Melhor Exposição
Carmela Gross – Corpo de Ideias, Carmela Gross
Com curadoria de Ivo Mesquita, a mostra de Carmela Gross na Estação Pinacoteca, em São Paulo, reuniu 16 obras da artista paulistana produzidas entre 1965 e 2010. A seleção pontuou as principais linguagens exploradas ao longo de uma carreira de mais de 40 anos, incluindo carimbo, heliografia e xerox. Dona de uma obra que alterna uma dimensão política e um tom mais onírico, Carmela – que também é professora, outra atividade de destaque em sua trajetória – está entre os grandes nomes das artes visuais do país. A exposição, de caráter retrospectivo, provou ainda que a artista mantém vivo um espírito inquieto, pronto para experimentações.
Fernanda Gomes – Monográficas, Fernanda Gomes
A exposição contou com obras feitas nas últimas duas décadas, além de algumas inéditas. A artista carioca trabalha com materiais dos mais diversos, de papéis de cigarros usados e caixas de fósforos a folhas de ouro. Suas peças são quase sempre resultado de processos manuais singelos, como cortes, colagens e amarrações. Fernanda Gomes já participou de mostras internacionais importantes como a 50ª Bienal de Veneza, em 2003.
Marcius Galan: Imóvel/Instável, Marcius Galan
Composta por três instalações de grande porte produzidas com ferro, cimento, madeira e vidro, a mostra estrutura-se no campo das ilusões, entre jogos de equilíbrio. A obra que dá nome à individual recebia o visitante logo à entrada da galeria e remetia a um móbile mas, presa ao chão, não se mexia. Marcius Galan, que nasceu em Indianópolis, nos Estados Unidos, e cresceu em São Paulo, foi um dos nove selecionados pela Fundação de Arte Cisneros Fontanals para o Grants and Commissions Programs, um programa de bolsas para artistas emergentes e em meio de carreira neste ano.
Ouça podcast com os jurados da categoria Melhor Exposição: