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A caravana de Céu está pronta: na boleia do caminhão estão os amigos Pupillo, Curumin e Lucio Maia. O marido Gui Amabis e o pai Edgar Poças também integram o grupo musical. A trupe segue pela estrada, em direção ao Norte e ao Nordeste do país. Param nos bares, bebem cerveja, ouvem as músicas românticas tocadas num radinho de pilha. Brindam à simplicidade, ao amor, e voltam para a estrada...

Estas imagens são a melhor descrição para Caravana Sereia Bloom, o novo disco da paulistana Céu, uma das vozes femininas da nova MPB. A cantora deixou em Vagarosa quase todo o reggae e ska e agora aposta em outras experiências sonoras, influenciadas pela música de seus amigos, sua vida na estrada, no cinema e na música brega.

Confira uma pequena entrevista com a cantora:

Caravana Sereia Bloom tem um gostinho de música brega. Qual é a sua ligação com esse estilo?

Acho a música brega muito bonita, admirável. Um pouco antes de começar a gravar, descobri umas coisas do Alípio Martins, Eliane, esses cantores românticos bem conhecidos. Fui gostando daquilo e achei na internet vários sites com podcasts, coletâneas. Ouvia tanto que o pessoal lá em casa começou a ficar meio bravo comigo! (risos). Se alguém aí se interessar o site Radio Forró Brega é muito bom! (risos)

Este é um disco muito imagético. Qual é a ligação de Caravana Sereia Bloom com o cinema?

A ligação é total. Sempre fiz muita música que depois foi parar no cinema, então esse meu vínculo com o cinematográfico é antigo. Esse trabalho tem muitas influências, a principal é o longa do Karim Aïnouz, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo. Diria que é a inspiração central, é um road movie lindo. Durante a produção do disco, também assisti Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues e filmes de Sérgio Machado.

O seu clipe “Retrovisor”, por exemplo, ilustra bem essa pegada cinematográfica.

Sim, convidei o Renan Costa Lima e Ivo Lopes Araújo, dois cineastas, para dirigirem o vídeo. Aproveitamos que eu estava fazendo um show em Recife e encontramos uma locação que tinha tudo a ver com o que queríamos: um bar na beira da estrada, chão de terra batida, neons nas paredes. A ideia era passar o glamour que existe nessa estética, que é a cara do Nordeste e do Norte do Brasil. Aquela mulher do clipe pode ser tudo, é alguém que está cantando a dor de um amor. Ela é intrigante.

*Leia também "O Encanto da Sereia", crítica de música deste mês em BRAVO!, clicando aqui.

Tags: céu, entrevista, vagarosa, caravana sereia bloom,

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