convidados para a sala das últimas invenções, onde mostrou um chiclete que valia por três refeições. Violet, descontrolada, pegou um e começou a mascar, sem dar atenção ao aviso do anfitrião de que a invenção não estava concluída. Depois de provar a entrada e o prato principal, Violet se maravilhou com o chiclete sabor torta de amora, que deveria ser a sobremesa. De repente, no entanto, a menina começou a ficar azul e inchar, até que... virou uma amora! Os pequenos duendes Woompa Loompas (que trabalhavam na fábrica) apareceram e cantaram uma música cuja mensagem era: mascar chiclete o dia inteiro pode ser prejudicial à saúde.</p>
<div class="onde-quando">
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<strong>O LIVRO</strong></p>
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<em>Ora, Bolas! – A Inusitada História do Chiclete no Brasil</em>, de Gonçalo Junior. Alameda, 192 págs., R$ 42.</p>
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Marlon Brando e James Dean se imortalizaram no cinema com personagens que não dispensavam a goma de mascar. Símbolode rebeldia, o produto é tema de “Ora, Bolas!”, livro-reportagem de Gonçalo Junior. Leia aqui um trecho da obra 2012-05-14T12:16:10-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012Marlon Brando e James Dean se imortalizaram no cinema com personagens que não dispensavam a goma de mascar. Símbolode rebeldia, o produto é tema de “Ora, Bolas!”, livro-reportagem de Gonçalo Junior. Leia aqui um trecho da obra LiteraturaBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/design-copa-do-mundo-minimalista-nas-ilustracoes-de-andre-fidusiDesign: Copa do Mundo minimalista, nas ilustrações de André Fidusi2012-05-11T18:00:00-03:00Luísa Dalcin
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O ilustrador mineiro André Fidusi criou uma série de cartazes minimalistas retratando polêmicas, alegrias e tristezas das finais das Copas do Mundo. A nossa final preferida - e a do autor também! - é a de 1994, com a vitória do Brasil nos pênaltis em cima dos italianos. "Quem é muito viciado em futebol vai entender tranquilo os cartazes!", disse André para LOLA. E aí? Quem consegue recordar a história de cada final?</p>
O ilustrador mineiro André Fidusi criou uma série de cartazes minimalistas retratando polêmicas, alegrias e tristezas das finais das Copas do Mundo2012-05-11T18:00:00-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasO ilustrador mineiro André Fidusi criou uma série de cartazes minimalistas retratando polêmicas, alegrias e tristezas das finais das Copas do MundoNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/concurso-box-cultural-maio-de-2012Concurso Box Cultural - maio de 20122012-05-11T17:54:25-03:00Redação
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Para concorrer a um box com alguns dos 10 lançamentos selecionados por <strong>BRAVO! </strong>na edição de maio, que está nas bancas, basta responder à pergunta do mês: <strong>"Se você pudesse ser algum dos protagonistas dos filmes acima, qual seria e por quê?"</strong>. As respostas devem ser enviadas para o e-mail concultbravo@gmail.com com nome, endereço e telefone do participante até o dia 31 de maio. O autor da melhor resposta ganhará o box cultural com alguns dos DVDs indicados na página de lançamentos da edição de maio/177. O vencedor será anunciado no dia 10 de junho no site.</p>
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Leia abaixo a resposta vencedora do concurso da edição de abril:</p>
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Pergunta:"Se você pudesse escolher um novo título para um dos filmes acima, qual seria e por quê?"</p>
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Resposta:</p>
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"Eu trocaria o nome do filme 'Precisamos falar sobre o Kevin', porque o que os personagens menos fazem é conversar sobre ele. Daria o título de "Vermelho" porque essa cor impregna todas as cenas sobre a vida da personagem de Tilda Swinton".</p>
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Mariane Bovoloni</p>
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São João da Boa Vista/SP</p>
<div class="regulamento">
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1. Este é um concurso de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorteio ou pagamento nem vinculado à aquisição ou ao uso de qualquer bem, direito ou serviço, aberto a todos, exceto aos funcionários da Editora Abril, seus cônjuges ou parentes até 2º grau, nos termos da Lei nº. 5.768, de 20 de Dezembro de 1971, regulamentada pelo Decreto nº.70.951, 9 de agosto 1972.</p>
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2. Para participar, os interessados deverão responder a pergunta: "Se você pudesse ser algum dos protagonistas dos filmes acima, qual seria e por quê?" e enviar para o endereço de e-mail concultbravo@gmail.com. No corpo do e-mail deverá enviar: nome e endereço completos (cidade estado, CEP, endereço, número, bairro e telefone). A resposta criativa deverá ter no máximo 200 caracteres.</p>
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3. A participação neste concurso cultural acontecerá no período de 11de maio de 2012 até 31 de maio de 2012</p>
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4. Não serão aceitas respostas maliciosas e/ou preconceituosas.</p>
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5. Cada concorrente poderá participar quantas vezes desejar, desde que as respostas sejam enviadas em e-mails separados.6. Uma Comissão Julgadora, composta por profissionais capacitados e indicados pela Editora Abril S/A, se encarregará de escolher 1 resposta vencedora do concurso cultural, sendo sua decisão soberana e irrecorrível.</p>
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7. O autor da melhor resposta receberá como prêmio um box com alguns dos dvds indicados pela revista BRAVO! na seção “lançamentos de dvds” na revista. Os dvds não necessariamente serão enviados todos juntos, dependendo da disponibilidade da distribuidora.</p>
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8. Em nenhuma hipótese o ganhador poderá receber o valor do prêmio em dinheiro ou trocá-lo por outro bem.</p>
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9. O ganhador deste concurso será informado por e-mail, telefonema ou telegrama logo após a escolha da melhor resposta. O resultado desse concurso cultural estará disponível no site www.bravonline.com.br a partir do dia 10 de junho de 2012.</p>
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10. O vencedor do concurso cultural declara, desde já, ser de sua autoria a resposta criativa encaminhada ao concurso e que o mesmo não constitui plágio de espécie alguma, ao mesmo tempo em que cede e transfere à Editora Abril S/A, sem quaisquer ônus para esta em caráter definido, plena e totalmente, todos os direitos autorais sobre o referido, para qualquer tipo de utilização, publicação ou reprodução na divulgação resultado.</p>
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11. O autor da reposta escolhida autoriza o uso do próprio trabalho, do nome e da imagem para a Bravo!, sem ônus de espécie alguma para Editora Abril.</p>
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12. Todo material enviado para este concurso cultural não será devolvido, em hipótese alguma, e será destruído pela promotora do evento após a divulgação do resultado.</p>
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13. O contemplado compromete-se a ceder seu nome, imagem, bem como "som de voz" à empresa promotora, de forma integralmente gratuita, com vistas à divulgação do resultado deste evento promocional, bem como com relação a quaisquer filmagens, fotografias e gravações, as quais tenham por objetivo o reforço da respectiva mídia publicitária da citada campanha promocional.</p>
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14. Os casos omissos serão decididos por Comissão Julgadora referida na Cláusula 6 deste regulamento.</p>
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15. O prazo para reclamação do prêmio será de 180 dias, contados a partir da divulgação oficial dos resultados.</p>
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16. O envio da resposta equivale à total adesão e aprovação das regras e condições previstas no presente regulamento, disponível no site www.bravonline.com.br.</p>
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17. A participação neste concurso cultural implica na aceitação irrestrita deste regulamento.</p>
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Responda a pergunta e concorra a um box com alguns dos 10 lançamentos indicados por <strong>BRAVO!</strong> no mês de maio2012-05-11T17:54:26-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosResponda a pergunta e concorra a um box com alguns dos 10 lançamentos indicados por BRAVO! no mês de maioConcursosBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/as-dicas-deAs Dicas de Tadeu Chiarelli, diretor do MAC2012-05-11T13:26:03-03:00Redação Bravo!
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A revista <strong>BRAVO!</strong>pediu ao diretor do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo para selecionar algumas obras que despertaram seu interesse na lista de peças exibidas na SP-Arte. Confira suas indicações:</p>
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<strong>Térreo</strong></p>
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Front Light #4(2012), de Pablo Lobato. Luciana Brito Galeria</p>
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<em>Biblioteca 9</em> (2011), de Debora Bolsoni. Galeria Marilia Razuk (acima, na galeria)</p>
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Matéria dos Sonhos(2012) de Gustavo Rezende. Galeria Marilia Razuk</p>
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<em>Oblivio</em> (2011), de Wagner Malta Tavares. Galeria Marilia Razuk</p>
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<em>Sem Título</em>(2012), de Laercio Redondo. Silvia Cintra Galeria de Arte + Box 4 (acima, na galeria)</p>
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Da série <em>Foi Assim que me Ensinaram</em> (2012), de Felipe Cama. Galeria Leme</p>
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<strong>2o piso</strong></p>
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<em>Sem Título</em>(2011), de Bartolomeo Gelpi. Central Galeria de Arte</p>
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<em>Escultura</em> (2012), de Lucas Simões. Galeria Emma Thomas</p>
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<em>Da SériePaisagem Dissociada</em>(2012), de Erica Ferrari. Galeria Emma Thomas (acima, na galeria)</p>
A revista <strong>BRAVO!</strong> pediu ao diretor do Museu de Arte Contemporânea para selecionar algumas obras que despertaram seu interesse na lista de peças exibidas na SP-Arte. 2012-05-10T18:09:36-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosEdição 177 - Maio 2012A revista BRAVO! pediu ao diretor do Museu de Arte Contemporânea para selecionar algumas obras que despertaram seu interesse na lista de peças exibidas na SP-Arte. Artes VisuaisBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/ney-matogrosso-no-cinemaNey Matogrosso no cinema2012-05-11T13:06:46-03:00Redação Alfa
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Apesar da temática focada no submundo e na violência, não se engane: Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha é um projeto familiar. Rogério Sganzerla, diretor do clássico filme de 1968, no entanto, não é quem dá vida à sequência do personagem. Quem assumiu o roteiro deixado pelo próprio Sganzerla foi a viúva do diretor, Helena Ignez, e suas filhas Djin e Sinai.</p>
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Além da mudança atrás das câmeras, o filme tem também um novo interprete para o bandido: Ney Matogrosso, em seu primeiro papel principal nas telonas. O envelhecimento transforma o personagem vivido pelo cantor, agora um detento bastante peculiar, que passa os exercício físico e o intelectual, se debruçando sobre leituras da filosofia de Nietzche e Kant.</p>
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Entra em cena também Tudo ou Nada, filho do personagem de ex-membro dos Secos & Molhados, segue a trilha do pai, invadindo casas à procura de dinheiro, joias e sexo. Sempre, claro, com a lanterna vermelha na mão.</p>
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<em>Luz nas Trevas</em> é também um projeto que se arrasta faz tempo. O primeiro corte do filme foi exibido no Festival de Santa Maria da Feira, em Portugal, há quase três anos atrás. Algumas modificações depois e uma exibição na Mostra de São Paulo de 2010, chega aos cinemas finalmente a versão oficial.</p>
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Confira o trailer oficial:</p>
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<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="315" width="560"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_ci75bpQaIk?version=3&hl=pt_BR&rel=0"/><embed allowscriptaccess="always" height="315" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.youtube.com/v/_ci75bpQaIk?version=3&hl=pt_BR&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="560"/></object></p>
<em>Luz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha</em>, sequência do clássico filme de Rogério Sganzerla2012-05-11T13:06:46-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasLuz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha, sequência do clássico filme de Rogério SganzerlaNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/instabravoInstaBRAVO!2012-05-10T20:00:49-03:00Redação Bravo!
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O melhor da cultura agora também no Instagram.</p>
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O melhor da cultura agora também no Instagram2012-05-10T19:59:05-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosO melhor da cultura agora também no InstagramNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/musas-do-rockMusas do Rock2012-05-10T19:38:51-03:00Luísa Dalcin
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Uma singela homenagem às musas que fizeram diferença na história do gênero, em fotos divertidas e glamourosas</p>
Homenagem as divas que fizeram história2012-05-10T19:31:45-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasHomenagem as divas que fizeram históriaNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/greenway-matou-o-cinemaGreenaway matou o cinema2012-05-10T16:04:52-03:00Roberto Amado
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O diretor de cinema Peter Greenaway chegou a São Paulo com seu discurso mais ousado: “O cinema está morto”, disse, em sua palestra no evento Fronteiras do Pensamento, ocorrida nessa segunda-feira. Greenaway foi autor de algumas produções importantes, principalmente entre 1980 e 1990 — como o filme O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante — e se destacou por se aprofundar numa estética predominantemente visual em seus filmes. Hoje, ele vai mais longe: denuncia a tirania dos textos e proclama um aprofundamento da linguagem visual.</p>
