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Retratos sui-generis destacam-se no acervo de 16 mil imagens de Madalena Schwartz (1921-1993), fotógrafa húngara que aportou no Brasil em 1960, depois de viver mais de 20 anos na Argentina. Rostos com purpurina, homens de batom e mulheres misteriosas entrelaçam-se nas 100 fotos em preto-e-branco agora reunidas no livro Crisálidas.

O volume, que o Instituto Moreira Salles lança neste mês, foi organizado pelo filho da fotógrafa, o professor da Universidade de São Paulo Jorge Schwartz. “As imagens exploram principalmente as ambiguidades do corpo e da sexualidade”, explica. Ele se recorda da mãe como uma senhora tímida que dificilmente seria associada, à primeira vista, aos travestis e artistas libertários que retratou nas décadas de 1970 e 80.

Madalena descobriu-se fotógrafa aos 45 anos, no lendário Foto Cine Clube Bandeirantes. Em paralelo a trabalhos para a Editora Abril e a Rede Globo, fazia fotos de conhecidos e amigos. Em seu apartamento no edifício Copan, no centro de São Paulo, foram realizadas imagens que integram Crisálidas – nome que evoca o estágio intermediário da metamorfose entre larva e inseto adulto. Alguns dos retratos do livro estavam na primeira exposição individual de Madalena, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), em 1974.

O LIVRO

Crisálidas, org. de Jorge Schwartz. Com textos de Bia Abramo e Edgardo Cozarinsky. Instituto Moreira Salles, preço a definir.

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