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“O cinema começa com uma folha em branco, onde se escreve o roteiro. Não deveria ser assim”, diz ele. “Os americanos estúpidos introduziram o texto e a narrativa e estragaram o cinema”. O cinema de Hollywood é uma das principais vítimas de suas ideias. “Todos os filmes hoje são de Hollywood, ainda que não sejam feitos lá. E são sempre a mesma coisa, não há mais novidade”. Greenaway sugere novas formas de produzir cinema, aproveitando-se da facilidade que a tecnologia oferece. A começar pelas salas de projeção. “A escuridão não é natural ao ser humano. Como também não é ficar sentado, olhando fixo para apenas um ponto”, diz.</p>
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Ele propõe uma mudança radical na projeção, incluindo formatos de telas variados. Pintor por formação, Greenaway é ousado, sim, mas cumpre um papel que não tem sido muito comum nos dias de hoje: o de questionar e de criticar. Ainda que suas propostas não estejam desenvolvidas o suficiente para oferecer aquilo que ele procura: arte.</p>
Em sua palestra, em São Paulo, ele diz que os filmes já não oferecem novidades e propõe mudanças radicais2012-05-10T15:14:12-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasEm sua palestra, em São Paulo, ele diz que os filmes já não oferecem novidades e propõe mudanças radicaisNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/os-casais-da-epoca-de-ouro-do-cinemaOs casais da época de ouro do cinema2012-05-09T18:53:35-03:00Redação Alfa
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Esqueça Brad Pitt e Angelina Jolie, o mundo das celebridades já teve muito mais glamour</p>
Esqueça Brad Pitt e Angelina Jolie, o mundo das celebridades já teve muito mais glamour2012-05-09T18:53:35-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasEsqueça Brad Pitt e Angelina Jolie, o mundo das celebridades já teve muito mais glamourNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/acumulacaoAcumulação2012-05-09T17:40:44-03:00Redação
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A reportagem de capa da edição de maio, sobre a Feira Internacional de Arte de São Paulo, motivou uma fotografia da artista plástica Flávia Junqueira e do fotógrafo Edouard Fraipont. Convidada por <strong>BRAVO!</strong>, a paulistana reuniu em um só espaço 27 obras que estarão no evento, dando origem a uma nova imagem. A montagem aconteceu na Galeria Baró, em São Paulo. Assista ao vídeo com o <em>making of</em> da produção abaixo, e conheça as peças usadas por Flávia e Edouard <a href="http://bravonline.abril.com.br/flash/sparte" rel="clicanco aqui">clicanco aqui</a></p>
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<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="349" width="620"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41851411&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=00adef&fullscreen=1&autoplay=0&loop=0"/><embed allowscriptaccess="always" height="349" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41851411&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=00adef&fullscreen=1&autoplay=0&loop=0" type="application/x-shockwave-flash" width="620"/></object></p>
Um vídeo mostra o processo de criação da fotografia feita pelos artistas Flávia Junqueira e Edouard Fraipont para <strong>BRAVO!</strong> de maio, com obras que estarão na SP-Arte2012-05-09T17:40:44-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosUm vídeo mostra o processo de criação da fotografia feita pelos artistas Flávia Junqueira e Edouard Fraipont para BRAVO! de maio, com obras que estarão na SP-ArteArtes VisuaisBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/luxo-e-arte-leiloesLuxo e arte: leilões trazem Andy Warhol e Roy Lichtenstein2012-05-09T16:33:22-03:00Redação Lola
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Depois de anos e anos fora do mercado, algumas obras conceituadas da arte pop de Andy Warhol e Roy Lichtenstein voltam a agitar os leilões de Nova York: Double Elvis e Sleeping Girl valem de 30 a 50 milhões de dólares cada.</p>
Depois de anos e anos fora do mercado, algumas obras conceituadas da arte pop de Andy Warhol e Roy Lichtenstein voltam a agitar os leilões de Nova York2012-05-09T16:17:38-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosNotíciasDepois de anos e anos fora do mercado, algumas obras conceituadas da arte pop de Andy Warhol e Roy Lichtenstein voltam a agitar os leilões de Nova YorkNotíciasBRAVO!BRAVO!http://bravonline.abril.com/materia/prosa-dalem-marProsa d'além mar2012-05-08T18:27:47-03:00Redação
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Uma nova leva de ficcionistas portugueses atravessou o Atlântico para aportar no mercado editorial brasileiro. Entre os autores, todos na faixa dos 40 anos, estão nomes como Gonçalo M. Tavares (que arrancou elogios de José Saramago), Valter Hugo Mãe (sensação na Flip de 2011) e José Luís Peixoto<em> (foto)</em>.</p>
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Veja abaixo um vídeo em que Peixoto lê um trecho de seu mais recente romance, <em>Livro</em>, sobre um casal que teve de se separar durante o regime salazarista.</p>
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<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="349" width="620"><param name="quality" value="high"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41591334&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=00adef&fullscreen=1&autoplay=0&loop=0"/><embed allowscriptaccess="always" height="349" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=41591334&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=00adef&fullscreen=1&autoplay=0&loop=0" type="application/x-shockwave-flash" width="620"/></object></p>
O escritor português José Luis Peixoto lê um trecho de <em>Livro</em>, seu novo romance, para as câmeras de <strong>BRAVO!</strong>. Assista ao vídeo2012-05-08T12:49:59-03:00Copyright Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservadosSó no SiteO escritor português José Luis Peixoto lê um trecho de Livro, seu novo romance, para as câmeras de BRAVO!. Assista ao vídeoLiteraturaBRAVO!BRAVO!